Acerca da continuidade do processo judicial que me foi colocado pelo jornalista-demógrafo Paulo Chitas de que aqui dei conta, por causa em parte deste post com pouco mais de um ano, gostava de por agora deixar apenas algumas notas:

  • Estava quase convicto de que o Ministério Público, nos tempos que correm, teria mais que fazer do que acompanhar este tipo de Acusação Particular. Enganei-me.  Pensei que aquilo que encarei como ofensa e distorção dos factos pelo jornalista-demógrafo (perceberão porque assim o designo daqui a algum tempo) se solucionasse pela troca de espadeiradas verbais, não me tendo eu apercebido dos grandes danos provocados à honra da criatura, pois me parecem bem menores do que os que ele provocou relativamente aos professores com a sua escrita.
  • Não faço ideia do que posso ou não revelar do que recebi hoje pelo correio, incluindo os detalhes da acusação e testemunhas do denunciante/assistente, mas acho curiosas certas afinidades e disponibilidades que, só por existirem, são uma quase confissão. Mas quem me conhece bem e quem comigo já tenha jogado xadrez ou poker sabe certamente que não ficarei à espera de uma solução segura.
  • Acho ainda igualmente curioso que a polémica tenha sido gerada em torno dos efeitos do famigerado acordo de 7 de Janeiro de 2010 que serviu para que alguma imprensa e opinadores agitassem os encargos com as progressões dos professores como razão de uma derrapagem orçamental que agora se sabe ter sido imensamente maior, para além de que as tais progressões ao abrigo do acordo foram mínimas. E que o mesmo acordo continue a ser defendido por algum sindicalismo com enorme conquista, dando em parte razão àquelas acusações. Após um ano, mas mesmo na altura, é (e era) evidente que o que foi escrito na peça zurzida não era verdadeiro.
  • Por fim, neste momento, sublinhar como uma ex-ministra da Educação se presta a ser testemunha de acusação de um caso destes, que recai já sobre factos ocorridos no mandato da sua sucessora. Só que, por outro lado, isto abre-me uma porta para alargar a minha defesa e, por exemplo, promover diligências para comprovar com dados objectivos porque encarei a prosa do jornalista-demógrafo Chitas como ofensiva para os professores, enquanto classe profissional, e para mim, em particular.