Segunda-feira, 26 de Setembro, 2011


Fuck Buttons, The Lisbon Maru

Inspiração, via FB, colhida no Manuel Sanches.

Nunca o fizeram, nem sequer nos dias mais negros, contra quem diziam ser inimiga(o) figadal de forma personalizada e direccionada.

Mas fazem-no agora, pela segunda vez, contra um representante de nada nas suas próprias palavras.

Podiam ter razões mais construtivas e criativas para criarem hate-blogs.

Mas as minhas costas são largas e a paciência imensa para os ressabiados.

Foi a expressão que a minha petiza usou para me qualificar quando, antes mesmo de dormir, me perguntou quantos anjos ainda eu iria ser professor e eu respondi que uns vinte.

Pelo menos para os três primeiros temas, salvo imprevisto de última hora. A moderação interventiva será minha nos três casos. Daqui por uns dias já deve existir material gráfico

  • Liberdade e Educação (7 de Outubro, 18.30 com Ana Drago, Francisco Vieira e Sousa e Helena Matos)
  • Igualdade e Educação (14 de Outubro, 18.30 com José David Justino, José Manuel Fernandes e Paulo Prudêncio)
  • Equidade e Educação (21 de Outubro, 18.30, com Miguel Reis, Miguel Tiago e Ricardo Silva)

Queixarem-se que isto fique no spam. Consta que isto é professor e não do básico ou secundário.

Testemunho chegado por mail com a devida identificação de quem remeteu:

Paulo,

Vive-se um verdadeiro “lamaçal” nas escolas. Como é possível uma escola ter mandado professores a DACL e agora serem lá colocados outros DACL´s? Estou a falar do meu agrupamento, onde o diretor mandou 2 professoras do 1º CEB a DACL, e agora vejo que hoje foi colocada lá…também uma DACL para uma vaga que existia…ainda continuam a faltar professores…mas as colegas que eram do quadro de escola, entretanto movidas para quadro de agrupamento, foram à vida…Isto está a bandalheira! Principalmente porque era do conhecimento de todos o “amor” do diretor pelas pessoas em questão…Querem dar mais autonomia na escolha dos docentes? Pelo amor de Deus…hoje eles, amanhã nós!!! Haja transparência! Uma das colegas é sindicalizada, mas ninguém faz nada…

Cumprimentos.

R.

Há algum tempo atrás dei apoio a uma reclamação e depois recurso hierárquico para a respectiva DRE que protestava quanto a uma situação equivalente.

A Direcção alegou o desconhecimento, à data da elaboração dos horários, do número exacto de turmas que iriam abrir no ano lectivo seguinte (o que era corrente, no agrupamento em causa, ser falso) e a DRE fez por engolir e considerou improcedente o recurso.

Recebi, por exemplo, dois relatórios distintos sobre o mesmo aluno, assinados em parte pelas mesmas pessoas, entre as quais uma técnica especializada, a dizer exactamente o contrário um do outro sobre a sua maturidade cognitiva. Deve ter sido um salto quântico intelectual em três meses. Ou então… outra coisa…

Se os modelos que por aí têm andado de ADD detectam isto?

Não. E se detectarem, de nada serve. Com sorte é apenas uma cruzinha fora da linha, se tiverem coragem para isso.

8 horas com intervalinho para o almoço: 1 hora de apoio a alunos com NEE, 5 horas com turmas PCA e 2 com uma turma regular.

Podem dizer-me que trabalhar numa fábrica ou repartição pode ser mais desgastante e tal. Até pode ser que em termos de esforço físico (fábrica) ou tédio (repartição) há alternativas piores, mas em termos mentais, de desgaste psicológico, de gestão de interacções com (e conflitos entre) ainda crianças, quase jovens e mesmo jovens, duvido que existam ocupações mais desgastantes, quando as levamos minimamente a sério e não como intervalo entre os intervalos.

Há quem faça psicodrama (conceito vencedor da psicoterapia que se deve a Levy Moreno e não ao Ramiro Marques), há quem acabe com atestado.

Os outros, aguentam-se e ainda lhes dizem que devem ficar caladinhos porque têm emprego.

Provando-se que mais de meia dúzia de pessoas podem colaborar numa obra sem praticamente se encontrarem, dos escrevinhadores ao coordenador, passando pelo ilustrador, fotógrafa e ilustrador.

Antes de mais os meus agradecimentos ao Rui Loureiro pela ideia da reedição renovada e ao Centro Ciência Viva de Lagos pela sua concretização.

A parte dos telefonemas anónimos. Já os houve de vários feitos, em diferentes momentos e com finalidades assim ou assado.

Nas férias acalmaram, deve ter sido do calor. Voltaram agora. Acho que andam a falhar na direcção, no alvo, nos objectivos. Até porque são atarantados. Falta de calo. Percebe-se logo quem não é.

Resta saber porque disfarçam ou desligam numas alturas e não em outras. Dependendo de quem atende. E o horário é, no mínimo, curioso. Gente informada.

Para que conste: seja em termos políticos, profissionais ou pessoais, com a Verdade sempre me aguentei, por complicada que seja, com a Mentira sempre confiei no tempo para que a demonstração aconteça.

A falta de acusações sobre jantares anti-sindicais. Será que a mensagem fez o trajecto certo, passando por todas as estações e apeadeiros até chegar ao destino?

A sério. E digo mais: há quem deveria estar de baixa permanente que fazia melhor aos alunos do que estar a trabalhar sem condições.

70 mil atestados passados em 4 meses a professores

(…)

Entre outubro de 2010 e janeiro deste ano foram passados 70 031 atestados a professores, o equivalente a 514 mil dias de baixa.
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Dá um pouco mais de 7 dias de baixa por cada atestado. Como doença parece-me pouco preocupante. Seria interessante conhecer os pretextos e quantos professores recorreram a atestados porque não foram 70.000. O mais certo é ter muitos professores que renovaram mensalmente atestados devido a doenças prolongadas, por não lhes ter sido concedida redução da componente lectiva.
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Já agora, vamos voltar a estas habilidezas de spin?
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Igualmente interessante: para quando um estudo sobre a maravilhosa ausência de faltas por parte de quem tem por missão validar as faltas alheias (e as próprias)?

Assim como os pénáltes sobre o Jardel..

Nunca, em 100 dias, um Governo imprimiu um ritmo reformista tão intenso

O Miguel Relvas é um Pedro Silva Pereira muito mais divertido-

133ª Emissão – Semana de 19 a 25 de Setembro de 2011

O Correio da Manhã traz hoje uma peça sobre o assunto. Uma ideia teoricamente boa ficou atraiçoada pela forma apressada, atabalhoada e trambiqueira como a equipa de MLR tentou implementá-la à força.

A minha percepção é que a sua forçada centralidade foi progressivamente diminuindo, devido à necessidade de ocupar a CNL com outras ocupações (nomeadamente a própria avaliação, o PAM, as actividades ligadas aos novos programas de Português), assim como com a aposentação de muitos colegas que tinham maiores reduções da componente lectiva.

Aliás, acho que as substituições ganhariam em ser, elas próprias, substituídas por um sistema de espaços temáticos (clubes, oficinas, etc) a funcionar de forma eficaz, para onde os alunos poderiam ir conforme os seus gostos, obtendo créditos pela sua participação voluntária, tanto em momentos de falta de docentes como nos seus tempos livres.

E nas vossas escolas, como tem evoluído o sistema das substituições?


Morrer de pé.

A petiza cada vez me despacha as encomendas com o ar de quem está a achar que eu estou a explorar trabalho infantil

Quem está superiormente autorizado a errar?

Fiquemo-nos pela ignorância. Foi psicodrama.

Correio da Manhã – Quais as conclusões da reunião de hoje [ontem] com o Ministério?

Adalmiro Fonseca – Explicaram como é que funciona a aplicação. É muito difícil entender todo o processo de selecção. Os professores, tal como nós, talvez nem desconfiem o funcionamento da aplicação. Como sempre foram colocados, acham que estão a ser prejudicados. Têm todo o direito de protestar.

– Houve problemas?

– Garantiram que não. A aplicação, disse o director-geral dos recursos humanos, funcionou como sempre.

O Dabliu Bush ficou com a fama, mas muita gente goza o proveito.