As raízes da minha embirração com certos serviços prioritários dos CTT é muito antiga, precedendo de muito este blogue e nasceu com os correios coloridos, a começar pelo azul que prometia fazer o que antes se fazia sem cor. E com melhores estradas e viaturas para o fazer, enquanto se fala do decréscimo do volume de missivas.

Da minha antiga admiração pelos carteiros, passei a uma aversão razoável à organização com fins lucrativos, com especial destaque para a loja de conveniência em que se tornou quase toda a estação dos Correios. Parece que a coisa foi considerada de boa gestão, mas é uma coisa sem grande nexo.

Aqui pelas minhas bandas desisti da assinatura de algumas revistas porque ou eram trucidadas ao serem colocadas na caixa de correio, sem o cuidado de um toque de campainha para as recolher ou porque, sendo mais vistosas, desaparecia, em média, uma em cada três. Restou a assinatura da Visão que parece não despertar a cobiça de ninguém lá pelas bandas da distribuição postal. Já escrevi sobre isto e em devido tempo queixei-me por escrito a um responsável banana que tudo encobriu.

Qual não é a minha relativa falta de surpresa quando hoje leio no Sol a denúncia do presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações de que há atrasos deliberados na distribuição do correio normal, tudo para fomentar o recurso aos serviços de valor acrescentado.

Não será por acaso que empresas internacionais como a Amazon prescindem do recurso aos CTT. Não será apenas por causa do custo em si, mas da relação entre o custo e o serviço prestado.

Deveriam ser os Correios geridos no sentido do Interesse Público e não apenas no da maximização da exploração dos seus utentes/clientes?

Quiçá, mas ainda me chamam socialista e defensor de um Estado Gordo ou coisas piores.