Passemos então das coisas propriamente demográficas para as educacionais. Procuremos a arma fumegante que demonstra a desnecessidade de mais professores porque os portugueses andam a procriar menos.

A fonte é oficial.

Eu sei que dizem que esta é uma série curta, mas é aquela que está acessível com desdobramento de dados, em particular com os processos RVCC, vulgo Novas Oportunidades, que permite melhor analisar a evolução.

Vejamos então… em 2005/06 existiam 1.648.588 alunos matriculados. Em 2007/08 tinham subido para 1.701.482. Quase mais 53.000 alunos. E em 2008/09 sobrem para 1.952.114. O salto é realmente muito forte. Mais 250.000 alunos…

Salto quântico devido às NO, dizem os demógrafos negativos.

Então somemos os processos RVCC em 2008/09: 472 no 1º CEB, 8831 no 2º CEB, 100.688 no 3º CEB e 98.129 n0 Secundário. Total 208.120 alunos devidos às NO.

Mas o acréscimo foi de 250.632. O que significa mais 42.500 alunos matriculados, sem contar com as NO.

Pois… e agora?

Há mais ou menos alunos nas escolas?

Há mais! Deu agora para entender?

Podem não esticar muito mais mas, neste momento, é errado dizer que há menos alunos. Errado! percebem o conceito? Há coisas certas e outras erradas. A menos que ainda sejam pós-modernos ou então sejam relativistas tipo BSS.

Podem martelar a Demografia Negativa nos dados, evocar mais algumas teorias, mas não conseguem que ela desminta os factos.

Quanto à evolução comparativa do número de docentes, alunos, rácios, alunos por turma, etc, fica para amanhã, porque isto é feito de borla e se fosse à hora num seminário de apoio à investigação num curso de doutoramento eram umas centenas de euros que seriam cobrados aos alunos para aprenderem coisas básicas de uma licenciatura antanha.

 

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