Também já tive a ocasião de dizer que a orientação geral de todas essas reformas será a democratização da nossa economia. Queremos colocar as pessoas, as pessoas comuns com as suas actividades, com os seus projectos, com os seus sonhos, no centro da transformação do País. Queremos que o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na protecção do conforto económico

Queremos que estas reformas nasçam de baixo para cima, queremos criar as condições para que todos os Portugueses, cada um dos Portugueses, nas suas escolhas, com o seu trabalho, com as suas capacidades, construa o seu próprio futuro e, em conjunto, o futuro de todos.

É que este acesso de liberalismo basista é comovedor, embora obviamente impraticável depois da população qualificada ter emigrado, da banca ter absorvido todo os estímulos em circulação para a recapitalização e de grande parte da população acima dos 45 anos ou 50 anos ficar desempregada e sem dinheiro nem para criar uma mercearia, normal quanto mais um delicatessen.