E para começar o dia nada melhor do que saber que aquele a quem chamam o pai da constituição portuguesa, Professor Jorge Miranda, acaba de esclarecer se é ou não constitucional eliminar definitivamente os subsidios de Natal e Férias na função pública…pode ser feito e não é necessário proceder a nenhuma revisão extraordinária da constituição.
Bom dia!
Ó pai da constituição, se aumentarem os salários em conformidade, podem retirar os subsídios caso contrário, pode não ser inconstitucional mas é uma grande pulhice.
#1 “Há três opções: manter uma solução como a deste ano, voltar a haver subsídios e distribuir os montantes dos subsídios pelos 12 meses”, avançou o constitucionalista.
Mas o que raio tem a primeira opção a ver com as outras duas?
Eu não digo que parece que eles estão a preparar terreno para nunca mais reporem este dinheiro?
Avisam já que há essa possibilidade, Passos Coelho avança com o ano de 2015 para começar a pagar (pese embora a mensagem inicial fosse outra) e entretanto os portugueses habituam-se à ideia e quando chegarmos a 2015 ninguém estrebucha, porque já sabia o que podia acontecer.
Entretanto, no meio desta salganhada toda, ninguém vem explicar o que é que Mário Soares andava a fazer num carro das finanças.
Por acaso o governo acha que os contribuintes não merecem esclarecimento sobre esta matéria?
Bom dia a todos.
Vamos aguardando notícias a conta gotas, conforme o interesse político do momento…
Por agora é Páscoa e a paragem letiva vai dando para aliviar a tensão do ritmo de trabalho habitual.
O que continua a custar mais, para além da mentira compulsiva, é o olímpico – e assustador – desprezo pela constituição e pelo estado de direito.
E o Sr. Alegado Pai da Dita ainda me causa mais repulsa. A Constituição não é do Sr. Jorge Miranda. É minha, é dos cidadãos portugueses. E serve – servia? – para nos proteger dos surtos de abuso como os que estão a ocorrer.
Como uma violeta pode alterar a contabilidade da primavera … dos comentários. Vivendo e aprendendo.
“De cada um, segundo suas capacidades; a cada um, segundo suas necessidades”.
O MFA fazia a sua alfabetização com os alfarrábios do barbudo, nos intervalos das excursões à Caparica para se dessedentar no Barbas. Não teve tempo de se aperceber da míngua de capacidades.
A moda das calças à boca-de-sino deu lugar à dos fatinhos em plástico.
Portugal inchou e tornou-se mais luzidio. Traçou-se um plano e chamaram-se especialistas. Ou terá sido ao contrário? De qualquer forma, data desta época o mito do “estudo”. Os técnicos passaram a receber instruções dos políticos e os políticos passaram a ser técnicos. Os estudos? Mandava-se fazer fora.
“o seu nome associado ao período da mais duradoura estabilidade política registado em Portugal nas últimas décadas e a um ciclo de grandes transformações económicas e sociais e de modernização do País.”
É sempre melhor que um país viva de muitas pequenas ideias. Como não se achavam, trataram de procurar alguém que tivesse pelo menos uma. Havia 50% de hipótese de dar certo, pensaram.
Os púlpitos perderam influência nas freguesias. Mas o país é coisa muito diferente do conjunto das freguesias. O país é no Terreiro do Paço. De qualquer forma o discurso tinha de se actualizar para que não se resvalasse para a insignificância.
Enquanto na escola o técnico kmer mandava dar leitinho nas aulas do segundo ciclo, a verdadeira “educação” prosseguia a bom ritmo no seio das famílias. Mantinham-se os conselhos que haviam sido transmitidos de geração para geração. Afinal de contas, isto da evolução da espécie é coisa para milhões de anos.
O choque externo, que era referido desde o consulado do primeiro engenheiro, chegou finalmente. Os protagonistas de sempre foram convocados a meio dos banhos … e recambiados para gozo de licença quase de imediato. Pelo meio falou-se de pintelhices. Um jornalista da SIC atribui os desvios capilares a um tal de Duarte Catroga.
Crato falou portanto comecem a prepara-se para a prova mesmo que seja para ficarem desempregados.
“Os professores com menos tempo de serviço vão realizar, este ano civil, uma prova de avaliação que terá influência no concurso de colocação, com vista a selecionar os melhores docentes, afirmou hoje o ministro da Educação.”
Esperem os promenores que ainda devem estar a ser cozinhados assim como onde vão meter os professores do quadro de EVT sem horário,
Não há fumo sem fogo. E afinal o fogo de vista não tinha seguimento. Uma vez feita a festa e apanhadas as canas, ficava-se na mesma como a lesma. Todo o potentado tem os seus jograis. A nova vaga de emigrantes passou do PC para o PPD, PS, ou PT.
Todos roubavam, dizia-se, mas afinal a quem poderiam os lusitanos queixar-se? Ao tribunal Constitucional? À polícia? À DECO? Aos blogs? Ou desabafavam no café apenas? Na falta de uma entidade divina que provesse aos seus direitos passaram a fazer circular a informação como forma de prevenir os incautos.
Como a chuva escasseava, a temporada de lapsos estava atrasada. Só a força telúrica de uma teimosa primavera conseguiu arrancar da letargia esses milhares de lapsos que permaneciam em hibernação. Uma vez desavergonhado o primeiro, outros se lhe seguiram em catadupa. O que de manhã era uma certeza culapsava à tarde.
Portugal, no dealbar do século XXI, era uma estranha mistura de Impressionismo e de Surrealismo, a caminho de ser entregue ao Fauvismo.
Até um etíope percebia que …
“Depois de ontem ter, pela primeira vez, aberto a porta a uma flexibilização das metas do défice deste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) veio hoje advertir que, caso a recessão se revele mais profunda, será contraproducente insistir em mais austeridade – nem a economia nem a política terão algo a ganhar com isso, pelo contrário.”
Abril 5, 2012 at 7:31 am
Bom dia
E para começar o dia nada melhor do que saber que aquele a quem chamam o pai da constituição portuguesa, Professor Jorge Miranda, acaba de esclarecer se é ou não constitucional eliminar definitivamente os subsidios de Natal e Férias na função pública…pode ser feito e não é necessário proceder a nenhuma revisão extraordinária da constituição.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2401671&page=-1
Abril 5, 2012 at 7:33 am
Bom dia!
Abril 5, 2012 at 8:30 am
Bom dia.
Abril 5, 2012 at 9:15 am
Bom dia!
Ó pai da constituição, se aumentarem os salários em conformidade, podem retirar os subsídios caso contrário, pode não ser inconstitucional mas é uma grande pulhice.
Abril 5, 2012 at 9:16 am
#1
Madrugadora sou eu que já fui ao aeroporto e vim.
Abril 5, 2012 at 9:54 am
Bom dia!
Abril 5, 2012 at 10:04 am
#1
“Há três opções: manter uma solução como a deste ano, voltar a haver subsídios e distribuir os montantes dos subsídios pelos 12 meses”, avançou o constitucionalista.
Mas o que raio tem a primeira opção a ver com as outras duas?
Eu não digo que parece que eles estão a preparar terreno para nunca mais reporem este dinheiro?
Avisam já que há essa possibilidade, Passos Coelho avança com o ano de 2015 para começar a pagar (pese embora a mensagem inicial fosse outra) e entretanto os portugueses habituam-se à ideia e quando chegarmos a 2015 ninguém estrebucha, porque já sabia o que podia acontecer.
Entretanto, no meio desta salganhada toda, ninguém vem explicar o que é que Mário Soares andava a fazer num carro das finanças.
Por acaso o governo acha que os contribuintes não merecem esclarecimento sobre esta matéria?
Abril 5, 2012 at 10:49 am
Bom dia a todos.
Vamos aguardando notícias a conta gotas, conforme o interesse político do momento…
Por agora é Páscoa e a paragem letiva vai dando para aliviar a tensão do ritmo de trabalho habitual.
Abril 5, 2012 at 10:54 am
Bom dia!
Para começar bem o dia deixo aqui uma bonita iniciativa de solidariedade para ajudar um colega:
Concerto solidário dos Galandum galundaina pelo nosso colega Mário Pires que se encontra a fazer tratamentos no estrangeiro:
http://videos.sapo.pt/3d7fiTPkZZVmbcL2oGup
Abril 5, 2012 at 11:05 am
2ª via
Estávamos em 1974. De onde nunca saímos, apesar de informações veiculadas em sentido contrário. Uma democracia não se constrói a começar pelo tecto.
Abril 5, 2012 at 11:10 am
O que continua a custar mais, para além da mentira compulsiva, é o olímpico – e assustador – desprezo pela constituição e pelo estado de direito.
E o Sr. Alegado Pai da Dita ainda me causa mais repulsa. A Constituição não é do Sr. Jorge Miranda. É minha, é dos cidadãos portugueses. E serve – servia? – para nos proteger dos surtos de abuso como os que estão a ocorrer.
Abril 5, 2012 at 11:12 am
Sem grande cultura nem preparação, os 4 milhões passaram a ter acesso à internet. Ao alcance da mão ficou a coscuvilhice endémica.
http://www.whosdatedwho.com/
Abril 5, 2012 at 11:12 am
Bom dia!
Abril 5, 2012 at 11:14 am
Comentário12B
As dificuldades com a aritmética tornam difícil gerir melhor o dinheiro.
E serão mesmo 4 milhões?
Abril 5, 2012 at 11:17 am
Bom dia!
Abril 5, 2012 at 11:23 am
Bom dia.
Abril 5, 2012 at 11:23 am
Como uma violeta pode alterar a contabilidade da primavera … dos comentários. Vivendo e aprendendo.
“De cada um, segundo suas capacidades; a cada um, segundo suas necessidades”.
O MFA fazia a sua alfabetização com os alfarrábios do barbudo, nos intervalos das excursões à Caparica para se dessedentar no Barbas. Não teve tempo de se aperceber da míngua de capacidades.
Abril 5, 2012 at 11:42 am
A moda das calças à boca-de-sino deu lugar à dos fatinhos em plástico.
Portugal inchou e tornou-se mais luzidio. Traçou-se um plano e chamaram-se especialistas. Ou terá sido ao contrário? De qualquer forma, data desta época o mito do “estudo”. Os técnicos passaram a receber instruções dos políticos e os políticos passaram a ser técnicos. Os estudos? Mandava-se fazer fora.
“o seu nome associado ao período da mais duradoura estabilidade política registado em Portugal nas últimas décadas e a um ciclo de grandes transformações económicas e sociais e de modernização do País.”
É sempre melhor que um país viva de muitas pequenas ideias. Como não se achavam, trataram de procurar alguém que tivesse pelo menos uma. Havia 50% de hipótese de dar certo, pensaram.
Abril 5, 2012 at 11:49 am
Os púlpitos perderam influência nas freguesias. Mas o país é coisa muito diferente do conjunto das freguesias. O país é no Terreiro do Paço. De qualquer forma o discurso tinha de se actualizar para que não se resvalasse para a insignificância.
Abril 5, 2012 at 12:03 pm
#17
O que eu me ri com o caldo do Glorioso. Se a lagart…(desculpa, PG!) os sportinguistas do Umbigo vêem isto…
Abril 5, 2012 at 12:14 pm
Enquanto na escola o técnico kmer mandava dar leitinho nas aulas do segundo ciclo, a verdadeira “educação” prosseguia a bom ritmo no seio das famílias. Mantinham-se os conselhos que haviam sido transmitidos de geração para geração. Afinal de contas, isto da evolução da espécie é coisa para milhões de anos.
Abril 5, 2012 at 12:25 pm
O choque externo, que era referido desde o consulado do primeiro engenheiro, chegou finalmente. Os protagonistas de sempre foram convocados a meio dos banhos … e recambiados para gozo de licença quase de imediato. Pelo meio falou-se de pintelhices. Um jornalista da SIC atribui os desvios capilares a um tal de Duarte Catroga.
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=429782&tm=9&layout=122&visual=61
Abril 5, 2012 at 12:29 pm
Crato falou portanto comecem a prepara-se para a prova mesmo que seja para ficarem desempregados.
“Os professores com menos tempo de serviço vão realizar, este ano civil, uma prova de avaliação que terá influência no concurso de colocação, com vista a selecionar os melhores docentes, afirmou hoje o ministro da Educação.”
Esperem os promenores que ainda devem estar a ser cozinhados assim como onde vão meter os professores do quadro de EVT sem horário,
Abril 5, 2012 at 12:31 pm
Não há fumo sem fogo. E afinal o fogo de vista não tinha seguimento. Uma vez feita a festa e apanhadas as canas, ficava-se na mesma como a lesma. Todo o potentado tem os seus jograis. A nova vaga de emigrantes passou do PC para o PPD, PS, ou PT.
Abril 5, 2012 at 1:01 pm
Bom Dia!
Abril 5, 2012 at 1:17 pm
boa tarde.
Abril 5, 2012 at 1:24 pm
#22
Obrigado pela partilha. Desconhecia tal episódio.
É bom saber como é que Eduardo Catroga (é aquele da EDP, não é?) reage às questões que lhe são colocadas.
Abril 5, 2012 at 1:47 pm
“Bom dia.”
Abril 5, 2012 at 1:51 pm
Bom dia! O ministro Gaspar, hoje, disse uma graça e eu, de parva que sou, ri-me.
Linda fotografia. Parecem os jardins de pedra do nosso Fafe.
Abril 5, 2012 at 3:16 pm
Olá…
Onde pára o nosso dinheiro afinal???
Poderão dizer: agora está em voga dizer cobras e lagartos da Parque Escolar, e cá temos mais um…
http://dererummundi.blogspot.pt/2012/04/arquitetura-e-funcao-escolastica.html
Abril 5, 2012 at 3:26 pm
Todos roubavam, dizia-se, mas afinal a quem poderiam os lusitanos queixar-se? Ao tribunal Constitucional? À polícia? À DECO? Aos blogs? Ou desabafavam no café apenas? Na falta de uma entidade divina que provesse aos seus direitos passaram a fazer circular a informação como forma de prevenir os incautos.
http://scamvictimsunited.com/phpBB2/viewforum.php?f=37&sid=d2dd6c6dac6edb24e7353f8f4a3ec3b5
Abril 5, 2012 at 3:34 pm
Enquanto que o tempo nem chovia nem saía de cima os equívocos adensavam-se …
Poderia Portugal, à falta de recursos naturais suficientes, enveredar por uma carreira criminal?
http://www.business-anti-corruption.com/country-profiles/sub-saharan-africa/angola/snapshot/
Abril 5, 2012 at 3:36 pm
Que destino terá este magnífico edifício? Além disso, aqui nasceram muitos. Mesmo muitos…
http://www.publico.pt/Local/mac-pode-fechar-ate-ao-final-do-ano-1540938
Abril 5, 2012 at 3:36 pm
#30
Texto brilhante!
Abril 5, 2012 at 3:40 pm
#33,
http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=324764
Abril 5, 2012 at 3:53 pm
Pausadamente e muito devagarinho, ele explicava que o 15 vinha necessariamente a seguir ao 14.
Abril 5, 2012 at 4:10 pm
Como a chuva escasseava, a temporada de lapsos estava atrasada. Só a força telúrica de uma teimosa primavera conseguiu arrancar da letargia esses milhares de lapsos que permaneciam em hibernação. Uma vez desavergonhado o primeiro, outros se lhe seguiram em catadupa. O que de manhã era uma certeza culapsava à tarde.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=549615
Abril 5, 2012 at 5:07 pm
E a catadupa tornava-se em avalanche …
FMI: é “bem possível” que a recessão em Portugal seja mais profunda
http://economia.publico.pt/Noticia/fmi-e-bem-possivel-que-a-recessao-em-portugal-seja-mais-profunda-1540954
Abril 5, 2012 at 5:16 pm
Portugal, no dealbar do século XXI, era uma estranha mistura de Impressionismo e de Surrealismo, a caminho de ser entregue ao Fauvismo.
Até um etíope percebia que …
“Depois de ontem ter, pela primeira vez, aberto a porta a uma flexibilização das metas do défice deste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) veio hoje advertir que, caso a recessão se revele mais profunda, será contraproducente insistir em mais austeridade – nem a economia nem a política terão algo a ganhar com isso, pelo contrário.”
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=549635
Abril 5, 2012 at 5:22 pm
Flashback (a preto e branco)
Abril 5, 2012 at 5:25 pm
— E os 4 milhões Senhor, que lhes fazemos?
— Perdoa-lhes que não sabem o que fazem.
Abril 5, 2012 at 5:40 pm
Capítulo Final
A distância à barbárie é sempre a mesma.
Notas à margem:
http://shuzheng.wordpress.com/east-asia/a-humane-society-without-human-rights-pt-1/
Abril 5, 2012 at 6:33 pm