João Duque, um daqueles gurus que algum anti-socratismo primário elevou a qualquer coisa e a quem o novo poder deu uma chucha para se sentir mais importante.

‘Se [o Governo] quiser manipular mais ou manipular menos, opinar, modificar, é da sua inteira responsabilidade, porque estamos convencidos [de] que o faz a bem da Nação, porque foi sufragado e foi eleito para isso.’

Estas declarações foram proferidas no Fórum TSF de ontem e andam a fazer furor na blogosfera próxima do PS que era e ainda está, a começar pelo Jugular.

Não vale a pena elaborar muito a coisa e desta vez há que ser claro, curto e grosso, usando argumentos a que raramente recorro: isto é um argumento de tipo ditatorial, fascista mesmo, apesar de evocar o sufrágio (Hitler também foi eleito).

Quanto ao mais, apenas assinalar que o poder que está teve de arrumar os excedentários candidatos a ministros ou a qualquer coisa. A este deram-lhe um grupo de trabalho que produziu um documento que tem partes que parecem um sub-capítulo do livrinho mais recente (e muito melhor escrito) do Eduardo Cintra Torres.

A outro, também caracterizado num passado recente por declarações meio disparatas, deram-lhe a presidência da AICEP. O mesmo cargo que deu brado quando serviu ao PS para arumar um Basílio horta em trânsito atrasado da direita para a “esquerda”, qual sucedâneo de Freitas do Amaral.

Em tempos, isto faria insurgir os 31’s e seria um 31 para os insurgentes.

Mas como a maior parte deles é responsável pelo “pensamento” do poder que está, estão caladinhos não lobrigando que a vergonha agora é equivalente da pretérita.

A bem da Nação, há que começar a preparar a limpeza destes, como outrora foi necessário, com prazo folgado, tratar da limpeza dos outros.

Cada vez se distinguem menos e o benefício de alguma dúvida escoa-se perante declarações destas.

Mais valia João Duque ser vazio de substância, pois a que demonstra ter, quando deixada à solta, é algo que chega a envergonhar quem a ouve ou e.

Ficamos haver no que isto dá. Mas não vai dar nada de bom.