Quarta-feira, 14 de Dezembro, 2011


Os Lacraus, Peito em Forma de Bala

Sindicatos, governo, etc., já licenciaram o vosso domínio xxx?

The Protester

Once upon a time, when major news events were chronicled strictly by professionals and printed on paper or transmitted through the air by the few for the masses, protesters were prime makers of history. Back then, when citizen multitudes took to the streets without weapons to declare themselves opposed, it was the very definition of news — vivid, important, often consequential. In the 1960s in America they marched for civil rights and against the Vietnam War; in the ’70s, they rose up in Iran and Portugal; in the ’80s, they spoke out against nuclear weapons in the U.S. and Europe, against Israeli occupation of the West Bank and Gaza, against communist tyranny in Tiananmen Square and Eastern Europe. Protest was the natural continuation of politics by other means.

(continua)

… a discutirem a revisão curricular. Registo apenas, sem sequer sorrir.

Os encargos com o pessoal desceram brutalmente desde 2005 e estão aos níveis mais baixos de sempre. As alterações orgânicas do ME(C) complicam um pouco as comparações, mas ainda são possíveis.

Neste contexto, os 102 milhões de euros de que se fala não são uma gota tão pequena como seria há uns anos, mas também não são um lago. Anda por 2,5% dos encargos com o pessoal. Numas contas apressadas de merceeiro, a existirem cerca de 110.000 professores em exercício nos 2ºCEB, 3ºCEB e Secundário e nuns cálculos directos e nada sofisticados isso dá o equivalente a 2750 docentes a valores médios.

Mas apresento isto como mera pista… sei que as contas não se fazem apenas assim.

Que é o último ano com dados oficiais publicados:

Resumo:

Actualmente o peso dos contratados deve ser semelhante, atendendo à conjugação das aposentações, à não abertura de vagas, mas também à redução de contratos no presente ano lectivo.

Isto significa que, teoricamente, o MEC poderia ter razão ao dizer que a revisão curricular não implica dispensas de pessoal dos quadros, sacrificando “apenas” os contratados. Só que os cortes não se fazem sentir do mesmo modo em todos os grupos. E é pena que as estatísticas publicadas não desagreguem os dados dos grupos disciplinares a partir do 2º CEB por vínculo laboral.

Será que há um qualquer truque na manga?

PSD e CDS-PP requerem audição ministro da Educação sobre revisão curricular

(…)

“Entendemos que é a altura devida de pedir ao senhor ministro de vir junto dos deputados no Parlamento para fazer a apresentação e explicar a fundamentação para cada uma das áreas”, afirmou o deputado do PSD Emídio Guerreiro, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Educação: Direções regionais de educação substituídas por direções de serviço

Ou onde ser licenciado compensa?

A última estatística é de 95.000 licenciados sem emprego.

… mas estranha-se um pouco – já é apenas um pouco, os padrões foram baixando – que seja a um professor que se pergunte o que é algo que após algum esforço de interpretação da palavra se entende ser um quisto (guismo foi a palavra inicialmente entreouvida, fazendo pensar que se referia a um gizmo, o que não batia certo a menos que tivesse visto recentemente o Gremlins) que está a crescer nas costas do aluno, na zona perto do ombro e que começa a doer e dar muita comichão.

Tenta-se perceber se alguém em casa o pode levar ao Centro de Saúde, mas a resposta parece ser envergonhadamente negativa. Contactada a DT, percebe-se ainda que o problema nem é novo, já foi falado no ano lectivo anterior, mas tudo permanece na mesma.

Encaminha-se para a equipa de Saúde Escolar pois a Escola é neste momento, por manifesto colapso de tanta coisa a jusante e em seu redor, um imenso albergue espanhol (talvez antes uma loja do amigo Wu) onde se busca a solução para todo o tipo de problemas que mais nada ou ninguém resolve, tem tempo para resolver ou se sente na obrigação de.

Através do Jaime Pinho:

Caríssimos/as

Abaixo segue um link referente à entrevista dada pela Prof. Eillen Sua Kay (Escola Superior de Saúde do IPS) à SIC Notícias.

Nessa entrevista é abordada a temática da terapia da fala e, sobretudo, a forma inovadora e eficaz como tem sido aplicada no projecto VAI.PE através da actividade “VAIPESS – Comunicação e Linguagem no VAI.PE”.

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/edicaodamanha/article1060113.ece

Parabéns a todos/as nós mas, sobretudo, à Escola Superior de Saúde, tão bem representada pelas Professoras e supervisoras Eillen Sua Kay e Sónia Lima, bem como as estagiárias do curso de Terapia da Fala.

Cumprimentos,

Vasco Caleira

… a maior parte do artigo que o colega António Jacinto Pascoal divulga hoje no Público. O que pretende mesmo… criticar alguém? Apresentar propostas? Demonstrar virtuosismo literário?

Não é má vontade, é mesmo porque não percebo, antes de mais, alguns raciocínios e, já agora, certa forma arrevesada de expressão que, em busca de um qualquer efeito estilístico, deixa a coisa quase incompreensível.

No primeiro caso, destacaria a passagem sobre as intenções das pessoas (nas quais me incluo) que assinaram um recente manifesto contra os corte na Educação:

Não duvido das boas intenções do grupo subscritor. O que me custa é igualmente divisar neste discurso uma chicana política. De repente, a educação é uma prioridade suprema, quando, nos bastidores nos governos anteriores, não passava de retórica e obra de fachada.
Há anos que nada se faz para diminuir o número de alunos por turma nem para dignificar a profissão docente.
A comissão subscritora do recente artigo, com a qual concordo na generalidade, age agora com indisfarçado despeito. Mas o método — passar a bola para os outros — é perverso.

O autor parece desconhecer quem são os subscritores – ou pelo menos parte deles – e o que fizeram. Até parece que foram governantes e que (no meu caso, do Miguel Reis, do Ricardo Silva, etc, etc) não foram exactamente dos poucos a fazer algo pela redução do número máximo de alunos por turma, ao promoverem uma petição a esse respeito que foi discutida na Assembleia da República (por acaso, até estive na Comissão de Educação, embora não a assistir à sessão plenária).

As qualificações de despeito e perversidade (para não falar em chicana política) são absolutamente disparatadas, por carecerem de fundamento. Provavelmente, o colega leu dois ou três nomes e usa do habitual chuveirinho em cima de toda a gente.

No segundo caso, poderia destacar diversas passagens em que a clareza é omissa e o embrulhamento discursivo a regra. Para não falar de linhas e linhas de medidas apresentadas numa sequência imparável por um simples ponto final, porque saramaguês não é para todos.

Exemplifico uma passagem em que tudo se enrola:

(…) produzir manuais de excelência e de referência para o território nacional, estorvando a oferta desmesurada e a cedência aos interesses editoriais (nada muito diferente do “livro único dos liceus”, eventualmente com a possibilidade de recorrer a duas ou três opções por ano — a ideia de que as escolas têm as suas especificidades e que disso deriva a selecção dos manuais é mais uma mistificação); criar a consciência de “tempo” nas escolas, em detrimento de momentos e instantes entrecortados por campainhas, interrupções, ruídos. Agora, repare-se, tudo isto tem custos. Mas há um custo bem maior a pagar, não sejam esses pagos.

De tanto querer dizer, isto pouco diz.

E mais:

Em complementação, os canais televisivos, que todos sabem agir em consonância involuntária com o processo educativo, vulgarizam o conhecimento e sacralizam a barbárie cultural, declinando-a ao grau mais ordinário. A ignorância grassa e chega, como bem se sabe, ao ensino superior.

Lamento… sei que escrever em 3000 a 4000 caracteres exige concisão e a tentação é querer lá meter a Avenida da Liberdade e arredores mas talvez fosse melhor não se tentar descrever o Ramalhete quando apenas estamos na sala de leitura.

E estamos num jornal generalista, não numa revista literária.

Porque acaba por se perder uma oportunidade válida para atingir dezenas de milhares de leitores.

… mas eu ainda estranho que, em família, se esqueçam do aniversário de qualquer dos meus alunos.

Ginásio e também Refeitório TVI

Pais protestam por falta de pagamento da autarquia às escolas SIC

Secundária Afonso Lopes sem obras de manutenção SIC

Menos professores a leccionar no estrangeiro RTP

Um infantário num campo de milho TVI

… o artigo todo, sobre Economia e Ideologia.

Ocupem a sala de aula?

 

Penso que este será o número mínimo para professores do quadro. O total correcto será, por certo, superior, a menos que se coloque em prática o estratagema de deslocação para as AEC. Não chega aos 15.000 anunciados várias vezes pela Fenprof, mas andará certamente acima dos 3000-3500 se forem mantidas as propostas apresentadas.

2600 professores vão ficar sem horário

Alterações do 5.º ao 12.º ano eliminam 60 mil horas de aulas semanais.

A revisão curricular que o Ministério da Educação e Ciência pretende implementar já no próximo ano lectivo implica a eliminação de mais de 2600 horários completos de professores nas escolas públicas, entre o 5.º e o 12.º ano de escolaridade, em consequência da redução de perto de 60 mil horas de aulas semanais. Os sindicatos não duvidam de que esta reorganização vai implicar a saída de muitos professores e exigem o estudo de impacto financeiro. O ministério defende que o que interessa são os interesses dos alunos.

O estudo de impacto financeiro é um floreado, não tem especial interesse. A redução de encargos não é, em si só, um factor relevante. Relevante é usar-se um argumento demagógico para o afastamento de professores, como se eles fossem meras peças de uma engrenagem sem rostos e famílias (tal como os alunos), enquanto este tipo de justificação não se usa para, por exemplo, rescindir contratos ruinosos para o Estado… com o o dos carrinhos novos dos ministros…