Quarta-feira, 28 de Março, 2012


Bobby Fuller Four, I Fought the Law

A ideia de que os exames de quarto ano permitiriam aumentar a segregação foi passada pelo deputado comunista Miguel Tiago: “acrescentamos provas eliminatórias no quarto ano, para escolher de mais pequenino quem tem direito a ir para a faculdade, quem está condenado a ser mão-de-obra descartável ou quem deve seguir para a elite?“.

Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda, acrescentou mesmo que “é o regresso ao tempo anterior ao 25 Abril, regresso aos exames da quarta classe” e reforçou dizendo que em nenhum sistema educativo de referência na Europa, exemplificando com a Finlândia, Áustria, Alemanha, existe “exame selectivo ao nível da quarta classe, que implica aprovação ou retenção de um aluno”.

Alguém explique ao Miguel Tiago o significado do termo eliminatório. Ele sabe, mas lá se presta a dizer estas coisas sem ponta factual por onde lhes pegar.

Quanto a sistemas educativos de referência… seria necessário perguntar à Ana Drago se conhece a sua evolução histórica e quando deixaram de existir exames… se não foi só DEPOIS de atingirem um patamar de excelência.

Mais um… clicar para aceder…

De muito apoio jurídico precisa esta gente:

E aos amigos não se cobram os incumprimentos:

Tendo em conta que deverão ter um peso de 30%  na nota final…

E com detalhes curiosos quanto à evolução. Não deixa de ser curioso que alguns comentadores críticos das práticas umbiguistas possam ter dificuldade em explicar os resultados globais, de certa forma renhidos. A menos que… nada seja como se pinta.

De qualquer maneira… detalhes de lado, uma avaliação positiva para cerca de 54% e claramente negativa para 39%, enquanto o resto desopiniou-se.

Isto é conversa fiada.

O que se vai sabendo é que são colocadas duas hipóteses: agrupas já com quem dizemos ou agrupas para o ano com o quem sobrar?

MEC ouve diretores e receberá propostas para fusão de agrupamentos

Repito o argumento: os directores são órgãos executivos. O MEC deveria, em coerência, reunir com os Presidentes dos Conselhos Gerais, mas parece que o 75/2008 já tem tanto interesse como a LBSE em 2008.

O esforço concentracionário da rede escolar é o erro mais profundo a atravessar esta última década. Como as super-esquadras de inícios dos anos 90, estes super-agrupamentos vão tornar-se profundamente ineficazes em termos de qualidade de gestão. Se permitem poupar dinheiro, não sei. Mas se permitem num primeiro momento, tenho a certeza que a médio-longo prazo demonstrarão a sua ineficiência,

Em complemento, ler este post do Paulo, porque há quem a tempo tenha avisado…

… com esta posição do Miguel a favor das turmas de nível. Não me parece que venham a existir oficialmente (de facto, existem, mas essa é toda outra dinâmica…), mas é bom saber que do lado canhoto não há receio quanto a elas. Quanto a ser uma opinião ligada à Educação Física, espanta-me menos, pois já ontem dizia que não se percebe porque se estimula tanto o sucesso e a competição no desporto e depois, em termos académicos, queremos todos a ter desempenhos pela bitola mediana.

Página seguinte »