Dados recolhidos aqui.

Os factos: numa série média-longa de 35 anos temos uma descida de votantes dos 91.7% para os 59,7% nas legislativas, tendo a abstenção quadriplicado.

A solução:

Para quando a coragem de dizer que temos, para além disso uma evolução demográfica desfavorável, que trará cada vemos menos votantes às urnas, pelo que não carecemos de tantos políticos, autarcas, deputados e governantes?

Para quando a coragem de dizer que há, no mundo lusófono, democracias em construção para onde poderiam partir, sem perda notória para o descalabro nacional, muitos daqueles que ocupam cargos em quantidade decidida administrativamente (porquê mais de 300 concelhos, 4000 freguesias? porque 230 deputados? porquês um número ignorado de assessores e consultores das dezenas de governantes?) e que poderiam ser reduzidos por forma a repor o rácio entre votantes (ou portugueses em exercício de funções) e políticos a sugar dos dinheiros de um Estado que não está em condições para alimentar uma classe profissional que depende, em exclusivo, desse mesmo Estado?

É que há um mundo de possibilidades além-Atlântico, todo um conjunto de jovens países onde a mão-de-obra política qualificada é ainda escassa e onde as práticas correntes não estranhariam a presença de tantos daqueles que, entre nós, só serviram para conduzir o país para a situação em que está, sendo que nem sequer o conseguem reconhecer, sucedendo-se num rotativismo que, apesar de tudo, seria um avanço em países onde nem isso ainda consegue existir?

Vamos, não sejais meninos da mamã, abandonai o regaço protector da pátria que tão miseravelmente tem sido por vós servida, espalhai as práticas da governança nacional pelos quatro cantos do mundo lusófono (ou outro, se vos aceitarem em qualquer democracia latino-americana, que o linguajar não é muito diverso), sede empreendedores, universalistas, façam-nos sentir orgulhosos por os vermos partir… e, se possível, não regressai antes de terem dados novos Portugais Políticos ao mundo!

A bem da Confusão, digo, Nação!