infiltrações para todos os gostos. Uma sugestão: mandem para lá um chicosantinhos.

Pior do que a CGTP ter má publicidade por uma greve geral fracassada (segundo a leitura que a generalidade dos observadores fez no dia 22) foi deixar de ser notícia por causa da manifestação dos jovens radicais, que culminou numa carga policial, no Chiado. Este facto, que  tirou palco à central sindical – tal como já acontecera na anterior greve geral, em Novembro, em frente à Assembleia da República – levou a direcção da CGTP, em reunião desta semana, a decidir que é urgente tentar ‘agarrar’ de alguma forma estes movimentos.

Segundo o SOL apurou, dialogar com os elementos menos radicais de um «movimento que tem de tudo» (na expressão de um sindicalista) é a missão atribuída já a Libério Domingues, o responsável pela área de Lisboa. Promover uma reunião da CGTP com os Precários Inflexíveis, integrados na plataforma 15 de Outubro, será o primeiro passo para «enquadrar os jovens mais politizados» nas próximas lutas.

Arménio Carlos assume que os incidentes do Chiado são um problema. «Não foi a CGTP que se envolveu, mas a imagem que passou, mesmo para o estrangeiro, afecta todo o movimento sindical», diz ao SOL o líder da central.

A central sindical não trata pela mesma bitola todos os movimentos que estiveram na manifestação. «Temos contacto com os Precários Inflexíveis, cuja actuação social valorizamos», diz Libério Domingues. «Não temos ligações com os outros movimentos», acrescenta Arménio Carlos, sobre os envolvidos nos distúrbios do Chiado.

Na análise que faz do Movimento 15 de Outubro, a central sindical de maioria comunista entende que «este movimento tem uma composição muito heterogénea, que vai de grupos de trabalhadores precários a anarquistas sem ligação partidária ou sindical» – afirma um dirigente sindical, deixando assim subentendido que com os menos radicais será possível haver entendimentos.