A direcção de um jornal prescindiu, há não muito tempo, dos serviços cronísticos de um dos seus colaboradores mais encrespados por ter insistido em manter numa prosa sua, factos que estariam alegadamente errados.

Ora bem… esse princípio é para manter?

Que há lá um senhor, com direito a uma página inteira de jornal que pode atropelar factos como e quando bem entende sem que qualquer contraditório possa ser exercido, já sabemos. Que um professor receba 5 ou 50 euros por classificar um exame é para ele o mesmo. Como é um asset, teoricamente um chamariz de leitores para o jornal, pode tudo, quando quer.

Resta saber se isso se aplica a mais gente e se todos podem escrever sem qualquer preocupação em adequar o vocabulário ou os factos à realidade. Anote-se que não quero que alguém perca o emprego, que tão difícil ele está, em especial deste tipo, pago para falar e escrever como bem entende (a inveja que tenho!!!). Só gostaria de ver um pingo de humildade (no escriba) e de coerência (na direcção do jornal).

Será pedir muito?

(é que um tacho não é apenas um tacho por ser do Estado… há no sector privado gente muito bem recostada…)