Num friso de 17 criaturas que se pronunciam no DN sobre a adesão (ou não) à greve de hoje, sou um dos 3 que declararam aderir. As restantes 14 afirmam que não aderem pelas mais variadas razões, ou melhor, a maioria por razões da treta. Se percebo que o Américo Amorim, o Ramiro Marques e o Ribeiro e Castro a recusem por razões ideológicas e outras justificações mais ao lado (Amorim diz que as horas do dia não lhe chegam para ajudar o país!!!), já em outros casos acho patética a forma de se desculparem com a natureza das funções (o advogado porque é advogado, o juiz porque é juiz, o polícia porque é polícia, a actriz de novela porque é actriz), muito em especial no caso do jovem deputado do PS, Duarte Cordeiro.

Afirma ele que não pode fazer greve porque os deputados não podem fazer greve. Não? Formalmente, não. Mas informalmente, já que apoia que os funcionários do parlamento façam, porque não falta ele ao abrigo de uma justificação justificável, algo nada raro nos parlamentares, como o chamado trabalho político? Porque não tem ele coragem de demonstrar de forma activa a solidariedade proclamada?

Será que, no fim do dia, alguém vai dar pelas vantagens da presença do deputado Duarte Cordeiro em São Bento?

Respeito tanto quem faz como quem não faz greve. Mas não quando as desculpas são do calibre da treta mais esfarrapada. O seguidismo cego de alguns que fazem tem equivalente na invertebralidade daqueles que não fazem poruqe enfim.