Esta notícia não explica, mas Alberto João Jardim anda a fazer a ronda das missas dominicais par explicar aos madeirenses as tropelias que fez ao longo das décadas. Hoje foi mais uma. Como em outros domingos.

A argumentação é a de um irmão mais velho de Sócrates e, no fundo, a mesma dos marimba boys que do PS ao Bloco partilham esta visão de desenvolvimento:

“Não tinha, em consciência, o direito de deixar de aproveitar dinheiros de graça”, declarou, esclarecendo que o aproveitamento dos fundos europeus obrigou a ter a comparticipação regional pelo que, também neste caso, teve de recorrer à banca.

E o desplante é equivalente, ao acusar os outros de um falhanço de que é um dos mais destacados obreiros:

“Ouviram-me, ao longo destes anos, dizer que o regime político português ia falhar, a prova que eu tinha razão está aqui, neste momento Portugal está sob administração estrangeira”, observou.

O interessante é que o PSD nacional tenta ignorar este facto, assim como encobrir que o sorvedouro de dinheiros públicos que é o BPN se deve a gente muito ligada – e não em cargos periféricos – ao partido laranja, estando para saber até que pontos houve vasos comunicantes. É muito estranho que um governo armado em tão rigoroso na gestão dos dinheiros públicos que regateia algumas centenas de euros a desempregados e aposentados e dezenas em taxas a doentes se preste a meter milhão após milhão no affair BPN.

A menos que exista receio quanto a todas as ramificações do caso e não existam salpicos incómodos deste género. Que por cá não há jornal que persiga verdadeiramente… como o fez o Mediapart.