… nem é este acordo em particular, é o facto de assinar sempre um qualquer acordo. É uma coisa que se sabe à partida… e é chato e tira peso à posição tomada.

Como é chato ler coisas destas:

Conseguimos finalizar um documento que revela um verdadeiro volte face nas intenções do MEC, demonstradas na primeira versão (17/02/2012) que foi entregue aos sindicatos. Após uma maratona negocial, que culminou com a cedência do MEC às principais reivindicações da FNE, as duas partes chegaram a acordo nas principais matérias em discussão.

Não existiu nenhum volte-face fundamental e não vale a pena usar argumentos que não têm qualquer fundamento como acontece com este:

2.1. Deste modo, a mobilidade interna reveste duas naturezas:

No primeiro caso, os docentes só são obrigados a concorrer a esta mobilidade se não tiverem pelo menos 6 horas de componente letiva. Para os docentes em regime de monodocência entende-se por ausência de componente letiva a não existência de turma. Os horários previstos para os apoios educativos podem vir a ser considerados como existência de componente letiva para a não obrigatoriedade de concurso à mobilidade por interesse da administração.

No segundo caso, e dando resposta ao interesse do candidato em passar para outra escola da sua preferência, aquele pode em cada ano manifestar as suas preferências para deslocação.

Ora, a menos que eu tenha estado a viver em outro planeta, até agora bastava aos docentes terem uma turma para não serem obrigados a DACL… e isso poderia significar (conforme os grupos disciplinares) um simples bloco de 90 minutos ou bloco e meio…

Quanto ao segundo caso, mais não é do que o velho DAR…

O que aconteceu foi que se mudaram aspectos que na 1ª proposta eram notoriamente folclóricas e fruto de, digamos assim, algum descuido na preparação do documento… mcguffins, por outras palavras.

O ponto mais interessante nesta proposta (que não é pior, de um ponto de vista global, do que a que esteve em vigor no último concurso) é o do critério da graduação profissional para determinação dos chamados horários-zero.

O resto… o resto é business as usual.

A Fenprof não assinou porque coiso e tal, nunca assinaria. A FNE assinou porque tal e coiso, assinaria sempre.