Já me chegou depois das 18 horas, pelo que só agora pude divulgar…

Bom dia,

A minha situação é a seguinte:

No ano lectivo de 05/06 não concluí o secundário por ter chumbado no exame de matemática. Em 08/09 resolvi acabá-lo, e assim foi – fiz a disciplina num Externato, ensino recorrente.

Este ano finalmente decidi candidatar-me ao ensino superior (cursos de gestão, economia, finanças; todos exigem matemática como prova de ingresso). Surpresa: no momento da inscrição numa Escola Secundária pública informam-me que tenho que fazer 4 exames, a 3 meses do final das aulas, quando tinha tudo planeado para trabalhar afincadamente a matemática, dado o meu tempo limitado na condição de trabalhador.

Pior de tudo: Hoje é o último dia de inscrições e Ministério, DGES, Escolas e Externatos dão todos informações diferentes (do “tem de fazer os 4” ao “É só para os que ainda não concluiram” ou “ainda falta sair uma portaria que vai esclarecer tudo”).

Moral: Na tentativa de acabar, e bem, com o facilitismo (i.e. alunos com o secundário feito que vão para o recorrente inflacionar a nota interna, conjugando com exames feitos em anos passados), o ministro Crato cria aqui uma enorme injustiça, ao apenas avisar no dia anterior ao início das inscrições* (se fosse no início do ano lectivo não haveria qualquer problema) que quem planeou estudar para as provas de ingresso do curso que pretende frequentar tem de agora, em 3 meses e sem apoio, absorver (para além da minha PI) as matérias de português, economia e história.

Eu sei que assim que as pessoas lêem Ensino Recorrente, os comentários que se seguem são na linha de “burros que querem a vida facilitada”, mas ainda assim, pedia-lhe que chamasse a atenção a este problema e grave impasse que o MEC veio criar e o ministro Crato não esclarece.

*http://dre.pt/pdf1sdip/2012/02/03800/0086400866.pdf

Um assíduo leitor do seu blog,

S.