O Jugular, o Câmara Corporativa (o Arrastão foi por arrasto, claro, que a malta das esquerdas já está de novo reunida em causas comuns) e o nosso controleiro particular da Fenprof aqui no blogue rejubilaram com um quadro de um estudo do programa Eurydice sobre os exames no ensino básico e secundário que provaria que ZERO países teriam exames de 4º ano.

É verdade para este ano lectivo.

Mas não é verdade para o próximo, quando em Portugal começarão a existir.

É aquela forma “técnica” de não mentir, mentindo.

Como se faz isso?

Eliminando do quadro a nota explicativa na qual, por exemplo, se pode ler isto:

Austria: Two new national tests will be implemented soon: Bildungsstandards (starting 2012/13), compulsory for all pupils at grade 4 and 8; and New final upper secondary examinations (starting 2013/14).

Mas é também eliminar o texto que antecede o quadro, onde se pode ler:

Some countries organise predominantly one type of national test. For example in the Czech Republic, Germany, the Netherlands, Slovakia, the United Kingdom (Wales) and Turkey, all national tests have as a main aim to help make decisions about the school career of students. Generally, these types of tests are held at later stages of schooling, for example at the end of primary education, during or at the end of lower secondary education and at the end of upper secondary education.

Isto significa que, logo no fim da “primária”, são tomadas decisões sobre o sentido da carreira académica dos alunos, com uma triagem baseada em testes sobre a via a seguir nos ciclos seguintes, algo que cá não existe, nem se prevê que exista.

Eu percebo que recortar informação e transmiti-la de forma truncada e lacunar é uma longa tradição daqueles blogues e spin-nurses de serviço.

O problema é que a mentira encoberta é de difícil manutenção nos dias que correm.

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