Quarta-feira, 21 de Dezembro, 2011


Chico Buarque, Morena de Angola

… pois vou estar a ler estes cartapácios…

Bom Inverno. Abrangente e para todos.

… e do relativismo na análise dos diferentes tipos de genocídios, de acordo com o posicionamento político. A propósito da Coreia do Norte.

E do estalinismo.

Tem razão, mas… pronto… já fez mea culpa… mas… antes tarde que nunca… mas…

Deportação?

Cheira-me a pinto da …

History cannot be taught like it is a Doctor Who time-travelling fantasy

(…)
These new figures, however, reveal that the study and uptake of history beyond 14 is alarmingly at the point of disappearance in some areas. Action needs to be taken to ensure that history doesn’t risk becoming a dead subject.

There are many ways in which the study of history in schools can be improved in order to encourage its take-up. In primary schools, there is a clear need to address how subjects such as history and modern languages can be better included in a curriculum and timetable focussed upon literacy and numeracy.

In secondary schools the practice where history is in some schools being squeezed into two years of teaching between the ages of 11 to 14 should end, as should the tendency to focus on “bite-size” chunks of history. Pupils shouldn’t be taught history as if it were some kind of Doctor Who time-travelling fantasy, skipping across the centuries and ages, from ancient Egypt to Victorian times and then back to the Tudors. There needs to be a chronological focus which will allow pupils to have a proper understanding of the context and perspective of history. At the same time, history as a subject needs to enthuse as well as enlighten pupils: every school across the country often has nearby superb historical attractions that can bring history to life for its pupils. Local history can easily be woven into the school curriculum.

Não tem, não tem nada, só tem filha de liderzinho.

Especifique, PCP.

A ideia era apenas aquecer o forno – para o manter mais operacional; mas algo chama… Vai daí, fiz uns panitos. Um já imigrou.

Porque não mandam estes emigrar?

Carro de autarca custa 70 mil euros

Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos, pagou 70 mil euros pelo aluguer de um carro de alta cilindrada, ao volante do qual deverá circular nos próximos três anos. Cinco vereadores da câmara tiveram também direito a viaturas novas com diversos extras incluídos, entre os quais leitor de mp3. No total a autarquia vai gastar 200 mil euros nos potentes carros.

A Human Rights Watch (HRW) está a exorbitar as suas funções e, no caso do reino do “querido líder” Eduardo dos Santos (que alguns conhecem pelo nome de Angola), está a passar todas as marcas.

Então não é que hoje a HRW exigiu (atente-se na desfaçatez) ao Governo de Angola que explique onde estão os 25 mil milhões de euros em falta nos cofres do Estado, relacionados com a petrolífera do regime, a Sonangol?

A mensagem é diferente do emigrem!, embora eles sejam muitos:


… que ninguém reclama explicitamente, mas pratica com abundância é o da chamada mentira política que depois se justifica com requebros sinuosos da linguagem e tecnicalidades jurídicas só ao alcance de quem tem o carácter corroído até à medula:

Tabelas salariais da Função Pública podem mudar

O memorando de entendimento da ‘troika’ abre a porta a esta possibilidade.

A actualização do memorando assinado com a ‘troika’ integra a polémica questão sobre eventuais alterações nas tabelas salariais dos funcionários públicos. O documento estabelece que o Governo terá de preparar um estudo crítico sobre os salários praticados no Estado até final do quarto trimestre de 2012 de forma a identificar diferenças entre as remunerações do sector público e do privado para as mesmas qualificações.

“O Governo vai preparar um revisão abrangente das tabelas salariais na Função Pública”, lê-se no documento, redigido em inglês.

Recorde-se que, em meados de Novembro, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, referiu, num seminário organizado pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) que a actualização do memorando previa uma revisão das tabelas salariais dos funcionários públicos. Porém, no dia seguinte, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, praticamente desmentiu a notícia, sublinhando que os compromissos relativos aos salários dos trabalhadores do Estado eram os que estavam assumidos no OE/12: suspensão dos subsídios de férias e de Natal e manutenção dos cortes salariais.

Também o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, no debate parlamentar sobre o OE/12 disse tratar-se de uma mentira. “Desminto categoricamente que haja qualquer plano para rever as tabelas salariais e desminto categoricamente que o secretário de Estado se tenha pronunciado nesses termos”, disse Vítor Gaspar. Aliás, no mesmo dia, o próprio secretário de Estado considerou que foi feita uma “interpretação abusiva” das suas declarações proferidas no seminário do STE e que não estaria perspectivada “qualquer alteração nas tabelas salariais para os próximos dois anos”.

Aspectos básicos a saber: quem negociou isto pelo Estado e onde está agora e quem negociou isto pelos privados e onde está agora?

Contrato da Lusoponte pode ser prolongado a partir de 2030

Concessionária das pontes sobre o Tejo tem assegurada a possibilidade de prorrogação do contrato, mesmo que essa decisão seja em conflito com o Estado.

O contrato de concessão da Lusoponte pode ser prolongado a partir de 24 de Março de 2030. A data foi fixada em 2000, aquando da última renegociação entre o Estado português e a concessionária, como limite temporal para a exploração das pontes Vasco da Gama e 25 de Abril.

Aqui nunca há ninguém interessado em cortar direitos adquiridos, muito menos em evocar o interesse nacional para renegociar de forma diferente os contratos, reduzindo as contrapartidas.

… tal como ensaiada neste post do Delito de Opinião (via comentário da Ana Silva) é que existe um contexto anterior e posterior às declarações que confirmam aquela linha de pensamento.

É que não foi apenas Miguel, o Universalista Relvas, que se estendeu e distendeu a elogiar a ideia. Temos por exemplo o ponderado Paulo Rangel já a propor medidas para operacionalizar uma ponte aérea ou marítima entre o cais de Alcântara e as paragens tropicais:

Rangel sugere agência nacional para ajudar portugueses que queiram emigrar

(…)

“Às tantas, nós até devemos pensar, se houver essas oportunidades, em, de alguma maneira, gerirmos esse processo. Talvez fosse uma forma de controlar os danos. Era ter, no fundo, uma agência nacional que pudesse eventualmente identificar necessidades e procurar ajustar as pessoas que tivessem vontade – não é forçar ninguém a emigrar, não se trata disso – e canalizar isso”, afirmou Paulo Rangel.

Questionado pelos jornalistas, à entrada para uma reunião do Conselho Nacional do PSD, num hotel de Lisboa, Paulo Rangel disse não ver “motivo para escândalo” nas declarações do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sobre a emigração dos professores que não conseguem colocação nas escolas portuguesas.

Portanto, Ana, até acredito que exista que esteja convicto(a) que o PPC estava a pensar uma coisa e a boca (desajeitada!) a dizer outra. Ou que aquilo foi uma forma pouco feliz de dizer qualquer coisa para além do que se ouve e lê.

O problema é que há um exército de apoiantes, de diversos quadrantes do PSD, prontos para dar consistência à proposta.

Um pouco como a tese marimbeira do não pagamos do PS, a postura de grande parte de quem forma e apoia de perto este Governo é efectivamente a de mandar emigrar e trabalhar lá fora quem esteja desempregado cá (e ele referiu-se a mais do que professores) e para quem não existe qualquer plano para alterar a ausência de um futuro.

Não vale a pena o esforço de, a partir das periferias, justificar o que é uma efectiva crença.

PPC foi sincero. E como já escrevi, mais do que na sugestão da emigração foi na confissão de não saber o que fazer em termos de desenvolvimento económico.

Cavaco Silva ainda propõe a recolonização do interior e a exploração dos mares.

PPC nem isso.

Aliás, as SCUT ficaram caríssimas e as estradas nacionais e municipais alternativas vão ficar por manter em boas condições dentro de pouco tempo…

Um dos insurgentes decidiu presentear-me com uma reacção típica de blogger da boa blogosfera. O esquema é: ai que um bárbaro professor desconhecido (leia-se, de fora das tertúlias habituais) me atacou, sem argumentos, ad hominem (da mesma forma que os insurgentes sempre fizeram em anos de actividade) e eu tenho aqui bué de coisas a dizer sobre o assunto, porque sou dos que têm muitas sinapses funcionais.

Vamos lá, meu caro Miguel Botelho Moniz, de que também desconheço o currículo, nem estou interessado por aí além em saber.

A vossa teoria é: há menos crianças nas escolas, são necessários menos professores, ergo, ide-vos passear para outra freguesia.

O problema é que a realidade não é essa, os dados não confirmam o que dizem e o alargamento da escolaridade para 12 anos não se pode ignorar.

Vou transcrever o comentário que deixei lá no post, versão alargada de outro que deixei no meu post abjecto (de acordo com os padrões da boa blogosfera):

Estou emocionado com a fraquinha reacção dos insurgentes.
Esperava coisas mais fortes por parte de quem acusa os outros que deles discordam de terem apenas “uma sinapse funcional”.
Não gostam dos ataques ad hominem, mas praticam-na quando lhes dá jeito. Melhor… praticam-na sobre todos os que deles discordam, se possível a corja maldita dos “professores” a quem antes batiam palmas quando o lema era derrubar José Sócrates.

Dizem que não desmontei os argumentos dos autores visados. Bom,,, mas como se desmonta um post cuja linha de raciocínio é chamar “meninos e meninas que não querem sair do regaço da mamã”?
Dizem que eu fui abjecto.
Sorte vossa que escrevi muito menos do que pensei, porque quem escreve um post daqueles pode ter muitas sinapses funcionais, o problema é a atitude de sobranceria e o argumentário vazio.

Quando ao texto que se dá ares de sabedoria matemática, cujo autor nem percebeu a ironia da sua alegada “juventude”, eu recomendaria que, para crianças em idade escolar, seguisse as estatísticas disponíveis sobre matrículas:

http://estatisticas.gepe.min-edu.pt/cat.jsp?id=220&edit=false

Entre 2005/06 e 2008/09 a evolução dos do pré-escolar é a seguinte:
128 754
127 602
131 502
131 765

Estou daqui a tentar vislumbrar a descida, mas deixei cair as lentes.

No 1º ciclo:

417 204
420 353
420 716
408 923

Pronto, perderam-se menos de 8500 alunos, ou seja 2% do total… (uma catástrofe!)

Quanto ao total de alunos no ensino até ao 12º ano (ainda sem escolaridade alargada):

1 347 456
1 360 851
1 386 200
1 525 420
Aumento de quase 180.000 alunos, ou seja, mais de 10%!!!

E agora?

Se espreitarem para aqui http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=611&fileName=EE2009_2010_JOVENS.pdf terão a hipótese de constatar que, logo a abrir os quadros se refere a contabilização de mais de 1.700.000 alunos.

Claro… sou eu que não uso argumentos, não me baseio em factos e os insurgentes multisinápticos é que estão carregados de razão!

E agora?

Ou a realidade atrapalha a teoria?

Adenda para leitores e comentadores distraídos: eu não estou a utilizar os dados das NO/RVCC que estão num volume diferente, que é este. Truques à Sócrates é para os spin-doctors mirins do actual governo.

… e constituir família algures, para que a natalidade cá continue em queda.

Queda das taxas de emprego penalizou mais os licenciados

Com link no site do Público apenas para assinantes.

Despedidos podem receber menos 70% de indemnização

Assim já têm um estímulo mais forte para também emigrarem.

E depois há toda aquela teoria de ser necessário despedir com menos custos para gerar mais emprego.

«Eu não consigo ver nas palavras dele: emigrem»

Santana Lopes também sai em defesa de Passos Coelho.

E não é demais repetir que o PM não falou apenas nos professores? Porque raio estão sempre a reduzir a coisa? Dá jeito?

Ainda o conselho do Primeiro Ministro, Manuel Alegre e Luís Montenegro.
O Comissário Europeu dos Assuntos Sociais apela para que os países evitem a emigração.

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