A conferência de Mats Björnsson foi muito, muito interessante, em especial porque culminou na demonstração – na minha modesta (mas julgo que não solitária entre os presentes) opinião – de que as reformas educacionais na Suécia (fortíssima descentralização aliada a mecanismos de liberdade de escolha bem radicais, que nem nos EUA existem) não deram o resultado esperado pelos seus proponentes e executores. Pode alegar-se que ainda não deram, mas por lá, ao fim de perto de 20 anos, começou a inverter-se o sentido das medidas; pode alegar-se que não se podem estabelecer nexos causais, mas a verdade é que as explicações alternativas escasseiam. As pessoas ficaram satisfeitas por terem liberdade de escolha completamente financiada pelo Estado, mas os resultados dos alunos decaíram, aumentou a diferença entre as melhores e as piores escolas e registam-se claros sinais de maior segregação socio-educacional.

Isto foi dito com clareza, de forma factual e não como juízo de valor, pelo conferencista, poupando bastante o meu trabalho de comentário crítico.

Claro que isto é um resumo, mas é fiel à fase final da apresentação feita.

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