… de Maria de Lurdes Rodrigues enquanto ministra.

O António Balbino Caldeira afirmou esta necessidade a necessidade de demitir a actual presidente da FLAD por causa de ter sido pronunciada pelo crime de prevaricação, algo que de acordo com o Sol de hoje estará a ser ponderado pelo Governo.

Discordo por uma razão formal e outra política.

  • A formal é óbvia, pois pode ser sempre alegado que o caso nem foi julgado e que muita coisa pode acontecer, não bastando a acusação para provar a culpa. Isto, independentemente das minhas convicções sobre o caso que, como disse logo na altura do contrato com João Pedroso, me levantou sempre dúvidas pela natureza redundante da tarefa contratada.
  • Mas a política é para mim mais interessante, porque acho que certas situações devem apodrecer e definhar de forma endógena. Tal como MLR contaminou até ao fim do seu mandado o ME, deixando à vista de todos os seus erros e os daqueles que a apoiaram (de Belém a muitas capelinhas), também acabará por contaminar a FLAD que, assim, deveria ser escrutinada nos seus apoios e subsídios concedidos desde que MLR lá está. Se Machete foi criticado por apoiar o que bem entendia, se afinal o Governo pode interferir livremente na escolha de quem dirige a FLAD, acho que esse controle seria importante. E, politicamente, ver como MLR actua a partir da sua prateleira dourada, que julgava vitalícia.