… que assolou tanto as construções como a própria estrutura da rede escolar.

Se a Parque Escolar foi um projecto de gigantismo luxuoso que acabou por deixar um país a três velocidades em matéria de escolas (as intervencionadas, as não intervencionadas que estão em estado razoável e as outras que ficarão a cair), a crescente macrocefalia da rede escolar vai deixar o país numa situação ainda mais assimétrica, neste aspecto, do que há um século.

A solução para um caso não pode ser substituir a Parque Escolar por uma empresa completamente privada, com o Estado a perder a gestão directa dos estabelecimentos escolares. Só um cristão-novo do neoliberalismo pode defender uma solução que já deu péssimos resultados em outros países.

A solução para o outro não pode(ria) ser o acentuar de um processo que fará a rede escolar pública parecer uma teia larga similar (ressalvando a natureza da comparação) àquela rede de super-esquadras dos tempos do Dias Loureiro no MAI que se mostrou ser um erro imenso.

A solução deveria ter sido, desde o início, humanizar as escolas e a rede escolar, tanto na sua dimensão como na sua distribuição pelo país, que são reconhecidamente factores decisivos para a construção de um sucesso escolar sólido.

Como se sabe há muito, pois isto são quase tudo leituras com uma década, quando eu comecei a bisbilhotar o assunto:

Downsizing Schools in Big Cities

Smaller, Safer, Saner, Successful Schools

Jack and the Giant School

Implementing Small Learning Communities in Five Boston High Schools

New Small Learning Communities: Findings From Recent Literature

School Size and its Relationship to Achievement and Behavior