Comprei a mais recente reedição do Sandokan de Emilio Salgari. Não tenho a certeza se ainda tenho alguma edição anterior (para além de uma colecção de cromos com imagens da série televisiva), pois sei que o li pela primeira vez em exemplar requisitado na biblioteca Gulbenkian da freguesia.

A par do prazer do reencontro com a fruição da aventura pura surge a ideia de a partilhar com os alunos de agora, com idades próximas da que eu tinha quando contactei pela primeira vez com Salgari. Mas surgem, logo a seguir, as dúvidas: será que aquele imaginário romanesco ainda tem cabimento no final (suburbano) da infância/início da adolescência de agora? Será que o próprio vocabulário não levará a sucessivos tropeções na leitura? Será que os 12 anos de agora têm muito a ver com os 12 anos de meados dos anos 70?

Hesitações à parte, nada como testar, arriscar  e… talvez… ficar agradavelmente surpreendido. Ou não.