Março 2012


Por dentro da Provinha Brasil

Saiba mais sobre a prova que avalia os conhecimentos em leitura e matemática das crianças do segundo ano do Ensino Fundamental.

Aos 8 anos, seu filho deve saber ler e escrever com facilidade. Mas como avaliar se ele está aprendendo no ritmo esperado? Para facilitar o diagnóstico da escola – e o entendimento dos pais -, o Instituto Nacional de Pesquisas e Estatísticas Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC), criou a Provinha Brasil.

A Provinha Brasil é uma avaliação que identifica possíveis problemas no processo de alfabetização das crianças matriculadas no segundo ano do Ensino Fundamental das escolas públicas brasileiras. Até 2011, na avaliação, apenas a Provinha de Leitura era aplicada. Este ano, a novidade é a criação de uma prova específica para o conteúdo de matemática. Em sua estreia, a Provinha Brasil de Matemática será aplicada apenas uma vez, no segundo semestre. Nos anos seguintes, a nova prova segue a mesma lógica de aplicação da Provinha de Leitura: duas vezes, uma no início e outra no fim do ano letivo. A intenção é avaliar conteúdos aritméticos básicos que os pequenos devem dominar no segundo ano do Ensino Fundamental.

Physical violence from pupils affects a third of teachers

A teacher who was dangled off the sixth floor by a pupil’s brother reflects on the issues involved, and the importance of parental engagement.

Fuel panic: petrol prices rise as demand rockets – live coverage

Student and Parental Perceptions on Meeting the Educational Needs of the Disadvantaged Students in the Primary Schools

Assuring that the primary school students should get maximum benefits from their schools in accordance with their needs is an organizational obligation both for the efficiency of the administration and for the productivity education. The aim of this research is to put forth the grade about meeting the educational needs of the disadvantaged students studying in primary schools. This research is a comparative-type descriptive study in which the student and the parental perceptions were determined with a face-to-face method of interview. The field of subject includes ‘the educational needs of disadvantaged students’ and the field of examination of the research consists of 42 students and their 41 parents from the district primary schools in the central province of Erzincan who attended “The Make-up Education Programme” on the Academic Year of 2010-2011. According to the findings, the differences that are not spotted which affect the disadvantaged students negatively have caused their educational needs to stay undetermined. The results of this research have proved out that the primary schools are not able to offer adequate support for the disadvantaged students about defining the socioeconomic characteristics of their families and thus fulfilling their educational needs.

Há um pouco e tudo, para todos os gostos, cortesia do Livresco:

  • 4R- Quarta República:

Os exames da discórdia…

  • A Mentira:

como criar escolas menos aptas, por nuno crato

  • Artigo 58:

Trauma de juventude

  • Com que Então:

UM MINISTRO EM “PLANO INCLINADO”

  • Forte Apache:

O Clube dos Poetas de Esquerda Mortos

  • Memórias Soltas de Prof:

Mais exames… Um regresso ao antigamente?

  • Só Tenho Coisas que me Ralem:

Prova final no quarto ano

Director da DRE recebeu 141 presentes no espaço de um ano

(…)

Depois de receber os presentes, o director elaborava listas de nomes. Umas referiam empresas ou pessoas de quem A. S. esperava “obter vantagens”. Outras registavam as ofertas recebidas e eram acompanhadas por pequenos comentários pessoais. Esta semana o director foi acusado de um conjunto de crimes – entre os quais falsificação de documentos, corrupção passiva e abuso de poder – que o MP acredita terem sido cometidos “ao longo dos últimos 20 anos”.

A. S., casado e de 62 anos, começou a trabalhar na DRE de Coimbra em 1974 como engenheiro de terceira classe. No final da década de 1980 já era chefe de divisão da energia eléctrica e em 1993 tornou-se director de serviços. A partir de 1999 passou a ser-lhe confiada a tarefa de substituir o director regional na ausência deste.

infiltrações para todos os gostos. Uma sugestão: mandem para lá um chicosantinhos.

Pior do que a CGTP ter má publicidade por uma greve geral fracassada (segundo a leitura que a generalidade dos observadores fez no dia 22) foi deixar de ser notícia por causa da manifestação dos jovens radicais, que culminou numa carga policial, no Chiado. Este facto, que  tirou palco à central sindical – tal como já acontecera na anterior greve geral, em Novembro, em frente à Assembleia da República – levou a direcção da CGTP, em reunião desta semana, a decidir que é urgente tentar ‘agarrar’ de alguma forma estes movimentos.

Segundo o SOL apurou, dialogar com os elementos menos radicais de um «movimento que tem de tudo» (na expressão de um sindicalista) é a missão atribuída já a Libério Domingues, o responsável pela área de Lisboa. Promover uma reunião da CGTP com os Precários Inflexíveis, integrados na plataforma 15 de Outubro, será o primeiro passo para «enquadrar os jovens mais politizados» nas próximas lutas.

Arménio Carlos assume que os incidentes do Chiado são um problema. «Não foi a CGTP que se envolveu, mas a imagem que passou, mesmo para o estrangeiro, afecta todo o movimento sindical», diz ao SOL o líder da central.

A central sindical não trata pela mesma bitola todos os movimentos que estiveram na manifestação. «Temos contacto com os Precários Inflexíveis, cuja actuação social valorizamos», diz Libério Domingues. «Não temos ligações com os outros movimentos», acrescenta Arménio Carlos, sobre os envolvidos nos distúrbios do Chiado.

Na análise que faz do Movimento 15 de Outubro, a central sindical de maioria comunista entende que «este movimento tem uma composição muito heterogénea, que vai de grupos de trabalhadores precários a anarquistas sem ligação partidária ou sindical» – afirma um dirigente sindical, deixando assim subentendido que com os menos radicais será possível haver entendimentos.

Para muita gente que apoia os diplomas das NO (e criou o dia do diploma para o Secundário) e as apresenta como uma enorme conquista da democracia educacional, parece que ter um destes é uma vergonha. Eu não tenho porque acabei a 4ª classe em 1975 e a democracia não me diplomou.

Percebi agora que não és um filho da mãe, mas apenas filho do pai. 😆

O Jugular, o Câmara Corporativa (o Arrastão foi por arrasto, claro, que a malta das esquerdas já está de novo reunida em causas comuns) e o nosso controleiro particular da Fenprof aqui no blogue rejubilaram com um quadro de um estudo do programa Eurydice sobre os exames no ensino básico e secundário que provaria que ZERO países teriam exames de 4º ano.

É verdade para este ano lectivo.

Mas não é verdade para o próximo, quando em Portugal começarão a existir.

É aquela forma “técnica” de não mentir, mentindo.

Como se faz isso?

Eliminando do quadro a nota explicativa na qual, por exemplo, se pode ler isto:

Austria: Two new national tests will be implemented soon: Bildungsstandards (starting 2012/13), compulsory for all pupils at grade 4 and 8; and New final upper secondary examinations (starting 2013/14).

Mas é também eliminar o texto que antecede o quadro, onde se pode ler:

Some countries organise predominantly one type of national test. For example in the Czech Republic, Germany, the Netherlands, Slovakia, the United Kingdom (Wales) and Turkey, all national tests have as a main aim to help make decisions about the school career of students. Generally, these types of tests are held at later stages of schooling, for example at the end of primary education, during or at the end of lower secondary education and at the end of upper secondary education.

Isto significa que, logo no fim da “primária”, são tomadas decisões sobre o sentido da carreira académica dos alunos, com uma triagem baseada em testes sobre a via a seguir nos ciclos seguintes, algo que cá não existe, nem se prevê que exista.

Eu percebo que recortar informação e transmiti-la de forma truncada e lacunar é uma longa tradição daqueles blogues e spin-nurses de serviço.

O problema é que a mentira encoberta é de difícil manutenção nos dias que correm.

Uma jovem estudante de 13 anos foi ontem atropelada por um táxi ao atravessar a estrada de Alvor, em Portimão. A vítima, que voou sobre o capot e caiu violentamente no chão, vinha distraída a ouvir música com auscultadores e não terá olhado para os dois lados da via para ver se passava algum carro.

(c) João Esteves

É uma e vinte e três aqui. E está tudo bem.

Patrick Wolf, The City

Raios, raios, raios, os factos recusam-se a encaixar nas teorias…

Mas podemos sempre seguir o exemplo de referência da Noruega, Islândia e… Bulgária!

E se até forem em sistema educativos de referência, tipo Alemanha, Bélgica e Dinamarca? E se Portugal até estiver no grupo minoritário, o daqueles países onde é proibido adiar a entrada no 1º ano?

É que a malta brinca com coisas que, em outras bandas, são levadas a sério.

E agora quem toma parte na decisão:

Quadros extraídos daqui.

O Orçamento Rectificativo inclui mais 1.100 milhões de euros para os veículos que ficaram com activos expurgados do BPN, a PARVALOREM e a PARUPS.

De acordo com a nota explicativa que acompanha este documento, são inscritos mais 1.457 milhões de euros na rubrica passivos financeiros de Entidades Públicas Reclassificadas por via de fundos do Ministério das Finanças, para cobrir amortizações de empréstimos de médio e longo prazo.

Desses, grande parte vai mesmo para estas sociedades veículo com activos do BPN que estão nas mãos do Estado, 1.100 milhões de euros.Serão ainda destinados 150 milhões de euros para o reembolso de empréstimos da REFER não incluídos anteriormente nas previsões do orçamento, outros 90 milhões de euros para a dívida de capital da Parque Escolar até ao final deste ano, 97 milhões de euros decorrente da prorrogação da amortização de operações de crédito da Estradas de Portugal, que estavam previstas do final de 2011 mas passaram para 2012, e 20 milhões para a dívida vencida e vincenda e juros da Viana Polis.

Não precisam de mais nenhum mês de salário aqui dos culpados pelo défice?

… em que o Seguro só garante pãezinhos sem sal…

Jorge Lacão ataca revisão dos estatutos e Zorrinho recusa demitir-se

Vai uma aposta em como ainda teremos um regresso à Peron?

EXAMINEMOS ENTÃO…

Esta temática dos exames funciona como uma espécie de campo magnético que permite observar os diversos posicionamentos e perceber as diferentes lógicas – atracção/repulsa mais ou menos fortes – que se confrontam quando se discute o ensino e a educação, onde é impossível não sublinhar o papel que aí desempenham uma série de pre-conceitos ideológicos e de clichés pedagógicos, cuja importância muitas vezes passa despercebida.

Do lado da esquerda, o efeito é simplesmente devastador. A ideia de introduzir exames no 4º ano fez vir à superfície aquilo que eu e mais alguns temos aqui insistentemente denunciado: a visão da esquerda sobre o ensino (para ficarmos por aí…) está bloqueada por uma série de equívocos e supostos (políticos, filosóficos, atropológicos, pedagógicos) que, nalguns casos, nunca foram examinados reflexivamente e, noutros, não chegaram a ser dilucidados, ofuscados que estão pela retórica ideológica e eduquesa dominante.

Quando a esquerda, para expressar a sua recusa a essa forma de avaliação, só consegue invocar conceitos, melhor, figuras ideológicas, como “selectividade” e “elitismo” é toda uma filosofia social e política, e a correlata concepção pedagógica, que pensaríamos dever estar ultrapassada, que penosamente ainda é chamada à primeira linha.

Do lado da direita, a falta de consistência ao nível programático e da acção tem sido uma constante. Mas talvez com menos responsabilidades: as políticas educativas mais marcantes têm, na nossa democracia, a chancela da esquerda.

A direita tem sido afectada por uma espécie de complexo de inferioridade neste (e não só…) domínio. Foi as mais das vezes conivente com o facilitismo paternalista e assistencialista instalado, e apenas de quando em vez, por tentativa de afirmação ideológica de sectores mais conservadores, adoptou um discurso de “disciplina” e de “rigor”, que tem também um efeito apologético em relação às virtudes do “ensino privado” e à reificada “liberdade de escolha”.

Curiosamente, a posição que anunciava uma suposta rotura (suposta, porque se mostrou a melhor estratégia para conservar o essencial do que já estava) veio com MLR, que introduziu uma dinâmica bebida no neoliberalismo, adoptanto um discurso impregnado pela ideologia tecnocrática e gerencialista da “meritocracia”, em que a avaliação pontificava, simultaneamente, como suposto e corolário do sistema.
Mas a submissão à estratégia socretina do bode expiatório – temos que sacrificar alguns, os zecos, para dar o exemplo de vontade reformista à maioria – cedo mostrou os limites (e a perversidade) do intento: a avaliação, quer dizer, a ADD, afinal, não passava de um instrumento punitivo e administrativo de domesticação dos professores.

NC, finalmente, trilha os mesmos caminhos programáticos de MLR, com a diferença de adoptar um discurso mais politicamente correcto à luz daqueles pressupostos neoliberais – enfatizando o “rigor” da avaliação e do trabalho, para melhor poder escamotear a concepção de ensino, de fundo, utilitária e tecnocrática – e com uma acção que procura ser mais consensual e discreta junto do sistema e dos actores.

O problema central, que nunca foi devidamente atacado, continua a ser este: o nosso ensino só acederá a um patamar superior se privilegiar, decididamente, a qualidade e o rigor do ensino e das aprendizagens.

Os exames poderão, em tal contexto, constituir um instrumento – carácter que convém sublinhar – relevante de aferição do sistema, do trabalhos dos alunos e dos professores.
Não são decerto um “papão”, como também não são nenhuma panaceia miraculosa.

Farpas

Para mais com um penalty feito pelo Rui Patrício, que tinha feito uma exibição excelente.

12.000 horários=10.000 docentes?

A sério? Cada professor equivale a 1,2 horários?

É que sempre pensei que, com as reduções da componente lectiva seria mais o inverso.

Mas certamente estou a ver a coisa de modo apressado, porque o SCP acabou de marcar um belo golo e apetece-me chatear a malta da Fenprof (para devolver a simpatia com que o seu controleiro me trata diariamente).

As alterações agora apresentadas, pelas contas da FENPROF, levarão à extinção de cerca de 12.000 horários de trabalho, o que terá impacto em cerca de 10.000 docentes, muitos dos quadros, outros contratados com anos e anos de serviço. Calcula a FENPROF que, no 2.º ciclo, serão eliminados mais de 6.500 horários de trabalho, acima dos 5.000 no 3.º Ciclo e meio milhar no Ensino Secundário.

O que me custa mais a entender é esta parte:

ÚLTIMA VERSÃO CONHECIDA É AINDA MAIS GRAVE DO QUE ANTERIORES: PROVOCA MAIS DESEMPREGO;

Eu explico porque isto me espanta. É porque em 28 de Outubro diziam o seguinte:

As contas estão feitas: o governo quer livrar-se de professores no valor de 257 Milhões de euros e isso pode significar a extinção de 32.000 postos de trabalho, podendo apontar-se para uma redução que, no mínimo, atingirá 25.000 professores: 15.000 a 17.000 contratados (praticamente todos os que estão contratados para satisfazer necessidades permanentes das escolas) e entre 8.000 e 10.000 docentes dos quadros. Uma calamidade!

Já este mês diziam:

A FENPROF estima em 20.000 a 25.000 os professores que não terão trabalho  no próximo ano letivo.

Se hoje apenas anunciam 10.000 docentes em risco, como é que a proposta é pior?

É porque eu acho que a vida e o emprego das pessoas são coisas demasiado sérias para serem usadas em dramatizações cénicas e ao serviço de tácticas político-sindicais.

Era bom que falassem destas coisas de modo sério.

Quanto apareceram as primeiras propostas de reforma curricular, falei em 10-12.000 horários em risco e, perante a proposta de OE, apresentei em 14 de Dezembro estas contas apressadas e fiz esta projecção.

Atendendo ao que parece ser previsto em matéria de coadjuvação no 1º CEB na área das Expressões, o cálculo não andará longe do que se deverá passar.

Acrescento isto porque – repito – não se deve brincar com a vida (profissional, pessoal, familiar) das pessoas. Mesmo quando se afirma que se está a defendê-las.

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