Quinta-feira, 22 de Dezembro, 2011


T’Pau, China In Your Hand

(é mais ao contrário, mas…)

vê-me!, quero um segundo.

Para minudências consta que há: a um deputado responde outro, ao líder de um partido responde outro ou o secretário geral do partido no poder, a um líder parlamentar responde outro, a um qualquer membro de um Conselho partidário responde o seu equivalente.

Ao que passa por ser o povo ou mesmo um grupo desse povo que transmite a soberania através do voto deveria responder quem foi eleito, não um qualquer relvas pelas vendas que o Estado faz de parte de si.

Já nem falo de sugestões de debandada porque isso, se existisse para além da formalidade, deveria ser o Presidente da República a colocar na ordem do dia. Mas se nem ao líder jardinesco…

Mesmo andando com comentário escasso.

(c) Olinda Gil, que está a precisar de regular a máquina peligráfica.

Prova oral na escola de José Sócrates

[…] onde Sócrates ‘estuda’
.

Passos Coelho sugeriu a emigração a muito mais gente. Porquê este fetiche só com os professores?

Não repararam que ele mandou emigrar muitos outros profissionais? Acho que é a terceira vez que coloco aqui a seguinte passagem:

Pedro Passos Coelho deu esta resposta depois de ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”.

Morgado investiga escutas na Caixa Geral de Depósitos

Suspeitas na aquisição e utilização de sistema que faz escutas a telefones fixos e móveis.

Ao que parece existiram queixas durante anos, mas foram esquecidas…

Unidos vencelemos.

Já tleinei hoje. Com açaflão pala dale o tom.

O aloma é inebliante.

… de ouvir os representantes do PCP e do Bloco a insurgir-se (gosto do verbo!) contra a entrada de capital estrangeiro da EDP. Apesar de ser chinês.

Resta ouvir Garcia Pereira e Carmelinda Pereira.

Cavaco: “Os ministros não são super-homens”

Serviço ao público! [lá para os 08:20] Isso misturado com os ah-ha-hum-ha.

… a este ritmo de vendas à estranja – poderá emigrar cá dentro.

… por parte de grande parte da entourage de Pedro Passos Coelho não era Nuno Crato, nem Santana Castilho, nem Joaquim Azevedo, nem José Manuel Canavarro, o quarteto então mais citado.

Após os recentes desenvolvimentos, em que se centrou nos professores uma polémica que atingia outros grupos profissionais, a partir das declarações desajustadas do actual primeiro-ministro, e a forma como certos nichos opinativos reagiram e argumentaram, tenho como ciência provada que a primeira opção para ocupar a super-pasta do MEC era:

E para a auxiliar, em vez da suave Isabel Leite, a unanimidade era quase total em torno de:

Só que a primeira tinha a FLAD como recompensa vitalícia e o segundo teria de prescindir do seu parceiro nas NO.

Assim, restaram as tácticas de combate.

Ainda não percebi se os ataquei se me vitimizei. Deve ser da minha falta de sinapses funcionais. Ou de ser um menino no regaço de uma mamã que partiu há um quarto de século.

O que tenho a certeza é que grande parte do núcleo que rodeia este governo preferiria ter Maria de Lurdes Rodrigues como MEC e o Valter Lemos como seu enviado para os trabalhos mais pesados de ataque aos professores.

Muitos dos insurgentes levaram anos a desancar o engenheiro e as suas práticas, mas rapidamente as adoptaram, em particular contra os professores. Vai de spinar números. Depois de dizerem que o número de alunos diminui, sendo demonstrado o contrário, explicam que aumentaram porque a rede do pré-escolar é maior e porque a escolaridade de 12 anos aumenta administrativamente os número de alunos. Aumento de escolaridade que PSD e CDS aprovaram quando aqui era criticada por ser demagógica e eleitoralista.

Mas… alunos são alunos. Se aumentaram em resultado aumento de relações sexuais abençoadas pela procriação ou por combate ao abandono escolar, não deixaram de aumentar, correcto?

E se não estivessem em CEF mas em turmas regulares um aluno passava a contar apenas como meio aluno? Podemos criticar a qualidade pedagógica de alguns cursos profissionais, mas os alunos não se evaporariam caso estivesse numa turma regular.

Realmente, os spin doctors blogosféricos deste Governo começam a parecer-se muito com os corporativos e jugulares na defesa do Poder que está (como antes estava).

Mas como a História não chegou ao fim, é melhor guardarem os prognósticos para essa altura.

Entretanto, o catavento, desculpem, o Ramiro, na ausência de coragem própria, aplaude os outros. Nem percebe (será?) que agora defende o contrário do que já defendeu, que por sua vez tinha mudado em relação ao que antes defendera que, por seu turno, invertera o que pensara inicialmente.

E que todos já percebemos isso.

Uma coisa é esperar que o novo poder traga um rumo que se espera e depois perceber que não é assim. Outra dizer-se que se espera esse novo rumo mas, quando esse não aparece, aceitar-se o antigo e dizer que tudo mudou. Uma coisa é estarmos convictos de uma coisa, outra estarmos apenas convictos de uma (nova) fidelidade conveniente.

Se eu podia fingir que ao Ramiro falta frontalidade e coerência? Podia! Mas estaria a trair-me. Afinal não sou eu que mando mails a gozar com o salário dos outros.

Quanto aos insurgentes… mesmo com 90 anos, muitos não passarão de meninos de coro convencidos de terem direitos adquiridos sobre o país.

(c) Calimero Sousa

Não pedimos qualquer subsídio ou retribuição. Se é a bem da Nação, do ministro Relvas, do eurodeputado Rangel, dos bloggers insurgentes e afins e para descanso do nosso PM, isto aqui é oferecido graciosamente.

(o pleonasmo é intencional, apesar do duplo sentido, claro, e esta explicação é para os mais duros de entendimento).

Já temos data e um destino, mesmo que vago, que será o Índico. Com sorte irá dar a Cochim, qual Gama.

Passos confia que vai “dobrar o cabo das tormentas” em 2013

Mas se ficasse calado perdia-se menos. Porque é o enésimo anúncio do fim da crise na última meia dúzia de anos.

Chineses da Three Gorges ganham privatização da EDP

Clicar na imagem para aceder.

Em termos de dados e indicações bibliográficas é um bom estudo. A parte das recomendações (menos técnica e mais política) pode ler-se, mas não é essencial por aí além.

Um exemplo de racionalidade

À atenção das DRE

Um professor que tem problemas de saúde relevantes, mas não quer estar de baixa médica, pede a uma DRE uma licença a tempo parcial. Vai ficar com 50% das horas e 50% do salário, perdendo antiguidade e tempo para aposentação.

As horas sobrantes iriam para um contratado que receberia menos do que o professor de licença, por ser menos graduado.

Era ganho para o Orçamento do Estado e ajudava-se um professor desempregado que não pode emigrar e abandonar a família e o País….

A DRE recusa conceder a licença. Não porque haja prejuízo para os alunos, a escola ou o Orçamento de Estado.

Recusa porque estatisticamente ficam dois funcionários públicos em vez de um, o que é mau para a imagem da Comissão Liquidatária da Pátria (vulgo Governo) perante a Troika, que quer diminuir o número de funcionários públicos.

Há poucos meses, as mesmas DRE deferiam os pedidos de licença porque o que interessava era diminuir a estatística dos professores desempregados…

O professor, que tem problemas de saúde, acabará por ter de entrar de baixa, ficando a receber por 100% das horas, e terão de contratar outro professor, em prejuízo do Orçamento.

Antigamente a isto chamava-se estupidez. Agora chama-se racionalização!…

R. R.

… pelo que tão cedo ainda não seguirá Guterres, Barroso e Sócrates.

Professores gritam a Passos: «Emigra tu»

Acção de protesto decorreu perto da residência oficial do primeiro-ministro

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