É uma herança pesada, porque representa uma espécie de espírito que cultiva a fast lane como forma de atingir os objectivos com um mínimo de esforço, elevando o truque chico-esperto ao estatuto de inteligência.

Surgiu de novo a polémica em torno do acesso a Medicina por alunos que, via ensino recorrente, conseguem elevar artificialmente as suas médias, não fazendo os exames nacionais e usando apenas as classificações internas.

Na peça do Expresso de ontem recorda-se a polémica de 2003 que levou David Justino a alterar a lei em 2004. E como em 2006, o primeiro governo de Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues recuperaram a lei que permite a habilideza. O espírito Novas Oportunidades em todo o seu esplendor que a dupla Lemos-Capucha elevou a política de sucesso quantitativo, inclusivamente com pretensões de moralização igualitária.

Não é verdade. É apenas chico-espertismo. Como entregar trabalhos em papel do gabinete governamental e obter certificações ao domingo.

Sobre o assunto, ler no Atenta Inquietude:

O ACESSO AO ENSINO SUPERIOR E OS EXAMES DO SECUNDÁRIO. O grande equívoco