Domingo, 2 de Outubro, 2011


The Style Council, The Big Boss Groove

Liberdade para escolher uma escola vai inspirar-se nos EUA e Reino Unido

… estar até às 11 da noite de domingo sem tocar em nada de escola.

Amanhã é das 9 às 5, certamente tudo se poderá resolver durante esse tempo.

Para ter electricidade, por causa dos zés das socas desta merda de País, desencalhei o velho Honda. Os ladrões estão impunes, porque se sentem impunes, qualquer juíz de meia-tijela os liberta. Porque se eu estivesse lá – era preso e pagaria por ter coarctado a liberdade do roubo.


Seja como for, fiquei tão aborrecido que plantei hoje 56 pinheiros mansos; uba!

… à vontade.

… destruindo…

… alguém, cuja honrosa profissão é roubar cobre, se viu necessitado na desactivação de um transformador…

… e, enquanto eu recuperava…

Vieram e queimaram o que quiseram…

… vizinhos que sabem fazer imeeeeennnnssssssa bricólage ao fim de semana e desfrutam imeeeeennnnnsssssoooo do prazer de martelar e berbequinzar e arrastar mobília o fim de semana todo. É que mesmo saindo grande parte dos dias, mal se volta é aquela moínha chata em todos os momentos vazios, quando um tipo quer descansar a cabeça. O pior mesmo é o que eu chamo martelar mariquinhas, feito de muitas marteladinhas que parecem de criança raquítica, em vez de umas marteladas à gajo, pá! Parece que têm medo de acertar com o martelo nos dedos.

Preguem-me lá o rai’sparta dos quadros ou das prateleiras e parem de vez com o passatempo abichanado (sem ofensa para os felinos, claro…) !

Ide vestir a lycra e andar de bicicleta para os montes e vales da serra (raios, isso é pela manhã, quando estão todos a desfilar para jeitosos…).

Disclaimer: não é no meu prédio, é num prédio ao lado, mas aquela treta ecoa, ecoa, ecoa…

Deixem lá o homem fazer negócios… se calhar até tem jeito para a coisa.

Godinho ganha concurso milionário com sucata da CP

Manuel Godinho, principal arguido do processo ‘Face Oculta’, concorreu à aquisição de sucata da CP e ganhou. Mas Governo trava contrato e pede informações sobre o concurso.

Para que não fiquem dúvidas, o que hoje se transcreve no Público sobre este tema corresponde com todo o rigor ao que transmiti à jornalista que fez a peça. Comigo não costumam acontecer aqueles equívocos tão habituais em quem tem uma opinião em privado e outra para publicação.

Aliás, há elementos mais extensos sobre a matéria que em devido tempo divulgarei, ficando aqui apenas por alguns esclarecimentos que fiz sobre algumas das matérias que envolvem a chamada liberdade de escolha.

Recomendo ainda a leitura da peça (extensa demais para caber no meu scanner) porque as declarações dos representantes do sector mais ligado à defesa da privatização da Educação (Rodrigo Queiroz e Mello e Francisco Vieira e Sousa) são assinalavelmente mais moderadas do que é habitual nos apoiantes mais inflamados da dita.

Vou começar pela minha tentativa de explicar estudos tão díspares [sobre os prós e contras da liberdade de escolha].

Antes de mais convém tomar atenção a quem financia e quem faz os estudos. Muito do alinhamento pró e contra dos “balanços” ou “pontos da situação” decorre do modo como quem estuda faz a sua abordagem.

Para além disso, nem sempre se explica devidamente que há cheques-ensino muito diversos entre si, tanto na forma de selecção dos destinatários como em que os atribui (nos EUA há uma forte componente privada – filantrópica, mas não só – na atribuição de apoios a grupos sociais, étnicos, religiosos, específicos), pelo que os resultados nem sempre são facilmente comparáveis.

Em seguida, pelo que recolhi (uma gota de água num enorme oceano de materiais, mesmo se consultei uns 20 livros e outros tantos ou mais relatórios feitos desde 2000), percebe-se que há de tudo, funcionando algumas coisas muito bem, outras menos bem e outras de forma equivalente à oferta tradicional, só que com um conteúdo que se adequa mais ao tipo de famílias e alunos a que se dirige, pelo que há uma maior grau de satisfação, mesmo se os resultados são residualmente melhores.

O que é evidente é que os cheques de ensino direccionados (targeted vouchers) são os mais eficazes, associados a um sistema de sorteio quando existe excesso de candidatos.

O sistema sueco – que na América muita gente gostaria de ver aplicado e que cá é usado como “paradigma” – é aplicado num país com a menor disparidade de rendimentos do mundo de acordo com o quociente GINI e vai a par da quebra de resultados dos alunos no PISA desde 2003 e ninguém se lembra de referir isso. Nem que nos EUA, com ou sem liberdade de escolha, os resultados continuam globalmente abaixo do desejável. E a maioria dos estudos lá são feitos com base nos resultados em exames internos (que são de um tipo muito redutor) e não com base nos estudos internacionais.

(…)

No fundo, acho que a chamada “liberdade de escolha” pode ser colocada em prática, mas da tal forma direccionada e que em matéria de liberalização da iniciativa privada equivalente às charter schools a mesma deveria ser colocada em prática para promover projectos alternativos e não apoiar financeiramente grupos empresariais com ligações antigas ou actuais ao aparato polítio-administrativo do ME(C), como acontece com o grupo GPS.

Foto da Armanda Sousa, ontem, no Porto, próximo da Praça dos Leões (claro!)

Eu acrescentaria apenas que o questionar deve ser plural e não unívoco, pois não é coerente estimular o questionamento só numa direcção.

… antes de escrever, neste caso desdobrado pela banda desenhada (e um período polémico, em termos políticos, do Tintin) e pelo humor, uma influência que nem sempre consigo usar devidamente.

Daqui a bocado já me deve apetecer escrever sobre a necessidade de enquadrar certos valores que parecem bons em si mesmos (liberdade, autonomia) nos contextos em que, ao serem aplicados de forma distraída ou desastrada, acabam por significar, na prática, o seu contrário.

Diário do Minho, 1 de Outubro de 2011

Los profesores que no existen

¿Hay docentes que tengan que impartir este curso asignaturas que no son parte de su especialidad? Esperanza Aguirre: “Eso es una nueva mentira, una falsedad”.

El primer día que entre al laboratorio, Sonia Ures se sincerará con sus nuevos alumnos. “Este curso aprenderé Biología con vosotros”. Ellos ya la conocen. Es la profesora de Educación Física del instituto Gustavo Adolfo Bécquer (Algete), aunque este año le toque pasar tres horas semanales entre probetas impartiendo una asignatura de la que sabe bastante poco. Es diplomada en Educación Infantil y licenciada en Educación Física. A principio de curso se preparó una chuleta para dar la lección que aún no ha tenido que usar. Su clase se ha retrasado una semana. Los titulares de Ciencias Naturales, los de verdad, le están enseñando las nociones básicas. “Han pensado que necesito más preparación”, explica esta mujer menuda de 39 años.

No Expresso de ontem (p. 22):

  • A escola mais pequena do país, sobre a escola do 1º ciclo de Vila Fernando, por Isabel Leiria.

Na Público de hoje (pp. 20-21):

  • Liberdade para escolher uma escola vai inspirar-se nos EUA e Reino Unido, de Clara Viana com comentário de Bárbara Wong sobre as magnet schools.

Police Arrest More Than 700 Protesters on Brooklyn Bridge

A manifestação da CGTP

Juíza que prendeu Isaltino estava só há um mês em Oeiras

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