Os resultados da sondagem de ontem, ainda aberta durante umas horas, não me surpreendem, como não me surpreende a evolução que tiveram as sondagens que por aqui têm sido feitas sobre as matérias da Educação e do MEC.

  • Não me surpreendem porque é das coisas mais consensuais – e apenas alguém muito marcado ideologicamente o contesta, em nome de teses fracassadas – que é preciso um sinal, por simbólico que seja, que os anos de Escola são para formação e aprendizagem, não apenas para passar tempo e divertimento. Até porque evita estados posteriores de incapacidade de gerir expectativas e momentos de pressão. E que isto é assumido pela larga maioria das pessoas que se sentem defraudadas com a abordagem desculpabilizadora que caracterizou as políticas educativas das últimas décadas e que é transversal a TODOS os partidos políticos.
  • E não me surpreende que, depois do entusiasmo inicial com o actual MEC e posterior desânimo com algumas medidas tomadas em matéria de ADD e gestão escolar, exista algum reencontro e afinidade com certas opções mais ligadas ao trabalho com os alunos, gestão do currículo e avaliação das aprendizagens. Como em tudo, se analisarmos as coisas pelas lentes da nossa opinião pessoal, salvo casos excepcionais de repulsa contínua (nem vale a pena lembrar quem), há momentos de afastamento e aproximação em relação a pessoas com as quais temos afinidades e divergências de pensamento.

Agora, logo que possível, no 6º ou 9º ano, que tal começar a pensar em introduzir um exame na disciplina de Inglês, que acaba por ser uma das apostas curriculares comuns aos últimos governos?

 

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