Não se trata de revelar nada de especial ou privado. Apenas evocar um pequeno episódio que se passou quando aqui reagi, de forma razoavelmente rápida e dura, à sugestão do primeiro-ministro para que diversos profissionais qualificados, entre os quais os professores, emigrassem.

De forma também célere recebi um mail de um amigo que raramente comenta no blogue, embora o leia, e que também é muito escasso no envio de mensagens. Sei que o fez sem segundas intenções, como amigo, mas fui percebendo que talvez influenciado por um certo húmus envolvente que o fez temer por eventuais consequências para mim do que poderia escrever.

Com outras  considerações pelo meio, o argumento essencial era que eu tivesse cuidado com a forma como criticava aquela proposta, não fosse ela entendida em certos quadrantes (nomeadamente tropicais, para usar um eufemismo) como uma expressão de resquícios de racismo. Porque essa era matéria muito sensível e seguida de perto além-mar. Respondi que, obviamente, a minha rejeição das declarações de Passos Coelho se relacionava com o seu conteúdo de desesperança e de aparente ausência de um plano de recuperação para o país e só de forma muito secundária com os destinos em causa. E também respondi que acredito na inteligência alheia para distinguir as coisas.

Sou um optimista, eu sei.