Quinta-feira, 1 de Dezembro, 2011


The Vaccines, If You Wanna

Não sei se tem interesse,  uma coisa curiosa, no intervalo de um jornal esta publicidade corporativa da Ordem dos Enfermeiros.

Why I Am Proudly, Strongly, and Happily in Favor of Adverbs

I am gladly, fully, openly in support of adverbs.

Despite our democratic ideals, schoolchildren throughout America learn that not all words are created equal: Nouns and verbs make sense of the world, but adverbs only muck it up. The end of November—National Novel Writing Month—means that hundreds of thousands of people who took a crack at writing a work of fiction in 30 days will soon be drawing on that advice. They’ve caught their breaths and now it’s time to polish their prose. If my own writing experience is any indication, they will make the easiest edit earliest: If it ends in -ly, kill it.

Euro Crisis and the Transformation of European Democracy

 

The Republicans’ Farcical Candidates

A Club of Liars, Demagogues and Ignoramuses

The US Republican race is dominated by ignorance, lies and scandals. The current crop of candidates have shown such a basic lack of knowledge that they make George W. Bush look like Einstein. The Grand Old Party is ruining the entire country’s reputation.

How Brussels Stifles Democracy in Europe

The Tory love affair with grammar schools is built on a lie

There’s a clamour for selection – but little evidence that it’s good for social mobility.

For the Tories and the right-wing press, selective state schools are the zombie policy – the one that keeps walking no matter how many attempts there are to bury it. The undead returned in the Sunday Telegraph this weekend, which reported that almost 30,000 children were competing for places at 56 grammars.

Deputados do PS dizem que OE é inconstitucional

O corte nos subsídios de férias e Natal dos pensionistas e funcionários públicos viola a Constituição, avisam socialistas.

Vitalino Canas (ex-porta voz do PS) e Alberto Costa (ex-ministro da Justiça) não excluem em fazer seguir um pedido de fiscalização sucessiva ao Tribunal Constitucional. José Lello diz que assina na hora e a independente Isabel Moreira até se dispõe a encontrar deputados dispostos a avançar com o pedido.

O BE mostra “muita abertura”. O PCP diz estar “céptico”. E não é inteiramente certo que a direcção da bancada do Partido Socialista não trave o ‘entusiasmo’ dos seus deputados.

Confesso: embora ache o mesmo não me sinto confortado com estas companhias. De modo nenhum. Porque, como o PSD em tempos, esta posição é meramente táctica.

As posições do Bloco e PCP, cada uma de sua forma, são… sei lá…

L’affaiblissement du syndicalisme attise les conflits

Pour Jean-Claude Ducatte, expert social, les confrontations les plus virulentes impliquent souvent des salariés qui agissent de façon autonome.

Daí o interesse, por exemplo entre nós, em manter um Carvalho da Silva na ribalta, quando antes se demonizava a CGTP.

É o sistema dos pesos e contrapesos. Se o sindicalismo, mesmo aquele que se combatia ontem, perder demasiada força algo pode vir a ocupar o seu lugar. E esse algo é desconhecido. E há um enorme medo do desconhecido…

Escola Infanta Dona Maria, Lisboa, uma escola aberta e uma funcionária para 118 alunos.

Relatório aqui (graças ao Livresco): TI_CPI_2011_report_view(1)

Reparam nos países do topo? Pois… nós vamos a par do Botswana.

Bom dia Paulo,
Não sei se já sabia, mas, em sede de discussão na especialidade do OE2012, foi aprovada uma proposta do PCP (ver anexo) que repõe os subsídios aos docentes de educação especial.
Em anexo, junto a proposta. Abaixo, vai o link para a página do Parlamento com o historial das votações desta iniciativa:
Em causa, está a alínea b) do art.º 202.º da Proposta de OE2012 que revogava o DL 232/87.
Bom feriado e continuação do excelente trabalho no blog.
.
V.
Anexo: PCP46C-1-Aprovado.

Uma crítica recorrente aos professores do Ensino Básico e Secundário é que eles beneficiam de uma enorme estabilidade laboral e que têm um emprego para a vida e não se querem ralar com mais nada.

Às vezes até pode ser assim e sei que houve gerações douradas que alcançaram – agora se percebe que de forma transitória – uma estabilidade rápida, passando por agruras menores do que outros grupos de colegas.

Mas o que não é dito com clareza por muita gente é que a larga maioria não alcançou essa pseudo-estabilidade de mão beijada. Muitos foram e são os que andam e andaram de casa às costas, percorrendo dezenas e centenas de quilómetros, mudando de local de trabalho a cada ano que passa(va).

Eu nunca me afastei muito do domicilio, mas conheci uma dezena de escolas até assentar em termos relativos em duas delas. Mas isso foi feito à custa de salário e meio a três salários por ano, juntando os meses que não recebia (Setembro e parte de Outubro ou mesmo, em certos casos, até Novembro, mais os avos dos subsídios que me eram descontados). Foi sempre uma opção que deixei clara perante toda a gente. Antes perder 2 meses de ordenado do que fazer turismo à força. Perdi dinheiro e tempo de serviço, mas nunca foi esse o valor essencial.

Mas muita gente, por questões e temperamento ou necessidade, optou por arriscar para acumular tempo de serviço e fez da instabilidade e precariedade o seu modo de vida.

Quantos professores, por exemplo, do ensino superior e politécnico passaram por isso? Porque é desses que me custa mais ouvir as críticas, estranhamente mais distantes dos professorzecos em certas posturas do que outras profissões? Andaram em mini-concursos para docentes universitários? Entrando numa instituição, quantas vezes mudaram? Em quantas leccionaram que não fosse por acumulação e convite?

Custa ler e ouvir certos dislates, disparates mesmo, de quem está há 20-30 ou mais anos de rabo repimpado no mesmo sítio a lançar anátemas sobre os outros.

Isto não é uma generalização, porque há de tudo em todo o lado. Do excelente ao fraquinho-fraquinho. Da humildade com qualidade à presunção medíocre.

Os professores do Básico e Secundário só tiveram uma enorme vantagem até recentemente: não precisavam de inventar cursos e disciplinas e dar notas interessantes para manter o seu público e garantir o seu crédito horário. Mas até isso entrou em extinção, bastando ver a riqueza conceptual de certos cursos profissionais  e efa’s que quase conseguem fazer inveja a certas cadeiras bolonhesas.

Estamos a alinhar por baixo. Estamos a imitar certas práticas poli-superiores. Não todas, porque há excelentes instituições do ensino superior, com brilhantes profissionais. Mas esses, por definição, são inteligentes e sabem quando e como falar.

Estado admite funcionários em organismo que vai desaparecer por fusão

A Direcção-Geral de Reinserção Social vai contar a partir de 2 de Dezembro com mais 55 técnicos superiores. As admissões estão a provocar mal-estar em vários serviços, numa altura em que está assente o desaparecimento desta direcção-geral por fusão com os Serviços Prisionais.

(…)

Para isso contribuiu também uma polémica originada pelo facto de um filho de um subdirector da Reinserção Social ter obtido 19,5 valores no concurso, e, assim, ter ficado no primeiro lugar após a classificação de 17 candidatos que já tinham vínculo à Função Pública ou estavam no quadro de mobilidade.

Sobre esta classificação, a Inspecção Geral dos Serviços de Justiça efectuou uma averiguação que concluiu pela “ausência de qualquer ilegalidade”. Ainda assim, segundo o MJ, o candidato Manuel Couto, “face às suspeições levantadas, desistiu do mesmo (concurso)”.

Se foi tudo legal e transparente, porque desistiu?

O primeiro link é só para demonstrar que sei ler porno em alemão:

Katholische Kirche macht mit Pornos ein Vermögen

Agora a evolução do caso:

Here’s How The Catholic Church Is Profiting In The German Erotic Novel Industry

German Catholic Church Pulls Out Of Porn Publishing

Acho especialmente interessante na foto que acompanha estas peças a promoção encapotada ao que nos chama naturalmente mais a atenção, aquela traseira de um Polo, Lupo ou uma qualquer carrinha lá ao fundo.

Entretanto, por cá ainda parece que não deram pelo desfecho final do processo.

… quererem eliminar exactamente um dos feriados menos ideológicos do calendário. Até o 10 de Junho é menos neutral e abrangente. Porque a 1 de Dezembro se festeja a independência do país.

Será que é porque estes senhores acham que não é exactamente o seu? Uns ficam com o 25 de Abril, outros com o 1º de Maio, outros com o 5 de Outubro e os outros com o de Todos os Santos e a Imaculada Conceição, a Sexta-Feira Santa e o Natal.

Será isso?

Não me parece que seja uma posição corporativa e facilitista questionar a existência de uma prova de ingresso na docência para pessoas que fazem um percurso académico de cinco anos que graças às bolonhices equivalem a um mestrado que antes durava oito anos ou mais para aparecer.

O que me parece demagógico é não ter coragem para intervir directamente no alegado problema conhecido (a formação de professores não é de qualidade e está à mercê de critérios casuísticos de instituição para instituição, de departamento para departamento, de orientador de estágio para orientador de estágio) e querer fazer um enxerto final que, teoricamente, em 120 minutos resolverá o problema.

E o exemplo da prova de ingresso ou estágio para profissões como a advocacia não colhe porque uma coisa é um curso de Direito que não é curso de Advogado e outra são cursos especificamente de formação de professores com mestrado de especialização já incorporado.

Há uns dias conversava com um grupo de pessoas, a maior parte delas directa ou indirectamente ligada à formação de professores. O cenário traçado foi pavoroso. A formação de professores é má, péssima, aterradoramente confrangedora do ponto de vista científico e pedagógico. Foi isso que fiquei a perceber das palavras de pessoas que são, elas próprias, formadoras de professores e/ou orientadores de estágio.

Porque os próprios formadores são fracos, não aplicam nas suas aulas o que peroram e dão notas por questões estratégicas para o departamento ou instituição, visando não afugentar os alunos que justificam os seus créditos horários e o seu lugar no superior e politécnico. Algo que indirectamente conheço através do que me contam muitos colegas, pois directamente tive pouco contacto com essa realidade (após uma década e contratado entrei para QZP e fui chamado no ano seguinte para fazer profissionalização em exercício, apenas um par de cadeiras leccionadas por gente que, realmente, estava lá só para cumprir horário, nada percebendo do funcionamento de uma escola real).

E pasmei.

Pasmei porque em vez destas pessoas defenderem uma fiscalização e monitorização rigorosa do funcionamento destes cursos e uma (mesmo que incompleta) reprovação e exclusão das aparentemente abundantes más práticas perfeitamente identificadas, preferem a existência de uma prova de ingresso na docência. Mantendo todos os vícios instalados. Aceitando que se enganem os formandos.

O que significa que os cinco anos de formação podem continuar em putrefacção, que não interessa mexer neles, antes se preferindo amputar os doentes mal formados. Não se procura impedir a doença ou sequer curá-la. Propõe-se a criação de lazaretos para os infectados e quem escapar logo tem lugar.

Esta é que é a forma facilitista, demagógica, populista e barata de resolver as coisas.

Não intervir a jusante, evitando a situação, regulando a criação de cursos de formação de professores, exercendo escrutínio apertado sobre os formadores de professores quantas vezes contratados na base da irmandade política, ideológica ou religiosa (para não falar da horizontalidade da posição intelectual e/ou física), verificando se os currículos apresentados para acreditação dos cursos correspondem vagamente ao que é depois praticado, etc, etc, preferindo intervir a montante, atribuindo a um grupo de iluminados a responsabilidade por fazer uma prova que em duas horas vale mais do que cinco anos de estudos.

Vamos lá ser francos e claros: isto é errado e é errado porque não resolve nada. Finge que resolve. Encena a solução de um problema. Até porque se faz alarido em volta de uma exigência que se aplicará a meros candidatos a lugares quase nenhuns.

Demagogia é isto: fazer alarde da solução fácil de um problema que não existe exactamente naquele ponto, sendo que a solução é meramente cosmética.

Não vi por irrelevância do acto e porque não sou o António José Seguro.

… à greve de hoje contra a dominação castelhana. Na manifestação que atravessou a cidade em direcção ao largo do palácio os ânimos aqueceram e redobraram ao verem o acastelhanado Vasconcelos voar pela janela, depois de o terem forçado a sair do armário.

Um jovem fidalgo de sua graça Mário, da família dos Soares, apareceu e fez um belo discurso clamando pela revolução. Aparenta ter futuro na nova corte.

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