Será tipo interesse público, define quem tem o poder para o impor?

O responsável da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), João Grancho, assegurou, em declarações ao PÚBLICO, que o número máximo de alunos por agrupamento resultante das propostas de agregação de escolas naquela zona do país chega, “num caso excepcional e por hipótese académica”, aos 3700, mas “não atinge, nunca, os 4000”.

Em 2010, João Grancho era por soluções de proximidade. Como se sabe, a proximidade é algo que existe com 3700 alunos, mas desaparece com, digamos, 4000? No caso de 3850, ainda se considera existir alguma proximidade?

Por seu turno, João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), espera que o bom senso impere durante este ano lectivo que conta com uma agenda escolar recheada, com pontos algo controversos como a reorganização da rede escolar, a avaliação dos docentes, os resultados dos concursos dos professores. Caso contrário, Grancho admite que poderá haver “alguma tensão”.

Em seu entender, a proximidade é um factor importante. “Se houver por parte da tutela, como de todos os intervenientes, alguma cautela, algum cuidado, alguma atenção e sobretudo uma maior proximidade às pessoas, os problemas tendem a ser resolvidos.” “É preciso corrigir algumas das atitudes que foram tomadas no último ano escolar, medidas que apanharam muita gente de surpresa”, acrescenta ao EDUCARE.PT.

Mudam-se os cargos, mudam-se os argumentos e convicções?