Nuno Crato na TVI24 a entrar em terrenos argumentativos complicados.

Dois exemplos:

  • A afirmação, perante a crítica aos critérios economicistas, de que se deve pensar sempre no dinheiro dos contribuintes portugueses é interessante mas não parece aplicar-se a áreas tão curiosas como o BPN.
  • A tentação de afirmar que não há estudos que provem a melhoria de resultados com a redução da dimensão das turmas mereceria uma discussão a sério, com dados e factos a sério, sem demagogia. E perguntar ao pivot quantos alunos tinha a sua turma antigamente não colhe. No meu 9º ano éramos 28, mas chumbaram uns 24, salvo erro.

A questão do respeitopara com os professores é importante e é difícil ver quem, agora, não reconheça a diferença e tom por parte deste ministro. Mas… não chega. Há que se traduzir em algo mais…

Depois, alguma conversa pouco substantiva sobre os exames e grupos de nível. O entrevistador está claramente fora do seu terreno e repete argumentos alheios, conhecidos, repetidos. Nuno Crato, em tom coloquial, vai conseguindo safar-se, embora com declarações que mereceriam algum esmiuçamento como, por exemplo, sobre o enorme sucesso de certos projectos.

Sobre os exames uma resposta mais convincente, excepto para esquerdistas-centristas eduqueses e pêésses amnésicos.