… que fizeram seis meses de estudos algures, ou lá foram visitar a Universidade de acolhimento de três em três ou mesmo que viveram uns anitos como fellows é que pensam que viram o mundo por terem conhecido os subúrbios académicos de uma cidade universitária americana ou europeia.

Trouxeram de lá, em regra que admite excepções, uns certificados de estudos para pacóvio admirar, uns ademanes, uns salamaleques, uns tiques linguísticos, alguns livros interessantes e um certo desprezo pela parvónia, mas tudo sem a veia e o talento de um Eça e sem a oportunidade de um Verney. Tudo mais parecido com o frontispício de um eurodeputado ex-jota que foi arranjar dinheiro para a vidinha em Bruxelas e Estrasburgo e vem de lá como se tivesse vivido três vidas de cosmopolitismo.

Mas temos de aturá-los, essa é que é essa. Por vezes até nos surpreendem por não terem perdido o fio de ligação à terra mas o mais comum é aquela atitude e cenho de superioridade intelectual, muito própria de quem já não distingue o amendoim da alcagoita.