… por causa da questão da criancice das dívidas a (não) pagar é a sua forma de encarar as crises na sua relação com a popularidade dos políticos.

Aqui, a partir dos 47” começa a explicação que, pelos vistos, José Sócrates tem para a sua queda política. Os tempos são terríveis, porque a crise dá cabo da reputação e da popularidade dos políticos.

Anote-se que ele não fala de dificuldades governativas, mas da popularidade, a sua verdadeira preocupação. E explica que a crise é que derrota os políticos, ao diminuir-lhes a popularidade.

Ao menos tem a consciência de não ser um estadista ao nível de um Roosevelt, de um Churchill, mesmo de um Kohl (num plano diferente dos anteriores, com as dificuldades da reunificação alemã) que enfrentaram fortíssimas conjunturas de crise, aumentando a sua popularidade pela forma como as enfrentaram. Mesmo quando perderam o poder, em especial no caso de Churchill, a sua reputação nunca ficou em causa.