Excerto adaptado de um mail recebido hoje, de remetente identificado(a), mas que prefere manter-se indeterminado(a), até pelas funções desempenhadas:

Veja o artigo 21º e a habilidade da proposta de acrescento de uma alínea d) (muito mal escrita por sinal).
Hoje para se se ser director é preciso preencher requisitos rígidos:
Consideram -se qualificados para o exercício defunções de administração e gestão escolar os docentes que preencham uma das seguintes condições:
a) Sejam detentores de habilitação específicapara o efeito nos termos do ECD;
b) Possuam experiência correspondente a, pelo menos, um mandato completo no exercício dos cargos de director ou adjunto do director, presidente ou vice-presidente do conselho executivo;
c) Possuam experiência de pelo menos 3 anos como director ou director pedagógico de estabelecimento do ensino particular ou cooperativo.
A admissibilidade de uma candidatura fica assim balizada por critérios objectivos.
A proposta acrescenta uma referência e um critério subjectivo. São admissíveis pela proposta os que:
“d) Possuam currículo relevante na área da gestão e administração escolar, como tal considerado, em votação secreta, pela maioria dos membros do conselho geral do agrupamento ou da escola a que se candidata, após apresentação e defesa, perante aquele órgão, do respectivo currículo vitae .
5 – As candidaturas apresentadas por docentes com o perfil a que se refere asalíneas b), c) e d) do número anterior, são consideradas na inexistência ou insuficiência de candidaturas que reúnam os requisitos previstos na alínea a)”
Ora disto resulta que os criterios objectivos pordem ser anulados se o CG considerar o numero de candidaturas de gente habilitada com formação “insuficiente”.

Isto é claro uma habilidade para abrir a porta aos boys Com “curriculo relevante” seja ele qual for….. Se podia ser, aceitava-se apenas na inexistência de outras candidaturas (o que quer dizer a “insuficiência“?).

Os directores actuais podem ser fracos mas vem pior acredite…. 

Um abraço