Quinta-feira, 27 de Outubro, 2011


Lou Reed/Metallica, Sweet Jane

Agradecendo ao Livresco a referência.

… pelo que me custa um bocado aproveitar tudo aquilo que de sarcástico e pilhérico (olá Fafe!) me ocorre cada vez que vejo ou leio declarações do ministro da Economia.

Nem é que sejam especialmente polémicas. Apenas são de uma banalidade absolutamente banal. Isto é como dizer que é preciso que faça sol logo que acabe de chover.

Mas só quando houver “aumento da produtividade”, justifica o ministro da Economia. Agora levaria, segundo ele, ao “falhanço de Portugal”.

Corte de subsídios não foi inscrito como medida temporária

O ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais alerta que a suspensão dos subsídios da administração pública não foi inscrita no Orçamento como medida “one-off”.

“Se é uma medida temporária, devia ser contabilizada como medida ‘one-off’ [temporária] no relatório do Orçamento do Estado, mas a única medida ‘one-off’ é a integração de fundo de pensões [da banca na Segurança Social]”, afirmou hoje o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de António Guterres.

No II Fórum da Fiscalidade, que se realizou no Porto, António Carlos dos Santos defendeu que “há um discurso interno para o pessoal e sobretudo para o Tribunal Constitucional e um discurso externo que transparece dos quadros enviados para Bruxelas de que [a suspensão dos subsídios de férias e de Natal da administração pública e dos pensionistas] é uma medida para ficar, de corte puro e duro”.

… seria boa ideia pensar numa lei da separação do Estado do Futebol.

E o que é válido para os Dragões de Ouro é válido para os Stromp ou para uns eventuais Eusébios de Prata (não sei se o SLB atribui coisas destas, penso que sim…). O poder político, em especial governantes em exercício, deveriam ter capacidade para se auto-conterem e não participarem neste tipo de beija-mão público (ou privado). Mas não.

Foto colhida aqui.

Hoje à tarde tinha aula de LP com a minha turma regular de 6º ano ao mesmo tempo que decorria o torneio interturmas de futebol, pelo que os elementos das equipas feminina e masculiona estavam dispensados da aula para irem jogar.

De 27 restaram 14, pelo que fomos para a sala multimédia, nem sequer para a sala habitual, pois não dava para adiantar conteúdos.

Os outros, terminada a participação no torneio, poderiam ir-se embora. Os restantes ficaram pela sala, que a chuva vai-não-vai e o vento não aconselhavam muito ir assistir à actividade e a autonomia aconselha ainda menos as saídas fora das horas canónicas.

E lá começámos a aula, em forma mais lúdica do que a regra, mas em ambiente calmo.

Eis que de 10 em 10 minutos, ou de 15 em 15, se sentia tropel pela escada acima e chegava à porta uma das equipas a anunciar a vitória acabada de conseguir. Assim foi durante a maior parte dos 90 minutos, até à vitória final das duas equipas, que apareceram medalhadas em êxtase a comunicar a vitória aos colegas e a mim, antes de irem para casa, espalhar a alegria.

E foi bom.

A preocupação de, a cada vitória (foram 3 de cada equipa durante aquele período), virem à sala partilhar os seus feitos, recolherem os parabéns e continuarem para novas conquistas.

Porque existe um espírito de grupo, porque há algo em comum, porque sabem que as coisas não são estanques e a sala está ali ao lado do campo. Porque, apesar de bastante irrequietos, são uma turma na verdadeira acepção da palavra, não necessariamente excelente mas bastante boa para os tempos que correm, que dá dores de cabeça manter ocupada, mas que quando se aplica pode produzir algo que os orgulhe e aos seus professores.

Assim vale a pena, compensa muito do ruído, do lixo, das chitices, digo, chatices do quotidiano, mesmo que 2ª feira lá andemos de novos às turras porque o raio das funções sintácticas ficaram meio desaparecidas no Verão e eu gostava de ir já mais adiante.

há dois minutos e não me ocorre nada; vou mas é ver o telejornal, a assistir se animo.

… fica aqui o de há um ano, no lançamento do livro Difícil É Educá-los. A maioria das questões mantém-se actual, penso eu de que.

Felizmente não tem nenhum sportinguista no activo.

Com a curiosidade de ser um blogue com passistas do antes. Os que ficaram de fora, depois de tanto labor como o P. M. Lopes, certamente o inspirador dos almoços e jantares no Spazio.

E se o Governo fosse uma equipa de futebol?

Os segredos das escolas de topo

Disciplina, turmas reduzidas, professores exigentes e alunos empenhados. Nas melhores escolas do país a receita do sucesso faz-se com estes ingredientes. «Não há fórmulas mágicas», avisa Hugo Quintas, director pedagógico do Colégio Manuel Bernardes – que este ano ficou no primeiro lugar do ranking das escolas do SOL –, que garante que parte do sucesso se explica com autoridade e disciplina.«No 1.º ciclo temos vigilantes, nos 2.º e 3.º ciclos e no secundário temos perfeitos». O modelo é inglês e faz com que a todo o momento os pais sejam informados dos problemas disciplinares dos filhos, mas também com que o mau comportamento seja resolvido na hora. «Se dois alunos entrarem em conflito, o chefe de disciplina intervém, faz uma participação e aplica imediatamente as medidas correctivas, que podem ser, por exemplo, terem de passar a hora de almoço na sala de estudo», exemplifica Hugo Quinta.

Mas a segurança e a disciplina não são as únicas preocupações do Colégio Manuel Bernardes. As aulas de apoio e a ajuda ao estudo são outras formas de alcançar o sucesso.

.. é um dos principais a inspirar as reformas (no currículo e na gestão escolar) educacionais em preparação por cá.

Se há algo em que somos mesmo bons, ou seja, a seguir os exemplos que algures já se descobriu darem maus resultados no que às aprendizagens diz respeito.

É que não chega parecer modernaço, giro e não sei quê por parte de um quantos cérebros de think tanks que acreditam ser liberais  porque leram Hayek ou Friedman e depois discutiram isso endogamicamente ao som de uns gins tónicos. Uns mini-gurus criados em proveta académica, ocasionalmente com estudos e/ou viagens lá por fora.

Read all about it: Britain’s shameful literacy crisis

So rioters shunned bookshops because they didn’t offer anything they wanted? That points to a debilitating exclusion from a civilised culture.

O caminho que querem percorrer leva-nos a um futuro que já é o presente de outros países que apostaram na desregulação do que eram serviços públicos nas áreas, por exemplo, da Saúde, Educação e Transportes, com consequências críticas do ponto de vista da coesão social e do agravamento dos fenómenos de exclusão, marginalidade e disrupção social.

Entre nós, ainda nas primícias, já se começa a observar o agravamento destes fenómenos, pelo que é melhor arranjar capacete, colocar muitas trancas na porta e fazer um plano de emergência para evacuar primeiro as crianças, idosos e mulheres primeiro.

Estou cansado de tanto São Tomé, que precisa colocar a mão nas chagas para acreditar que o sangue que escorre é mesmo sangue.

Governo aprovou leis orgânicas dos Ministérios

Live Blog: Market Reaction to Debt Deal

… atendendo ao contexto de crise que até poderá desencorajar ainda mais o dispêndio com os métodos anticoiso?

É a seiva que anda fraca ou é mesmo a predisposição que anda menos viçosa?

Portugal é o segundo país do Mundo com menos nascimentos

Ok… é apenas racionalidade económica familiar. Um neo-neomaltusianismo.

Não há novidades no novo milénio?

Devemos recorrer a todas as formas de luta disponíveis (plenários, concentrações, manifestações e greves), devemos fazer a maior GREVE GERAL de que há memória, mas temos também de conseguir o mais amplo consenso público, sindical e político possível para travar o empobrecimento do país e a destruição do núcleo civilizacional moderno e solidário, que construímos arduamente ao longo de muitas gerações, que denominamos estado social!

E conseguem o mais amplo consenso (porque substituíram social por público?) com os enviados especiais a ofenderem todos aqueles que se desviarem da ortodoxia canónica?

A Isabel Leiria, por razões de saúde, não pode aparecer, mas o painel é bastante rico e é uma oportunidade para se ouvir quem normalmente escreve sobre Educação.

Uma oportunidade a não perder, não vale a pena depois lamentar que isto ou aquilo.

 

… a duas situações:

  • Por um lado, a liberdade de escolher em todas aquelas zonas onde não há escolha possível.
  • Por outro, se o número de vagas nas escolas já sobrelotadas vai aumentar e quais os critérios de selecção dos alunos pelas escolas perante o excesso da procura.

Para além disso, será interessante perceber o que os pais consideram melhor. Melhor posição nos rankings? Mais segurança? Maior proximidade ao seu local de trabalho?

Governo prepara-se para introduzir a medida no próximo ano lectivo. Por enquanto a escolha vai estar limitada ao ensino público.

E por escola básica entende-se o ensino até ao 9º ano, certo?

Até porque é anunciado em devido tempo.

Ministério acaba também com prémio de melhor professor

Ministério da Educação adiantou ao DN que, tal como fez com os prémios para alunos, vai reformular a distinção criada por Maria de Lurdes Rodrigues para os melhores professores.

Depois dos prémios de mérito para alunos do secundário, também o prémio nacional do professor – lançado na era de Maria de Lurdes Rodrigues, no Ministério da Educação – deverá perder a sua componente financeira, no valor de 25 mil euros.

Dois professores sovados na sala

Luísa Conchinhas, professora da Escola Básica 3 (EB3) da Quinta do Conde, Sesimbra, foi espancada, anteontem, à frente dos seus 25 alunos, por se ter recusado a receber a mãe de duas crianças à hora por esta desejada. Menos de 24 horas depois, Paulo Pedro, professor na Escola Secundária Braancamp Freire, na Pontinha, Odivelas, era agredido a murro e pontapé por um aluno que havia expulsado da sala de aula.

Custo do BPN no défice é maior que corte nos subsídios

O custo do BPN no défice será superior ao corte nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos, estima a UTAO.

O custo acumulado da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) no défice orçamental será superior ao corte aplicado nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas, calcula a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Recapitalização da banca portuguesa vai custar 7,8 mil milhões

Só a desvalorização da divida soberana portuguesa obriga a uma almofada de 4,4 mil milhões.

As necessidades de recapitalização da banca portuguesa são de 7,8 mil milhões de euros, calcula a autoridade bancária europeia (EBA), mas o Banco de Portugal garante que o programa de assistência prevê capital suficiente, referindo-se aos 12 mil milhões previstos no quadro do plano da Troika.

.. de uma certa ortodoxia sindicalesa com o processo do Chitas.

Paulinho, você trate-se que ainda acaba mal.
Lá porque tem alguns ódios de estimação não deve atirar em tudo o que mexe.
Ninguém aqui se junta a nenhum denunciante. Sobre esse tema esperemos que o tempo se encarregue de dizer quem é que foi à lã e saiu tosquiado
.

Paulinho,
a sua obsessão é tão grande que nem percebe que começou por chamar uns quantos nomes ao sujeito, quando o que estava em causa era demonstrar que ele estaria a adulterar números.
A sua obsessão tolda-lhe o raciocínio e só isso explica que queira justificar alguns impropérios, dirigidos ao Chitas, com alegadas promiscuidades entre ele e as fontes ministeriais.
Claro que no estado atual da justiça até pode acontecer que um juíz distraído aceite argumentação tão enviesada. No entanto qualquer advogado que não queira apenas esfolar o arguido e os tolos dos amigos lhe dará um conselho – acordo extra-judicial para evitar julgamento.
Claro que há sempre a alternativa do mártir e herói, condenado pelo sistema por defender uma causa. Sendo esse o objetivo, a estratégia até está bem desenhada e já colhe frutos aqui nas caixas de comentários. E aí, meu caro, tenho que lhe tirar o chapéu – você é um verdadeiro perito na arte de arrastar estas multidões.

Claro que não têm a coragem de assumir isto de rosto descoberto.

Porquê? Porque continuam a agarrar-se à bondade do acordo de Janeiro de 2010 e, por questões tácticas, preferem estar do lado da distorção dos dados feita pelo jornalista-demógrafo do que admiitirem que o que escrevi até pecou por defeito.

Mas é a teoria do perigo ser maior quando vem do que encaram como o inimigo mais próximo, que deve ser abatido ou neutralizado  para libertar o campo de impurezas e obstáculos.

Tanto melhor se for outro a fazê-lo.

Sei disso, não me admira, só me surpreendi por algo deste tipo ter demorado tanto a acontecer, tantas foram as ameaças em on e off. Estranho é que o admitam publicamente, mesmo sob anonimato, que estão satisfeitos com a situação e que acham que o xiita estava correcto em multiplicar os encargos adicionais com as progressões dos professores e que estes estavam “a salvo” das medidas de austeridade.

O conselho que a sumidade sindicalesa me dá é que aceite um acordo extra-judicial. Que me cale ou renegue o que foi a minha indignação. A real politik que conduziu ao entendimento, ao acordo e, recentemente, à trégua mascarada com não-assinatura do novo acordo.

Penso que fica claro que não confio nestas pessoas, que regem a sua acção por valores que não são os meus, recostadas na comodidade da sombra. E que criam blogues, não para denúncia dos atropelos aos direitos dos professores (que encaram como mera massa para encorpar as manifs frentistas), mas sim para atacar pessoalmente alguém que não se esconde e escreve em nome próprio.

Registado, para memória futura.

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