Prémio monetário de mérito
Categoria: DivulgaçãoO desenvolvimento da cultura de mérito e o aprofundamento do reconhecimento daqueles que pelo seu esforço e competência se destacam deve fazer parte da vivência das nossas escolas. Só assim se torna concretizável um maior envolvimento de interacção entre alunos, que permita o aprofundamento de práticas de solidariedade e de ajuda entre si, de modo a que aqueles que mais se salientam pelo mérito, possam activamente contribuir para o crescimento dos seus pares.
Deve o sistema educativo, centrado no aluno, desenvolver na comunidade escolar o espaço de aprendizagem privilegiado, um espaço social e cultural que contribua para o crescimento saudável dos nossos jovens, instituir a cultura das boas práticas e premiar os melhores, de modo a que o seu exemplo constitua um forte incentivo aos menos motivados ou empenhados.
Por sua vez, o actual estado da nossa economia deve ser aproveitado para criar novas dinâmicas relacionais de partilha entre toda a comunidade educativa, envolvendo cada agente de modo a que sinta a escola como o seu espaço.
Nesse contexto, o Ministério da Educação e Ciência manterá a prática de reconhecimento especial dos alunos dos cursos científico-humanísticos, cursos profissionais e cursos tecnológicos das escolas da rede pública, da rede privada e cooperativa com contratos de associação e das escolas profissionais, que relativamente a cada um dos cursos tenha obtido a melhor classificação final de conclusão do ensino secundário, calculada nos termos do Despacho n.º 20513/2008, publicado na 2.ª série, n.º 150, de 5 de Agosto de 2008.
Contudo, tal atribuição constituirá uma nova prática especialmente vocacionada para o desenvolvimento dos necessários valores de partilha e de solidariedade.
Para a sua efectivação é necessário introduzir alterações ao Despacho n.º 20513/2008.
Assim, determino, no desenvolvimento do disposto na alínea c) do artigo 13.º da Lei n.º30/2002, de 20 de Dezembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro e ainda o disposto no Despacho n.º 17931/2008, de 26 de Junho, o seguinte:
1 – Aos alunos premiados deverá ser entregue um diploma alusivo à distinção concedida, conforme consta no n.º 6 do artigo 2.º do Regulamento de Concessão do Prémio de Mérito publicado no Anexo I.
2 – O valor pecuniário indicado no n.º 1 do artigo identificado no número anterior é, por indicação do ou dos alunos premiados, afecto à aquisição de materiais ou a projectos sociais existentes na escola.
3 – Cabe ao Conselho Pedagógico elencar as diversas necessidades sobre as quais recairão as escolhas dos alunos premiados.
4 – A entrega do montante será efectuada durante o primeiro período lectivo.
28 de Setembro de 2011.
Na DRE Alentejo também se anuncia o mesmo.
Pelo Algarve faz-se o seguinte intróito:
Prémio de Mérito – Alteração ao despacho n.º 20513/2008, de 5 de Agosto
Divulga-se texto do despacho, a aguardar publicação, relativo às alterações ao normativo legal que regula a atribuição do Prémio de Mérito.
Setembro 28, 2011 at 11:16 am
Eis a consagração do disparate. Esse ponto 2…
Lembro-me de, há dois anos, ter sido uma aluna minha a ganhar, com média bem acima dos 19. Andava ansiosa por ver se seria ela a receber (havia muito bons alunos naquele ano), porque a família estava com sérios problemas financeiros e “iria ajudar tanto”!… olha agora, a três dias de receber o dinheirinho que mereceu, por mérito próprio, eu dizer-lhe que teria de escolher a quem o dar, que não a ela…
Setembro 28, 2011 at 11:17 am
Requintes de malvadez…
Setembro 28, 2011 at 11:25 am
Podiam legislar para que fossem os causadores dos buracos orçamentais a pagar os prémios aos aluno e, desta forma, descontava-se na dívida que estes senhores têm com o país.
Ou, poder-se-ia oferecer, a estes alunos alunos, uma visita de estudo a um paraíso fiscal onde estes senhores têm as suas fortunas.
Setembro 28, 2011 at 11:39 am
Nesta alteração do prémio de mérito demontrou todo o seu amadorismo.
Que falta de consideração por quem se esforçou
Setembro 28, 2011 at 11:42 am
Tipico da direita coirta tudo a a torto e a direito.
Setembro 28, 2011 at 11:43 am
Aos pobres dão-se migalhas aos ricos vitualhas.
Setembro 28, 2011 at 12:02 pm
Apoio as propostas da C@neta!
Setembro 28, 2011 at 1:30 pm
Já agora digam ao Mexia e semelhantes que dividam os prémios pelos mais necessitados. Fazia sentido.
Setembro 28, 2011 at 1:34 pm
#8
Está bem visto.
Será que este ano vão continuar a existir prémios para os gestores das empresas públicas, ou será que o governo já se encheu de vergonha?
Setembro 28, 2011 at 2:21 pm
“O salário médio no nosso país ronda os 900 euros. Mas há portugueses que conseguem ganhar bem mais com esta crise.”
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/salarios-milionarios-politicos-ordenados-gestores-agencia-financeira/1284296-1730.html
Setembro 28, 2011 at 2:24 pm
É INDECENTE! Quer dizer, um aluno anda 3 anos a esforçar-se, era de esperar que ao fim de tanto trabalho, este fosse ou menos reconhecido…Agora, a dias da entrega do tal Prémio, é dito que afinal não o há! Melhor, há, mas para a escola! A escola recebe dinheiro pelo mérito de um dos seus alunos, para depois o utilizar em material que este mesmo aluno nunca utilizará, uma vez que já terminou o Secundário. O esforço de uns vai dar material novo a outros. E mais uma vez Portugal, quem se esforça e quem trabalha é vez “espezinhado”.
Setembro 28, 2011 at 2:41 pm
in MACHINA SPECULATRIX
A poucos dias de serem entregues prémios de mérito a alunos do secundário, o ministro que antes de o ser tanto encheu a boca com a promoção do mérito… mandou anular a entrega da pecúnia. Assim se ensinam os adolescentes de uma verdade corrente hoje em dia: a palavra dos adultos não vale um centavo. Talvez a ver se saía airosamente desse acto de deseducação pública, Crato manda dizer que as escolas disporão desse dinheiro para apoiar famílias carenciadas, num suposto incentivo à solidariedade. Não vão as alunas e alunos que ficaram a ver o prémio por um canudo esquecer-se do assunto, serão eles a destinar o dinheiro.
Há aqui, desde logo, algo bizarro. A solidariedade tem razões. O dinheiro que se gasta em solidariedade é destinado por análise das condições e das circunstâncias. Nisso a solidariedade é diferente da esmola, que depende apenas do arbítrio de quem dá. Na solidariedade com razões, o destino do apoio não é decidido arbitrariamente, ao gosto de quem quer que seja. Ser uma pessoa a destinar um apoio, só porque “aliviaram” essa pessoa de um prémio que tinha conquistado, é irracional, introduzindo na suposta solidariedade um vector que lhe seria, normalmente, alheio. O estudante que ficou sem o prémio pecuniário ganhou um pequeno poder, decidir de um apoio “solidário” que não devia estar sujeito a impulsos esmolares.
Mas há, nesta história, uma lição suplementar: para dar à solidariedade, tira-se ao mérito. Um ministro da educação que ensina aos nossos jovens que solidariedade e mérito puxam a corda para lados opostos… é um verdadeiro ministro da má educação.
Setembro 28, 2011 at 3:08 pm
Por regra, não concordo com prémios pecuniários para o mérito.
A investigação abundante na área da gestão de operações em serviços prova que raramente são desse tipo os prémios que mais satisfazem e motivam os trabalhadores.
Tratando-se de alunos, cujo mérito está quase sempre relacionado com a condição familiar e com a frequência de explicações fora da escola, sobretudo os do ensino secundário, um prémio pecuniário é duplamente perverso.
Foi correcta, portanto, a decisão de o suspender.
O anúncio da decisão de suspensão foi tardio?
Foi. Mas, vale mais tarde do que nunca.
Devia ter-se deixado avançar, neste ano lectivo, com esses prémios?
Não. Tal como defendi relativamente à suspensão da ADD, nunca se está fora de tempo para emendar um erro.
Setembro 28, 2011 at 3:30 pm
.
E se um aluno escolhesse entregar o prémio a si próprio, justificando que também ele tem dificuldades?
.
Setembro 28, 2011 at 3:32 pm
Este prémio ,faz lembrar aqueles papás que habituam os meninos a receber guito por terem boas notas.
Muito bom -50 euros
Bom-20 euros
EM VEZ DE :
Nega – um “cheirinho”,vulgo pão nos coiratos.
Setembro 28, 2011 at 3:42 pm
O fim de um prémio que nunca deveria ter sido instituido!!!
O melhor mérito que um aluno pode ter é conseguir as melhores notas nos exames!!!
Só pecou por tardiamente se terem aprecebido do disparate…
Pena que tivessem estragado as festanças de uns tantos “monos” que não vão ter os tais 5 minutos de fama nos média… apesar de o “pai dos pais” e o presidente do “conselho dos totós” já andarem a falar em “expectativas defraudadas”…pois certamente que já tinham os convites amanhados e agora há que os deitar fora!!!
Setembro 28, 2011 at 3:45 pm
#13 e #16
sem dúvida!
contesto é o timing…nas véspera de o receber?
ora bolas!
Setembro 28, 2011 at 3:47 pm
Mas Palladium, acabou o dinheiro, não acabou a festa, que se deve celebrar condignamente, segundo apelo que consta do ofício circular.
Setembro 28, 2011 at 4:07 pm
O tt defende então o quê?O pagamento em géneros ou certificados de boa conduta?
A nossa sociedade não vive na base de trocas e dinheiro? Então é melhor prepará-los desde já para o que realmente conta e deixarmo-nos de meias tintas..
Setembro 28, 2011 at 4:29 pm
#19,
Não, caríssim@,
O que defendo, é que os prémios sejam, por exemplo, a possibilidade de escolha directa do estabelecimento/ curso que o pretende frequentar no ano seguinte; a possibilidade de escolha da turma, etc, etc…
Setembro 28, 2011 at 4:29 pm
A expressão “escola centrada no aluno” é odiada pelo Nuno Crato, ou melhor, era. Parece que o agora ministro se rendeu ao romantismo como algumas das suas lanternas idiológicas. Eu gostava era de o ver a assumir essa cambalhota.
Setembro 28, 2011 at 4:32 pm
Lérias pá!
Os putos devem saber que as relações pessoais são uma ponte para as profissionais e que essas são que contam, tudo o mais é filosofia barata.
Setembro 28, 2011 at 4:55 pm
O prémio podia ser uma entrada directa para medicina, em universidade à escolha, sem frequentar o ensino recorrente.
Setembro 28, 2011 at 4:57 pm
Olhem façam como o Durão Barroso manda:
Numa formulação retórica pouco habitual, o presidente da Comissão Europeia apelou hoje ao amor incondicional pela Europa. No fim do debate sobre o estado da União, que decorreu em Estrasburgo, Durão Barroso pediu aos europeus para se declararem à sua Europa: “Digam ‘amo-te'”.
“Alguns de vós disseram ‘sim, mas…’. Por favor, entre pró-europeus, não digam o ‘mas’. Digam apenas ‘sim’. Aos vossos mais queridos, à vossa mulher, à vossa namorada ou ao vosso marido ou namorado, [vocês] não dizem ‘Eu amo-te, mas…’. Vocês dizem: ‘Eu amo-te, eu apoio-te e precisamos do vosso apoio para uma Europa mais forte”, disse hoje Durão Barroso, numa declaração diferente do que é habitual no debate europeu.
COMPREENDIDO??? C’EST ÇA!!! E MAINADA!!!!
😀 😀 😀 😀
Setembro 28, 2011 at 5:41 pm
Esta medida de cariz anti-elitista, vinda de um governo neo-liberal é bem o espelho de um país sem rumo.
O ME é um conclave de seitas e feudos sem qualquer matriz ideológica e sem sentido ético do bem comum.
Estamos entregues aos merceeiros da Troika e a política foi metida na gaveta.
Setembro 28, 2011 at 5:43 pm
Vamos extrair do texto os argumentos que foram, pelas chefias e dirigentes deste país considerados válidos e, com base neles, e pela mesma ordem de razões, extrapolar o contributo social muito para além da escola:
Nota: As necessárias adaptações serão destacadas em maiúsculas (mantendo o original dentro de parêntesis):
ASSIM DETERMINARIA O DOCUMENTO:
“…Por sua vez, o actual estado da nossa economia deve ser aproveitado para criar novas dinâmicas relacionais de partilha entre toda a (comunidade educativa) SOCIEDADE, envolvendo cada agente de modo a que sinta (a escola) O PAÍS como o seu espaço.
Nesse contexto, o (Ministério da Educação e Ciência) CORPO DE QUADROS DIRIGENTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ORGÃOS DE DE CISÃO POLÍTICA/ EMPRESAS PÚBLICAS/ PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS/ INSTITUTOS/ FUNDAÇÕES/ ASSOCIAÇÕES/… – AOS NÍVEIS CENTRAL, REGIONAL E LOCAL manterá a prática de reconhecimento especial dos (alunos dos …), SEUS PROFISSIONAIS (…)
Contudo, tal atribuição constituirá uma nova prática especialmente vocacionada para o desenvolvimento dos necessários valores de partilha e de solidariedade.
…
Assim, determino, no desenvolvimento do disposto NUMA QUALQUER FUNDAMENTAÇÃO (COMO FOI VÁLIDO PARA REDUZIREM VENCIMENTOS NA FUNÇÃO PÚBLICA/ ROUBAREM TEMPO DE SERVIÇO/ASSALTAREM O SUBSÍDIO DE NATAL/… ETC, QUE CRIATIVIDADE NÃO FALTA), o seguinte:
1 – Aos (alunos premiados) QUADROS ANTERIORMENTE MENCIONADOS deverá ser entregue um diploma alusivo à distinção concedida, (…)
2 – O valor pecuniário RESULTANTES DE TODOS OS ABONOS COM DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO, SUBSÍDIOS DE DESLOCAÇÃO, ALOJAMENTO, BONIFICAÇÕES… TELECOMUNICAÇÕES, ACUMULAÇÕES E SUBVENÇÕES VARIADAS… QUE, ACUMULAM AOS VENCIMENTOS AUFERIDOS é, por indicação do ou dos (alunos premiados) QUADROS SUPRACITADOS, afecto à aquisição de materiais ou a projectos sociais existentes (na escola) NO PAÍS… ”
Mas estes valores de “partilha e de solidariedade”, não querem (nem aplicam) para eles… está quietinho!
Esta gente não tem pinga de vergonha na cara!
Setembro 28, 2011 at 6:13 pm
O que os alunos deveriam TODOS fazer era não comparecerem na cerimónia de entrega dos diplomas.
Isso, sim, seria uma medida justa!!!!!
Setembro 28, 2011 at 6:15 pm
É como no recibo de vencimento. Recebemos mas, por indicação do próprio, há uma percentagem que reverte, obrigatoriamente, para o pagamento da dívida. Muito social-demoCrato este conceito de caridade compulsiva.
Setembro 28, 2011 at 6:21 pm
TOMAI E COME…. ESTE É O MEU GOVERNO…
http://bulimunda.wordpress.com/2011/09/28/singela-homenagem-aos-cem-dias-do-governo-salo-ou-120-dias-de-sodoma-de-pier-paolo-pasolini/
Setembro 28, 2011 at 6:54 pm
OLHA EX0PEUKLSARAM O FUCILLE..COITADO…DEVE SER O ORELHAS QUE FEZ CONLUIO COM A MÁFIA RUSSA…
Setembro 28, 2011 at 10:40 pm
Esta decisão e estas prosas das DREs não têm comentários possíveis.
É absolutamente contra toda a lógica, bom senso, justiça, o que quiserem, dar um prémio a alguém e obrigar o premiado a abdicar dele em prol de outrém.
A solidariedade e a caridade não são obrigações legais. Os impostos é que são.
Se fosse aos alunos que receberam o prémio, renunciava a ele.
Caramba, que falta de vergonha no corpinho todo. Roubar os profes, enfim, mas roubar os miúdos??
(Sou contra o prémio; mas ele existe. Impor que quem o ganhou, o entregue, chama-se roubar.)
Setembro 29, 2011 at 1:06 am
Isto é como se fosse o atleta que está no podio para receber a medalha de ouro e quem lha vai entregar diz-lhe que afinal ele ganhou mas é melhor escolher outro para a receber…nem que seja o que ficou em ultimo lugar…não concordo com o prémio…mas isso é outra coisa…querer impôr solidadriedade à força…esta não lembra a ninguém…