Terça-feira, 27 de Setembro, 2011


Björk, Crystalline

Agradecendo à Maria Viana o envio de todo o artigo digitalizado, de que aqui reproduzo agora apenas as duas primeiras páginas, por causa dos direitos e tal.

Time, 3 de Outubro de 2011 (data de capa)

Então, aqui vai. Diz a fenprof que

entregou queixa na  Procuradoria Geral da República

Hehe, e aqui acabou-se a fenprof. Porque sabe e não diz que o tipo que procura a República poderá ser (digo alegadamente)  um (m/f/i) dos da seita do zé das socas, o filosofeiro barato que alimentou a tesousa e o tosão.

Disse e acho piada dos idiotas que se consideram eternos idiotas.  Ainda assim – preocupo-me, aquilo do sahahara (desculpem) ocidental, uma bandeira da educação em Portugal, sumiu-se; deve ser do browser central…

Ordem das Finanças ameaça paralisar serviços

A Direcção-Geral do Orçamento (DGO) proibiu todos os organismos da Administração Pública e as empresas públicas de assumirem qualquer despesa se não tiverem dinheiro disponível e reservado para o efeito (cabimentos).

A ordem emitida numa circular, no dia 10 de Setembro, é acompanhada de um aviso: quem não cumprir sofrerá sanções políticas (se for o caso), disciplinares, financeiras, civis e criminais. Esta «responsabilidade pela execução orçamental» será, segundo o documento, aplicada tanto aos titulares de cargos políticos como aos próprios funcionários.

… aplicada de forma selectiva. Eu, por exemplo, desmobilizaria muita gente.

Professores protestam em roupa interior

Dezenas de milhares de vagas foram eliminadas desde 2007 e mais 14 mil deverão ser cortadas em 2012.

Por cá também aconteceu.

Partenariat public-privé pour la grève

Les professeurs, même issus de l’enseignement catholique, sont dans la rue aujourd’hui pour dénoncer les coupes claires.

Nem sei bem como comentar…

De: ***** ***** (DRELVT) [mailto:********.*******@drelvt.min-edu.pt]
Enviada: terça-feira, 27 de Setembro de 2011 13:53
Cc: ************ (DRELVT – DSAPOE)
Assunto: Dia dos diplomas – prémio de mérito

Exmo(a) Sr.(a) Diretor(a)

De acordo com orientações superiores, “este ano não será atribuído o prémio monetário de 500 euros a cada aluno de mérito no dia da entrega dos respectivos diplomas, dia 30 de Setembro.

Contudo, diversas escolas, manifestaram a sua preocupação relativamente aos valores em causa, pois estes encontram-se já à sua disposição. Nesse contexto, solicitam orientação sobre o encaminhamento a dar aos respectivos valores.

Considerando o momento que atravessamos no que se refere à necessidade de uma boa gestão dos dinheiros públicos e na sua racional aplicação, nomeadamente, no apoio aos mais desfavorecidos, determina-se que os valores em causa, desde que já requisitados pelas escolas, possam ser afectados a situações de apoio aos alunos e às famílias mais carenciadas da respectiva comunidade educativa, de preferência em acções, projectos ou aquisição de materiais no interior de cada escola, sendo essa afectação da responsabilidade do aluno de mérito a quem caberia receber o respectivo valor. À escola caberá, elencar as diferentes opções de aplicabilidade do valor em causa, tomando em conta o constante nesta informação”.

Com os melhores cumprimentos

O Director Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo

José Alberto Moreira Duarte

Ai!, saudade.

Era logo anti-pedagógico e anti-democrático, não se sabe se respectivamente.

E o Seguro, o tal que  nunca piou com o zé das socas, e ainda hoje desdiz o holocausto, até pulava!…

Pode acreditar-se no “estado” enquanto nenhum político for definitivamente encarcerado?

obs.: tirando o actual putsh envergonhado.

… a dificuldade que existe em conseguir-se dizer honestamente mal das ideias e práticas de alguém, na sua presença, para um activo e estimulante contraditório.

O pessoal anda tão sensível que não aguenta, tão irascível que disparata tudo e mais alguma coisa ou tão medicado que nem percebe.

Acreditem que já tentei e comprovei as três situações há muito. Agora, é apenas mais prazer que o zeitgeist surripiou a uma selecta elite viperina que tem dificuldades em manter conversas fofinhas e enjoativas de tão cómodas.

O secretário de Estado adiantou que a fundação tem uma dívida de, pelo menos, 65 milhões de euros (pode ascender aos 72 milhões), que deverá ser coberta recorrendo ao Orçamento do Estado

Adoro pagar pelos CRIMES dos outros, sou assim português!

Como vai a avaliação da docência?

Não vai: está (mentalmente) parada. Ciclicamente regressa-se ao mesmo ponto de partida, porque as sucessivas propostas aprovadas são (tal como a terra) redondas. Parece que venceu o cansaço e só se procuraram soluções de remedeio para que todos os intervenientes nas negociações encontrassem uma saída honrosa.

É a verdade e é pena. Já aqui dissemos que a avaliação de um professor não pode servir apenas para filtragem na progressão da carreira e controle orçamental. Bem pelo contrário: A avaliação de um professor é uma actividade que se projecta no futuro. Conhecidos que forem os resultados da avaliação, tudo, ou quase tudo está por fazer. É com base nos dados recolhidos pelo avaliador e pelo avaliado que se traçam as grandes linhas de actuação que estão para vir. Ou seja, as actividades de melhoramento ou de alteração do desempenho do professor começam precisamente aí. Por isso mesmo, o resultado da avaliação deve ser encarado como um dado de presságio que, em contínua espiral de desenvolvimento, deve acompanhar toda a carreira do professor, adaptando-se às necessidades pressentidas em cada um dos diferentes estádios profissionais que ele atravessa.

O processo de avaliação, assim entendido, terá que merecer uma aceitação indiscutível por parte de avaliadores e de avaliados e não pode estar sujeito a hipocrisias burocrático administrativas. Até porque o professor, em determinadas situações avaliador de si próprio, deve contribuir para que progressivamente sinta que é dispensável a ajuda externa dos seus supervisores, já que a avaliação deve encaminhá-lo para estádios de mestria, e para progressivos níveis de excelência, conferidos pelo auto-controle e pela auto-formação. Nestes contextos a classificação pode até ser um prescindível elemento da avaliação… Daí que se diga que o principal objectivo do supervisor é… tornar-se dispensável.
Em Portugal continuamos a viver momentos de pura cegueira sobre esta matéria. Há quem entenda que a implementação séria de um modelo de avaliação dos professores é, prioritariamente, tarefa administrativa, resultando apenas de progressivos consensos gerados à mesa de negociações.

E, de todo, não o é! Pelas implicações pessoais e profissionais que pode provocar, um modelo de avaliação de professores é coisa muitíssimo mais séria… Tem que contemplar a soma das actividades em que ele se desdobra e em que se envolve. Logo, deve apreciar o professor enquanto profissional, mas também como pessoa, como membro de uma comunidade, como técnico qualificado na arte de ensinar e como especialista das matérias que ensina. Portanto, requer a intervenção, desde logo dele próprio, mas também de outros agentes que sobre ele se pronunciam. E todos esses intervenientes do processo avaliativo, para que consigam alcançar o exercício pleno da sua missão, carecem de uma formação específica e especializada em supervisão e em observação de actos pedagógicos.

Na sociedade do conhecimento e da informação, requer-se também a montagem de uma rede de comunicações, em que a vídeo gravação e a observação à distância tenham lugar de destaque. Como tal, deve-se promover o recurso à hetero-observação, à autoscopia, à vídeo-conferência e à circulação de portefólios digitais, enquanto recursos, meios e produtos indispensáveis ao desenvolvimento de docentes que, diariamente, lidam com jovens da geração do facebook.
Um sistema destes também requer tempo para ser testado e validado, antes de ser generalizado. Impõe uma escolha criteriosa das escolas que irão constituir a amostra, bem como dos instrumentos e dos agentes que vão avaliar esse pré-teste. Obriga a uma escolha prudente dos futuros avaliadores, após se ter procedido ao estabelecimento de um perfil desses supervisores. Impõe a rápida formação dos professores e dos seus avaliadores… Isto é, a implementação de um tal sistema requer tempo e a afectação generosa de recursos humanos e financeiros.

Não me parece ser este o caminho escolhido pela tutela. Esta esteve mais apostada em proceder a uma rápida negociação que promova o silenciamento das vozes mais críticas, mesmo que isso resulte em mais um remendo administrativo, ou a uma reforma semântica, de um sistema de avaliação burocrático, que até hoje apenas provou que nada vale, e que apenas serve o controlo de custos na educação.

À mesa das negociações traçaram-se cenários que tão só procuraram de uma solução política que ultrapassasse o quadro de guerrilha que se apoderou das nossas escolas. Mas, reconheça-se que, nessa fotografia onde ninguém quis ficar mal, realça um cenário que nada tem a ver com as merecidas vitórias por que tanto e tão dignamente lutaram os professores portugueses.

João Ruivo
(ruivo@rvj.pt)

Lisboa, 27 set (Lusa) — O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações garantiu hoje que “o Estado intervirá” na ponte da Foz do Dão, no IP3, se houver “algum problema”, referindo que o anterior Governo estava a par da situação.

Cruzes!, eu votei neste IDIOTA?

A Optimus muda para Otimus?

… para os gabinetes de consultadoria e de estudos embolsarem uns milhões em estudos e assessorias na sequência da mudança de planos.

Governo vai criar duas linhas ferroviárias rápidas entre Portugal e Espanha

Aguarda-se agora a transformação da 3ª ponte sobre o Tejo em duas mini-pontes (Lisboa-Ilha do Rato, Ilha do Rato-Barreiro) e do aeroporto previsto para Alcochete num conjunto de pistas para descolagem e aterragem de aviões de passageiros.

“Ofereci 500 mil contos pelo Pinto da Costa”

(…)

Como investidor e adepto do Benfica, está satisfeito com o que tem visto este ano?
O Benfica é o que mexe mais comigo. O que eu sei é que aquilo é uma máquina muito complicada. Mas é o único desporto internacional que consegue comprar jogadores. Há dinheiro para tudo. Eu quero que o Benfica ganhe. Eu não domino se aquele jogador é melhor que o outro. Se formos sempre nós a ganhar eu não me importo.

Tem o sonho de alguma vez vir a ser presidente do Benfica?
Nunca quis. Mesmo quando eu fiz a OPA, eu não queria. Aquilo é uma escravatura que não faz ideia. Não há tempo para a família, não há tempo para nada. É preciso um talento especial para aquilo. O melhor é o Pinto da Costa.

Como pode dizer isso, sendo benfiquista?
Quando aqui há uns anos eu tinha o Record, eu ofereci-lhe 500 mil contos pelo passe dele, para um contrato a cinco anos. Era a única maneira de “lixar” o Porto. Ofereci. Se se compram passes de jogadores, de treinadores, porque é que não se há de fazer o mesmo com presidentes? Ele vinha para o Benfica e depois logo se via o que se fazia com ele. Os jogadores também não estão sempre em campo. Ele sabe disso. Ele fala sempre nisso.

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