“Ofereci 500 mil contos pelo Pinto da Costa”

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Como investidor e adepto do Benfica, está satisfeito com o que tem visto este ano?
O Benfica é o que mexe mais comigo. O que eu sei é que aquilo é uma máquina muito complicada. Mas é o único desporto internacional que consegue comprar jogadores. Há dinheiro para tudo. Eu quero que o Benfica ganhe. Eu não domino se aquele jogador é melhor que o outro. Se formos sempre nós a ganhar eu não me importo.

Tem o sonho de alguma vez vir a ser presidente do Benfica?
Nunca quis. Mesmo quando eu fiz a OPA, eu não queria. Aquilo é uma escravatura que não faz ideia. Não há tempo para a família, não há tempo para nada. É preciso um talento especial para aquilo. O melhor é o Pinto da Costa.

Como pode dizer isso, sendo benfiquista?
Quando aqui há uns anos eu tinha o Record, eu ofereci-lhe 500 mil contos pelo passe dele, para um contrato a cinco anos. Era a única maneira de “lixar” o Porto. Ofereci. Se se compram passes de jogadores, de treinadores, porque é que não se há de fazer o mesmo com presidentes? Ele vinha para o Benfica e depois logo se via o que se fazia com ele. Os jogadores também não estão sempre em campo. Ele sabe disso. Ele fala sempre nisso.