No Expresso vem uma peça sobre o facto de muitas salas por essas escolas fora não terem capacidade para 30 alunos. É verdade e é tanto mais verdade em diversas escolas intervencionadas durante a Festa decretada por Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues.

Por terem sido desenhadas segundo padrões externos, são muitas as salas desenhadas para 20, quanto muito 24 alunos. Com turmas como as que já funcionam a 26 e 28 o resultado é sobrelotação evidente. Quando se fala em 28 alunos, fala-se apenas em parte das salas e não em todas aquelas que, em regra, têm de ser usadas. E em muitas escolas de 2ª ou 3ª divisão (as não intervencionadas, ou seja, a esmagadora maioria das EB23, a verdade é que há muitas salas com capacidade para apenas 18-20 alunos). Mais, só se fizermos filas corridas como no refeitório dos recrutas num qualquer quartel.

A foto que se segue é de uma das salas de uma escola intervencionada em que uma turma de 24 já implica que parte dos alunos fiquem de frente para a porta e com o quadro lá longe, de viés.

Eu sei que no Burkina Faso, Quénia ou Nepal as condições são piores mas, afinal, trata-se de uma das escolas do futuro, com tudo o que se pode ter de melhor para não estarem desactualizadas e sem condições ao fim de poucos anos nas palavras da actual presidente da FLAD.

A verdade é que… já rebentam pelas costuras e a culpa deve ser partilhada, embora a maior quota parte do disparate, neste caso, deva ser assacada a quem quer meter 30 alunos em salas nas quais não existem condições físicas para tal, e manos que os alunos fossem japoneses ou de Singapura, daqueles que nem mexem os olhinhos.

Já agora… será que nos TEIP onde já agora metem 26 ou 28 por sala, apesar do limite ser inferior, vão passar a colocar mais 30, em duas camadas, com os NEE de permeio?