Sexta-feira, 7 de Outubro, 2011


Carmel, More, More, More

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O pinto cool das socas vai filosofeirar o quê? O silvapereirismo?

Só um aperitivo para o debate que espero já esteja a decorrer na Buchholz, acerca da evolução de alguns dos termos desta discussão ao longo do tempo.

Quando comecei a leccionar, há quase 25 anos, tratar este tema iria desembocar quase necessariamente na questão das teorias da reprodução social, da Escola como mecanismo opressor do Estado para reproduzir desigualdades e iria falar-se ainda da Pedagogia da Libertação.

  • A Liberdade na Educação era vista em perigo, a partir da Esquerda, por acção de um Estado opressor da diversidade pedagógica.

Agora, quando se trata este assunto, é mais comum que a conversa desemboque na chamada liberdade de escolha e dos modelos alternativos de gestão do sistema educativo e dos estabelecimentos de ensino.

  • A Liberdade na Educação passou a ser apresentada como estando em perigo, a partir da Direita, por acção de um Estado opressor da diversidade da gestão.

O que não deixa de ser curioso.

Já agora, a Liberdade não se deve discutir apenas ao nível sistémico, macro, mas atender à necessidade de a discutir ao nível micro, da sala de aula, e o que isso representa.

Anulado processo contra ex-gestores do BCP

O Tribunal decretou hoje como inválidas as provas fornecidas por Joe Berardo num processo contra ex-gestores do BCP.

O juiz António da Hora deu razão aos antigos administradores do BCP, que alegavam violação de sigilo bancário por detrás dos elementos fornecidos por Joe Berardo, um dos maiores accionistas do banco, às autoridades.

Na base deste processo estão as sanções aplicadas pelo Banco de Portugal a seis ex-administradores do BCP, incluindo Jardim Gonçalves, a um antigo director e ao próprio banco, no caso das ‘offshores’ do BCP. Entre as sanções estava a proibição de exercício de funções no sector bancário.

Independentemente das qualidades do denunciante em causa, nota-se que a coisa não avança não por falta de provas ou por falta de factos a investigar, mas porque as alegadas provas das aldrabices são sigilosas.

Só se for um subproduto das Moleskine, tipo caderninho da Staples (passe a publicidade).

Mas há quem acene com esse bichinho-papãozinho para afastar certas temáticas e questões da agenda mediática, com um argumento roubado impunemente a Pacheco Pereira, para ter mais espaço para as suas.

E isto faz tanto menos sentido quanto, no caso específico da Educação, a blogoesfera que Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues pareceram unir, se fragmentou e atomizou (quando não se evaporou) numa pequena constelação de mini-galáxias, supernovas, cometas e buracos negros cuja cartografia dinâmica seria curioso traçar a partir de quem observa.

Mas lá que ainda atormenta alguns actores, isso atormenta.

23 de Setembro de 2011:

FENPROF quer que PGR investigue possível manipulação na colocação de professores

7 de Outubro de 2011:

Educação: Denúncia da FENPROF segue ainda hoje ou na segunda-feira para DIAP – PGR

Aguarda-se por novo lançamento da terceira primeira pedra do assunto a 21 de Outubro.

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