Quarta-feira, 4 de Abril, 2012


Eurythmics, Would I Lie To You

  • O PSD e o CDS tiveram mais de 2,8 milhões de votos nas últimas eleições.
  • O PS mais de 1,56 milhões.
  • Os cidadãos que votaram em partidos assumidamente contra a troika foram cerca de 800.000.

A minha questão é…

O que se deve fazer aos mais de 4 milhões de portugueses que votaram no PSD/CDS e no PS ainda de Sócrates que assinou o pedido de resgate financeiro?

  • Queimá-los em fogo lento até que abjurem o voto feito?
  • Empalá-los sem mais conversas?
  • Impedi-los de votar em próximas eleições?
  • Torná-los cidadãos de segunda, sem direito a exprimir opinião?

Isto não é qualquer declaração de voto seja em quem for, é apenas dizer aos que nunca se enganam e raramente têm dúvidas como o outro que podem escolher o método mais democrático para se livrarem daqueles que vos enjoam, como um comentador já escreveu, de modo a criar o Homem Novo, Infalível e Puro.

Já agora, informem-me da decisão, para poder emigrar à vontade (desta vez vou, não quando o relvas manda), pois se acho muito bem que quem tinha razão o sublinhe (mas o negue a outros, em outros assuntos), já me dá um certo fastio ter de respirar o mesmo ar que certos fascistas funcionais, sejam eles de direita ou esquerda.

Números aqui.

«O Ministério da Educação e Ciência (MEC) não sabe o que fazer aos professores do quadro que ficarão sem horário graças à revisão curricular». É esta a certeza com que saiu do encontro com o MEC José Alberto Rodrigues, da Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) – uma das áreas curriculares que mais horas vão perder com o novo currículo.

«O Ministério quer ideias para o que fazer com estes docentes», acrescenta José Alberto Rodrigues, que estima que três mil professores de EVT dos quadros deixarão de ter turmas para leccionar, com o fim do par pedagógico (aulas dadas por dois professores) e a passagem de Educação Tecnológica (ET) – que até aqui era obrigatória no 3.º Ciclo – a oferta de escola opcional.

Esta mudança vai, aliás, ter consequências na disciplina de Educação Musical no 3.º Ciclo. «Com a passagem a oferta de escola de ET, é natural que as escolas deixem cair a oferta de Música neste ciclo», comenta Manuela Encarnação da Associação de Professores de Educação Musical (APEM).

Duas notas:

  • Concordo com os números adiantados pela APEVT.
  • Eu acho que a solução já foi apontada pelo próprio MEC e passa pelo 1º CEB e por uma forma nova de organizar o trabalho com os alunos em algumas áreas. Será que já se esqueceu ou está a tentar outra saída?

Se concordo? Não propriamente, mas vai nter de se fazer qualquer coisa pois as pessoas não são peças de engrenagens sociais a descartar depois de usar.

O engenhaeiro d’armani e socas foi de novo arquivado.

13 de Outubro de 2011:

Pedro Passos Coelho acabou de anunciar que o pagamento do 13º e do 14º mês vai ficar suspenso durante a vigência do programa de ajustamento, ou seja, até 2013. A medida visa tanto os trabalhadores no activo como os reformados que recebem pensão pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) e atinge todos os salários superiores a 1.000 euros mensais.

28 de Março de 2012:

Não há mais medidas de austeridade pelo menos para já

(…)

“O Orçamento Rectificativo não inclui mais medidas de austeridade”, diz o primeiro-ministro que, no entanto, não jura que isso não possa acontecer no futuro.

A minha interpretação (julgo que pacífica) desta última parte é que PPC já tinha a decisão tomada e quis tornear as palavras para poder dizer que não mentiu.

Pode até ser assim, mas no momento em que o fez tornou-se ainda mais igual ao seu antecessor e perdeu o respeito que poderia restar em algumas pessoas em relação à sua seriedade política e pessoal.

A recente entrevista de Passos Coelho à Renascença é uma espécie de desmentido relativamente à entrevista dada, há muito poucos dias, à TVI.

Nessa entrevista disse que não podia garantir que não existissem medidas adicionais de austeridade, mas quatro dias depois afirma que os subsídios retirados à Função Pública durante dois anos, afinal serão retirados durante três e retomados de forma apenas gradual.

Obviamente, isto significa que mentiu na passada sexta-feira pois nada de relevante aconteceu desde lá, excepção feita a uma conferência de imprensa de uns senhores europeus que terão avaliado aquilo que nesse dia o primeiro-ministro já sabia que eles teriam visto. O que sabia há quatro dias era o que sabe agora, excepto os resultados do futebol do fim de semana e mais alguns detalhes da via quotidiana.

E obviamente isto significa que mentiu em diversas outras ocasiões, assim como outros elementos do seu governo, a começar pelo ministro das Finanças.

Não sei se este tipo de mentira, evidente, pública, muito dificilmente spinável ou relvável, se enquadra naquilo que o Presidente da República considera ser motivo para uma quebra de confiança entre o Governo e os cidadãos que, em eleições, escolheram maioritariamente os partidos que o formam.

O desrespeito por promessas eleitorais é já comum, mas neste caso temos declarações dignas dos maus velhos tempos de Sócrates, em que depois de domingo se desdiz o que se garantiu antes de domingo.

A decorrer tudo como é habitual, o Presidente da República destacar-se-á pela omissão, por uma qualquer declaração dificilmente compreensível a anos-luz do momento certo escreverá como tudo isto o incomodou, mas nada fez de concreto.

Por muito menos, Sampaio defenestrou Santana, o má moeda.

Cavaco Silva, não.

Cavaco Silva não comenta agora, o que há meses considerou uma violação da equidade fiscal. Falta de coragem política e talvez algo mais.

A verdade é que Passos Coelho se tem revelado um primeiro-ministro que, embora com menor habilidade e menos lata, retorce os factos e as expectativas como convém a cada momento específico.

Resumindo: mente e tudo nos faz crer que mente sabendo que o está a fazer, que não é algo involuntário, fruto de azares circunstanciais.

Sei que haverá aqueles que irão afirmar que as coisas são assim porque sempre assim seriam. Que quem teve alguma esperança numa mudança ética na conduta dos principais responsáveis políticos era ingénuo. Tudo bem, eu não me importo nada de demonstrar publicamente a evolução do que penso e sinto.


(imagem encontrada aqui)

O interesse nacional e tal, certamente. Já a corrupção e enriquecimento ilícito (= à margem da Lei) também devem ser.

Subsídios serão repartidos por 12 meses e de forma gradual

Os subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos só começam a ser repostos a partir de 2015 e de forma gradual,  repartidos pelos 12 meses.  Em entrevista à Rádio Renascença, Pedro Passos Coelho, explica que não haverá condições para a reposição automática dos subsídios.

O primeiro-ministro admite mesmo que a redistribuição dos subsídios é uma possibilidade na qual vê vantagens, ou seja todos os trabalhadores – público e privados – podem passar a receber 12 salários e não 14, sendo o valor dos 14 redistribuído pelos 12.

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