Com o objetivo de contestar esta “revisão da estrutura curricular”, a FENPROF promove no dia 3 de Maio, em Lisboa, na Avenida 5 de Outubro (frente ao MEC) uma TRIBUNA PÚBLICA por uma verdadeira revisão curricular que corresponda às necessidades do ensino, da sociedade e dos cidadãos. Nesta tribuna serão feitos depoimentos por professores, por representantes das associações profissionais e científicas, por deputados e por representantes de outras entidades ou personalidades convidadas para o efeito.

No dia seguinte, 4 de Maio, em protesto contra esta revisão curricular e exigindo a sua suspensão, terão lugar CONCENTRAÇÕES DE PROFESSORES E EDUCADORES, ao final da tarde, junto às direções regionais de Educação situadas no Porto, Coimbra, Lisboa, Évora e Faro, ações que poderão estender-se, ainda, às regiões autónomas.

Em breve, a FENPROF disponibilizará mais informação a propósito destas duas importantes iniciativas dos docentes contra uma revisão da estrutura curricular que, como se afirmou inicialmente, não é mais do que um elemento de uma armadilha montada pelo MEC para eliminar professores nas escolas.

O Secretariado Nacional da FENPROF
23/04/2012

Mas no fundo não é mais porque, como dizem certos colegas, a culpa é da classe que temos, sendo que parecem esquecer-se que os representantes também são o espelho dos representados, pelo que o argumento é reversível.

E antes que me peçam alternativas, digo desde já que acho muitas justas, equilibradas e adequadamente inócuas estas manifestações de repúdio.

Estou tão entusiasmado com elas quanto com as ameaças de rasgar a lingerie social por parte do João Proença.

Cada um tem o seu papel na coreografia geral da irrelevância. O meu é o de chato de serviço que escreve umas tretas num blogue a que ninguém liga. Nada de novo a oeste, leste, norte, sul e colaterais.

Mas, já sei, algo teria de ser feito. É um Tribuna Pública,. por oposição a Privada. que é mais recatada. teremos advogados e juízes, testemunhas de acusação e réus in absentia.

Regressámos ás manifestações & vigílias que dão créditos para a progressão sindical, umas declarações televisivas e mais uns protestos que servem para cumprir o calendário da violenta abstenção, digo, contestação. Só falta um representante de uma delegação grega.