… até porque o valor e características da obra mudam conforme as fontes. Algo que não se estranha em Portugal, em geral, e na Madeira, em particular.

Os valores oficiais do Governo regional são uns (e especifica-se que se trata da sede e centro de formação do SPM, não apenas uma das partes), os apresentados pelo SPM são outros:

Sede e Centro de Formação
Antes dos agradecimentos calorosos às diversas entidades, individualidades e empresas envolvidas, a oradora informou que o custo global da obra ascenderá a 3 milhões e 800.000 Euros, incluindo trabalhos preparatórios e registos. Dois milhões (53% do total) são suportados pelo SPM. Um milhão e 800.000 (47% do total), são financiados pelo FEDER, através do Programa INTERVIR+ (Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM).

Clarificou que o co-financiamento do FEDER recai e incide, apenas e exclusivamente, na componente física e de equipamentos destinados ao Centro de Formação Contínua. As componentes Sede do SPM são suportadas, apenas e exclusivamente, por este.

Esta versão não é corroborada, como disse, pelos outros dados disponíveis.

Por outro lado,todo este episódio reaviva-nos memórias de como nos anos 90 o Estado comprou uma paz social com os sindicatos, entrecortada por bailinhos anuais da greve por mais uns por cento de aumento, graças às verbas comunitárias e outros apoios.

Bailinho de Jardim e Mário Nogueira

A inauguração da sede do Sindicato dos Professores no Funchal, juntou ontem o improvável num mesmo acto oficial – o presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, e o líder da Fenprof, Mário Nogueira. “Se o problema da dívida existe, e aqui de dimensão agravada, é bom recordar que não é por responsabilidade de quem, honestamente, tem como quotidiano o trabalho”, referiu no discurso o sindicalista, que ao CM frisou não estar ali a fazer campanha pelo PSD madeirense.

Se os dados fornecidos pelo SPM são os verdadeiros (financiamento apenas pelo FEDER e SPM), não se percebe como a inauguração é mantida para o período da campanha eleitoral ou porque, não se querendo mudar a data por ser o Dia Mundial do professor, se aceita que AJJ faça campanha eleitoral nas instalações do SPM e não se tenha permitido a presença de outras personalidades políticas da região não alinhadas com o Governo Regional.

É impressão minha, ou um Jardim maioritário dá imenso jeito para que todos os outros se desresponsabilizem?