Segunda-feira, 2 de Abril, 2012


The Black Keys, Gold on the Ceiling

uma vontade de dar um murro na mesa, ‘deslarguem-me’. Aleijou-se-lhe a vontade. Depois ligou o leitor de seguros cassetes.

… que o engenheiro pediu ajuda financeira externa.

Prometo que amanhã haverá outra sondagem na sequência desta…

03.abril.2012 – Audição do Ex-Presidente da Parque Escolar, EPE, Engº Sintra Nunes (15h00).

A audição foi agendada na sequência da aprovação de um requerimento do GP/PS, cujo texto se encontra em anexo.

Um assunto interessante para abordar de manhã, na revista de imprensa da TVI24, depois das 10 da manhã, se tudo correr como previsto.

… e não é por ser uma democracia antiga e consolidada. Basta que a vergonha chegue, mesmo que tarde.

E ainda dizem que por cá somos implicativos?

Presidente húngaro anuncia demissão depois de escândalo de plágio

 

Eu acho barato se:

Provas no básico custam 1 milhão

A realização de exames nos 4º, 6º e 9º anos do Ensino Básico terá um custo de cerca de um milhão de euros, correspondendo mais de 300 mil euros a cada ciclo. No final deste ano lectivo, ‘estreiam-se’ os exames nacionais no 6º ano; os do 4º, apenas em 2013. Já os do 9º são realizados desde 2005.

Afinal, há coisas bem mais caras e com escassas vantagens para os cidadãos…

BPN: Governo «vende por 40 milhões o que custou 8 mil milhões»

Será que terroristas são apenas os outros ou serão todos aqueles que instilam e provocam o terror?

Pelo menos cinco mortos em tiroteio numa universidade de Oakland

Um homem armado entrou nesta segunda-feira na Oikos University, em Oakland, na Califórnia, disparou e causou pelo menos cinco mortos e vários feridos. A polícia já deteve um suspeito.

Num programa especialmente feliz do Daily Show, Jon Stewart explicava há meses que apelidar de nazi ou Hitler algo ou alguém, com fundamento corriqueiro, é a forma mais simples de banalizar o que foi singularmente horrível e desejavelmente irrepetível.

Entre nós, à nossa escala, isso passa-se com os epítetos de fascismo e Salazar ou salazarismo.

O pretexto mais recente foi a introdução de exames (ou provas finais em outra terminologia menos ousada) no 4º ano de escolaridade.

Entre todos os textos que li na blogosfera e na imprensa sobre o tema, o mais patético parece-me ser este de João Branco:

Voltamos definitivamente ao tempo do fascismo

(…)

No ensino português passamos do 8 ao 80. Com a pouco saudosa Maria de Lurdes Rodrigues, tudo era permitido. Os alunos até ao 9º ano só chumbam de ano se os pais assim o consentirem. Com Nuno Crato assistimos a medidas hediondas. Esta medida de colocar miúdos de 9 e 11 anos a fazer exames nacionais com um peso considerável na nota final é uma medida muito pouco pedagógica. Um aluno de 4ª classe ainda não tem maturidade para se sentar numa carteira e resolver um exame como se estivesse no 12º. É uma ideia estapafúrdia. Um aluno que tenha um aproveitamento de 60% durante um ano lectivo poderá efectivamente chumbar um ano se baquear psicologicamente num destes exames. Será um exame pertinente para desavaliar um aluno que cumpiu os trâmites de aprovação até então?

Este Ministro continua a pautar o seu discurso pela necessidade da excelência no ensino. Será que a excelência comporta colocar em stress crianças de 9 anos?

Isto é demasiado mau para ser verdade. Se bem percebo pelo “about” do blogue, o autor andará pelos 25 anos, mas a idade não desculpa a ignorância de coisas básicas como a aritmética e o vocabulário básico.

Vamos lá por partes:

O exame previsto para o 4º ano não tem carácter eliminatório, porque uma classificação “negativa” nele não implica a reprovação. O peso de 30% significa, por exemplo, que um aluno classificado com Bom (para comodidade façamos equivaler esta classificação ao nível 4 do 2º ciclo) não poderá chumbar. E mesmo um com Suficiente (nível 3) só chumbará se for mesmo mau (nível 1 no exame, equivalente, em regra, a menos de 20% do total do valor da prova, podendo mesmos ser 0% – ZERO).

É aqui que entra a aparente ignorância aritmética.

Vejamos:

  • (o,7×4) + (0,3×2) = 2,8+0,6 = 3,4

ou

  • (0,7×4) + (0,3×1) = 2,8+0,3 = 3,1

Dá para perceber que um bom aluno não consegue chumbar, mesmo que tente?

Agora um aluno considerado Suficiente/Satisfaz com o equivalente a um Insuficiente/Não Satisfaz na prova:

  • (0,7×3) + (0,3×2) = 2,1+0,6 = 2,7 (o que arredondado dá 3/Satisfaz)

A única hipótese de reprovação é a do aluno que, indo como sendo Suficiente, tenha o equivalente um Mau na prova

  • (0,7×3) + (0,3×1) = 2,1+0,3 = 2,4 (o que arredondado dá 2/Não Satisfaz por uma décima negra)

No próximo ano com um peso previsível de 25% ninguém chumbará, pelo que nem sequer há lugar a qualquer eliminação.

Ou seja, se o fascismo está para chegar, chega devagarinho e com muitas reservas…

Até lá, pode ser que parem de escrever e dizer disparates. Mesmo os doutorados com evidente obrigação de saberem mais do que produzir fumaça. Até porque quem aprendeu a ler Pedro Lains com respeito, mesmo aqueles artigos antigos com os contrafactuais e tal, fica com evidente desgosto quando lê coisas sem nexo que o fariam chumbar em qualquer disciplina de Lógica. não desmerecendo em qualquer Matemática de 2º ciclo.

Quanto ao stress das crianças de 9 anos referido por João Branco, só posso lamentar que não faça ideia de nenhuma forma como os pais ou professores podem reduzir isso a níveis mínimos na maioria dos casos. A única coisa que posso dizer é que deve conviver muito pouco com a petizada dessa idade. Se convivesse, eu sei quem ficaria com stress e não seriam ele(a)s…

Querem argumentos contra os exames? Arranjem alguns de jeito, mas não o regresso do Estado Novo à escola, porque quem não o conheceu (João Branco) é bom que estude e quem o viveu (Pedro Lains) é melhor não desrespeitar (por uso abusivo do pretexto) uma memória que se deseja viva, mas enterradas nas suas práticas,

… um interessante texto do Provedor do Leitor do DN sobre a confusão (útil, para alguns) entre os antigos exames da 4ª classe e as provas finais previstas para o 4º ano.

Digitalização do Livresco, que eu já não tenho espaço para muito mais papel em casa.

DN, 31 de Março de 2012

 

Por vezes não gosto muito do seu liberalismo descontextualizado, mas há sempre dias assim, em que concordo em pleno:

Lei seca para os filhos? E uma palmada nos pais

(…)
Por que razão uma lei seca sobre menores de 18 anos não resolve nada? Porque haverá sempre o amigo de 18/19 anos a comprar bebidas para depois distribuir pelos amigos ainda menores. Dizem que esta prática tem uma alcunha espanhola, o botelhão. No meu tempo, o fenómeno tinha um nome mais simples, a litrosa. Mas, como é óbvio, o ponto não está nesta natural rebeldia dos filhos, mas na cobardia dos pais. Se um jovem de 16 anos passa do normal beber-umas-cervejas-com-amigos para um demencial olá-sou-o-Jorge-tenho-16-anos-e-sou-alcoólico, isso tem apenas uma causa: os pais não colocaram travões no menino. Os paizinhos, moderninhos, amiguinhos dos filhinho, quiserem perceber as bebedeiras do “Jorge”, como se fossem um cruzamento entre psicólogos e amigos. No processo, toleraram algumas dezenas de carraspanas sem um castigo à altura. Porque um castigo podia traumatizar o “Jorge”, coitadinho. E sabem que mais? Estes são os mesmos pais que oferecem ao filho um carro de 200cv assim que ele tira a carta. E depois falam em azar quando o “Jorge” tem um acidente. Quem diria? Apesar de não ter mãos para um kart, recebe uma bomba com 200cv. Quem diria? Mas, ora essa, o “Jorge” queria muito aquele carro e a “gente não teve coragem para dizer que não”.

… que este caderninho andava a passear… foi quando me esqueci dele num debate promovido pelo MEP na Associação 25 de Abril, na rua da Misericórdia.

Essencial para, entre outros momentos, reconstituir uma reunião ocorrida a 26 de Janeiro de 2008 na minha escola e as posições de cada um dos participantes que falou.

Nem eu me lembrava de quem, para além do pessoal que esteve na génese da APEDE, mais insistiu na necessidade de criação de uma estrutura formal para mobilizar os professores descontentes.

E outras coisas daqueles tempos… que já parecem tão distantes…

 

… reduzindo, por exemplo, os casos de stress e depressão causados pela ida de membros do governo à televisão?

Governo propõe corte no valor do subsídio de doença

Mas mais eficaz mesmo seria despedir, sem direito a subsídio quem adoecer fora do fim de semana. Acho que era mais adequado ao perfil de sensibilidade de Pedro Mota Soares.

Outras medidas possíveis para equilibrar o orçamento:

  • Incentivar as aposentações após o óbito do trabalhador.
  • Reduzir para metade o salário de quem espirrar (sem as devidas precauções) no local de trabalho.
  • Despedir por justa causa os ministros imbecis.

Caixa aceita OPA por imposição do Governo

Estado injecta 1.000 milhões de euros na Caixa

Linha Sines-Badajoz não tem continuidade no lado espanhol

A linha de bitola europeia para Badajoz que o Governo quer construir não tem continuidade assegurada no outro lado da fronteira nem os operadores ferroviários a desejam.

Afinal a ânsia por apresentar obra, mesmo que disparatada, continua.

REALIZAÇÃO DAS PROVAS DE AFERIÇÃO POR ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

… foi obviamente aquele do Valter Lemos. Na verdade, VL apoia é que se façam exames do 4º ano aos professores em exercício.

(c) Marta Freire

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