Um protesto em surdina? Pedir contrapartidas em matéria de mandatos e lugares disponíveis?

Ou, por uma vez, alguma coisa que valha a pena?

Directores preocupados com propostas de “giga-agrupamentos” de escolas

Os presidentes das duas associações de dirigentes escolares manifestaram-se hoje muito preocupados com as propostas de agregação de escolas e de agrupamentos apresentadas pelo Governo, que “nalguns casos prevêem a criação de unidades com quatro mil alunos”, “sem critérios perceptíveis que não o da redução de custos”, acusa Manuel Pereira, da ANDE.

Que tal colocarem cá fora exactamente o que sabem, quebrando o muro de silêncio e indefinição que paira em torno deste assunto que o MEC tem conseguido manter? Para a área do Porto o Arlindo tem aqui alguns dados.

Enquanto se ficam por estas proclamações em forma de pouca coisa, parecem os autarcas que se queixam até lhes ser prometido um envelope financeiro e a possibilidade de se candidatarem ao município ao lado.

É que fica sempre a ideia que o problema passa pelo dilema pessoal da perda do cargo e não propriamente a massificação educativa, a descaracterização dos projectos pedagógicos (quando os há) e a degradação do quotidiano de alunos, funcionários e professores.

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