Sábado, 10 de Março, 2012


Imelda May e Jeff Beck, Tiger Rag

Ai, tigre!

Xxx.

… antes de arrancar o concurso. Este relatório refere-se apenas a 2009 (agradecendo à Graça C. o envio da ligação) e a uma amostra muito restrita e estabelecimentos de ensino )10 na área da DREN e 1 na área da DREC).

Eu sei que há uma certa polémica em torno da questão público/privado nos concursos, mas o que me parece mais preocupante é a fiabilidade dos dados fornecidos por algumas secretarias… Até que ponto pode existir a tentação…

Entretanto, encontrei o relatório para 2010, no qual este tipo de desconformidades não surge.

Lembram-se de quem disse que queria ajudar um antigo PR a acabar o mandato com dignidade?

Ainda bem, assim as bases não precisam de pensar e decidir ou algo assim. Basta serem informadas e esclarecidas que a mobilização é logo a seguir.

É sempre bom reencontrar velhas rotinas a funcionar em pleno.

FENPROF decidiu aderir à Greve Geral de 22 de março

A FENPROF decidiu aderir à Greve Geral de 22 de março, O respetivo Pré-Aviso será entregue na  segunda-feira, dia 12. A Federação decidiu ainda “promover um amplo processo de informação, esclarecimento, debate e mobilização para que a adesão dos docentes e investigadores à Greve Geral tenha um forte significado”.

 

Ficam aqui as 31 páginas em pdf (acima de 7Mb, após esforço conjunto com o Livresco para converter e reduzir o ficheiro original): IGFconclusoes.

Como já escrevi, demonstra muitas das razões para as derrapagens, dá para perceber como se tornou um verdadeiro feudo mas coloca um pouco em perspectiva aquilo dos 400%.

Entretanto, já recebi luz verde para deixar aqui toda esta parte do relatório, mas ainda preciso de converter o bichinho que é grande e tem um formato esquisito para o WPress.

Só pode ser montagem…

Não é ao cinema, nem a novela da Globo ou TVI. Apenas gostaria que me fosse adaptado o novo conceito vencedor do ministro Relvas, esse portento nacional do spin.

Não confundir com adoptado.

E a seguir, por especial obséquio, pode dizer – pode ser por linguagem gestual – ao ministro Relvas para ser o segundo, atendendo a que o já é?

Passos manda calar ministros

Passos Coelho não gostou das fugas de informação do Conselho de Ministros da semana passada em que o QREN esteve em cima da mesa. E na reunião desta quarta-feira deu um murro na mesa. O primeiro-ministro fez questão de deixar bem claro a todos os seus colegas de Governo que tudo o que se passa naquelas reuniões semanais do Conselho de Ministros é para morrer ali – uma obrigação decorrente da lei orgânica do Governo. Contactados depois disso pelo SOL, vários ministros repetiram, de forma coincidente, que «o que se passa no Conselho de ministros é sagrado».

Isto é tipo Cúria Romana com a presença do Divino Espírito Santo?

Só alguém muito distraído não pode deixar de ver aqui os sinais típicos do governo Santana/Portas e do segundo governo Sócrates.

As libelinhas todas armadas em zangões.

OE2012: TAP e CGD não são exceções mas sim adaptações – Miguel Relvas

Porque excepção, no sentido de inteligência excepcional, só o sobrinho.
.
(a sério, por favor, alguém informe o ministro Relva do significado do termo ridículo).

Boa tarde.
Venho pedir-lhe para ajudar a divulgar um projeto do departamento do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Gondifelos, (Vila Nova de Famalicão).

A “Ícaro TV” é um projecto que procura ser o canal de notícias do primeiro ciclo do nosso Agrupamento. Este projecto, alojado no antigo blogue comunitário (www.gondifelos.blogspot.com), leva a todo o mundo os trabalhos, as notícias, as descobertas e aprendizagens que os alunos vão fazendo ao longo do ano.

O canal de notícias apresenta imagens, registos em áudio e vídeos com as descobertas e as aprendizagens dos alunos e com o trabalho que realizam no seu dia-a-dia escolar. Duas vezes por mês é produzido um programa especial em vídeo, ao estilo de um “Telejornal” onde se mostra tudo aquilo de interessante que se tem passado nas salas de aulas do primeiro ciclo das escolas de Outiz, Cavalões e Gondifelos.
As reportagens são realizadas pelos próprios alunos (a quem são entregues as câmaras e os microfones) bem como alguns dos textos narrados. A edição fica a cargo dos professores responsáveis.
Temos neste momento, publicados 13 episódios em vídeo e contamos chegar ao final do ano com mais de 20 episódios disponíveis para toda a comunidade, bem como continuar este projeto nos próximos anos. A longo prazo pretendemos criar um canal na Internet com emissões contínuas, regulares e diárias onde a comunidade educativa se possa identificar e informar sobre o dia-a-dia do Agrupamento. Também já estamos disponíveis no Meo através do canal 800000.

Vídeo mais recente: http://youtu.be/wwXEe-v6T6s

Canal no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=xdoqTYprXsE&list=PL8B8346236897CC4E&feature=plpp_play_all

Blogue: www. gondifelos.gondifelos.com

Obrigado pela divulgação e saudações do Agrupamento de Gondifelos

Li e reli. Usei já em outro post, mas acho que merece destaque por direito próprio. Quase aposto que o João Paulo escreveu isto vindo da alma e sem pensar no que dá a entender. Embora não seja novo para mim este tipo de atitude e já tenha apreciado in vivo as posturas de galã alfa-male e de submissa(s) de olhar vidrado pela garra.

Até posso considerar que estou a ser um pouco cruel e a fazer bullying blogosférico sobre quem se limitou a exteriorizar o ambiente de uma qualquer madrugadora euforia pós Festa do Avante. Mas é bom que se perceba a cepa guerreira do futuro do sindicalismo docente. Aquele que acha que o que eu escrevo não faz sentido.

Uso a imagem (clicar para a ceder a todo o post), porque acredito que, pensando de novo, o João Paulo poderá querer aperfeiçoar algumas passagens:

Não vou estar a negar o que parecem ser evidências cientificamente provadas (a que nível? bíblico?) pelo autor da prosa.

Apenas vou, em forma de ruído incómodo, apresentar alguns dilemas que se me ocorrem:

  • O que poderá influenciar a opção sindical dos docentes (masculinos e femininos) homossexuais?
  • É por isso que a esmagadora maioria dos líderes dos sindicatos da Fenprof é formada por homens e porque é a Manuela Mendonça tão criticada pelos colegas que se sentem com mais garra (afinal ela é mulher e não é comunista)?
  • Explicará esta tese porque eu (homem de meia idade, hetero) não me sinto atraído pelo sindicalismo másculo da Fenprof?
  • Serão os líderes e adeptos da FNE e outros sindicatos suspeitos de disfunção eréctil precoce?
  • Serão os não sindicalizados críticos como eu justamente encaráveis como desprezíveis eunucos (algo mais subtil do que o tradicional fdp, até porque a minha mãe merece respeito e faleceu há muito tempo) sem garra e só com garganta?
  • Assim sendo, que interesse teria que um eunuco fosse discutir estes assuntos para dentro da organização, como sugere em outro post o JP, no que é apoiado pelo Miguel Pinto?
  • Será o objectivo sodomizar sindicalmente os eunucos incómodos que falam muito nos blogues? (é que não me apetece, sei lá…)

Eu acho que todas estas questões são de enorme pertinência, mesmo se o JP ainda não digeriu completamente toda a ortodoxia e não está completamente preparado para dominar uma RGP com uma proporção desfavorável de gajos.

Mas há conhecimento da filosofia aristotélica, isso há. Poderia desenvolver, mas…

Com a lentidão própria e natural em reflexões profundas e com sentido, o Miguel e o João Paulo reagiram a alguns posts que aqui deixei durante a semana sobre algumas contradições próprias do sindicalismo docente pretensamente universalista.

Para variar, as reacções partem de quem se nota claramente alinhado com a federação sindical que se pretende meta-universalista, ou seja, a única legítima.

As acusações sobre aqui o herege?

Que escrevo coisas sem sentido, que não devo criticar os sindicatos na blogosfera, que me devo ir filiar e discutir as coisas lá dentro.

Não, obrigado. Já recusei vezes suficientes o convite, mesmo quando a proposta estava ali ao lado, bastando assinar.

Não sou tão parvo que não perceba o objectivo e tenho escassa vocação para Ivan Matviéitch (isto é só para apreciadores de Dostoiévski). Vivo, mas engolido e propriedade de outros.

A questão essencial é a seguinte: desde o final de 2009 que há uma tentativa com sucesso moderado para reduzir o ruído dos blogues (expressão usada pelo ex-SE Vebtura na primeira entrevista que deu no cargo ao Expresso), que perturba tanto o ME(C) quanto as organizações instaladas no terreno político.sindical e mediático.

Que a escrita nos blogues não se traduz verdadeiramente em luta, aquela que se faz – ao que parece – nas reuniões das cúpulas sindicais onde se escrevem os guiões e tomam decisões que aos zecos só se manda já a versão digerida para certa aprovação.

Pelo caminho, gostaria de destacar que discordo claramente de coisas como esta:

Estando a ação do professor marcada por uma forte intencionalidade política, devido aos projetos e às finalidades sociais de que são portadores, o professor terá de ser, inevitavelmente, um agente político. E os modelos associativos dos professores refletem bem as filiações políticas e ideológicas dos seus membros. É evidente que nos modelos associativos emerge um quadro tensional onde se entrelaçam as práticas associativas e se definem os eixos reivindicativos.

A visão que o Miguel trem de ser professor não é a minha e parece que nunca poderá ser. Há aqui claramente uma mixórdia de temáticas (cf. Ricardo Araújo Pereira nas manhãs da Comercial), em que se mistura o ser professor com o ser profissional da docência.

Os projectos e finalidades sociais de que o Miguel será portador enquanto professor são lá com ele, agora não estenda isso a todos os professores e muito menos critique como menores os que não alinham por essa forma de encarar as coisas.

Quanto ao João Paulo, só posso atribuir à sua juventude algo como isto:

Mas, esta realidade (presença forte do PCP na FENPROF) não é questionado [sic] pela classe, fundamentalmente feminina e eleitora do PSD ou do PS. As Professoras (assim mesmo, no feminino) sabem distinguir uma coisa da outra: têm as suas preferências partidárias, mas no que se refere à opção sindical  optam pela FENPROF. Reconhecem e identificam-se com a garra que os comunistas têm nas diferentes lutas

Isto soa-me a algo que nem quero verbalizar, para não ser demasiado sarcástico com a ingenuidade (?) que ressalta deste auto-heroísmo de pacotilha.

Fiquemos assim: tanta misoginia balofa, dias depois do Dia Internacional da Mulher é algo ridículo porque se limita a fazer uma divisão típica do burguês oitocentista mulher/passiva/conservadora – homem/activo/revolucionário.

Mais bafiento não pode haver.

Ainda não li todo o documento mas há coisas que me parecem evidentes, para além do que tem sido divulgado de forma cirúrgica pelo MEC.

A Parque Escolar foi-se expandindo de forma algo descontrolada nas suas intervenções (e há uma altura em que parece que se atinge uma velocidade de cruzeiro, em que a PE dá a sensação de se ter tornado livre de qualquer controle externo), alargando as áreas de intervenção, aumentando encargos, cedendo eventualmente a pressões de agenda política. Mas… os números apresentados permitem contextualizar e relativizar bastante aquela do aumento de 400% nos encargos ou, no mínimo, percebe-se que a responsabilização não pode ser apenas administrativa.

E seria bom que a administração demissionária abrisse a boca sobre o que efectivamente se passou.

Pum!

[As Meninas Da Ribeira Do Sado]

1984

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Lendo as cerca de 30 páginas com 145 pontos de conclusões e as recomendações, fica-se principalmente com a sensação que os governos de Sócrates foram empurrando, empurrando, para mais e mais… acabando a administração por actuar como se tivesse mandato para ir gastando, gastando, desde que apresentasse obra utilizável para efeitos políticos.