Domingo, 25 de Setembro, 2011


George Michael, Shoot the Dog

porque é que temos que fazer de alvo. Enquanto professores e, mormente, como cidadãos. Um dia destes aborreço-me sem volta, os sociólogos e psiquiatras que não frequento que me discutam.

Ainda não percebi para que serve uma vida que é impedida de melhorar. Se fosse por não ir à missa, compreenderia. Se fosse por não pertencer ao partido, compreenderia. Se fosse por ser um mau professor ou cidadão, compreenderia.

Não minto, não roubo, não invejo. Tenho que pedir desculpa?

Presumo que haja quotas para tudo – e isso não aceito.

Não tinha lido a notícia, pois foi no período que andei por fora, mas cheguei lá através de um post do Paulo. Então não é que os senhores directores – ou quem os representa – mal se reuniram com o secretário de Estado meteram logo a cauda entre o que sabemos e alijaram culpas para os mexilhões?

À saída do encontro, convocado de urgência, o presidente da associação, Adalmiro Botelho da Fonseca, manifestou-se convicto de que a lei foi cumprida.
“Analisámos todo o processo e ficou tudo esclarecido”, disse o dirigente, justificando: “Terão havido alguns equívocos na interpretação da lei, mas os normativos foram cumpridos” pelas escolas e pela Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação.
Os equívocos, prosseguiu, “foram da leitura da lei de quem concorreu e se sentiu lesado”.
Aldamiro Fonseca considerou que os professores “provavelmente não leram os normativos com a atenção devida”.

Pessoalmente sempre achei que algumas interpretações da nota da DGRHE estavam erradas mas a verdade é que quem começou logo  a fazer mais alarido foram os próprios senhores directores e agora atiram as culpas para os outros, depois do MEC lhes ter dado um correctivo público?

Sim, senhores, belos exemplos de liderança e mobilização!

Reproduzido com autorização do autor, tendo eu respondido que deverá fazer recurso hierárquico, nos moldes previstos no CPA:

Eu, Rui Ferreira licenciatura Engenharia Electrotécnica confere uma habilitação Própria para a docência (Decreto-Lei nº35/2007), venho pela presente via obter informações sobre o seguinte:

No passado ano lectivo 2010/2011 estando a exercer funções na Escola Secundária 3EB Dr. Jorge Correia Tavira com um contrato a termo certo até 31 de Agosto de 2011 (Decreto-Lei n.º 218/98 de 17 de Julho), será que me confere o direito a uma indemnização, por danos patrimoniais e não patrimoniais, nos termos da lei. Lei n.º 59/2008 de 11 de Setembro?

Contudo entreguei no passado mês um requerimento à escola a solicitar o direito a uma indemnização, no entanto ainda não obtive qualquer resposta! Quanto tempo tem a escola para responder a um requerimento? O que devo fazer, uma vez que ainda não obtive resposta?

Atentamente

Rui Ferreira

De muita coisa, está longe de ser algo monolítico. A liberdade de escolha tem muitas variantes… não se fica pela enunciação vaga:

  • Universal Voucher Programs
    All children are eligible. Example: Sweden.
  • Means-Tested Voucher Programs
    Children from families below a defined income level are eligible. Examples: Milwaukee, Cleveland, Washington, D.C., Louisiana.
  • Failing Schools, Failing Students Voucher Programs
    Children who are performing poorly in public school or who are attending failing public schools are eligible. Example: Ohio.
  • Special Needs Voucher Programs
    Children identified as having special educational needs or who have Individualized Education Plans (IEPs) are eligible. Examples: Ohio, Florida, Utah, Georgia, Oklahoma, and Louisiana.
  • Pre-Kindergarten Voucher Programs
    Children in pre-kindergarten programs are eligible. Example: Florida.
  • Town Tuitioning Programs
    Children who live in towns that do not operate public schools at their grade levels are eligible. In a few cases the town picks the schools to which its students will be tuitioned, but usually the choice of the school is left to parents. Examples: Maine and Vermont.

Aqui.

O ponto da situação da chamada liberdade de escolha em Educação. Muitas ligações que permitem a recolha de imensa informação, o que é essencial para formar uma opinião fundamentada.

Choice Options State by State

Are We Short-Changing our Future? The Economic Imperative of Attracting Great Teachers

Great teachers have the ability to transform and enrich the lives and living standards of Americans. According to recent research, a student’s kindergarten teacher has long-lasting influence on important lifetime outcomes, such as future earnings. These effects are so important that the difference between having an above-average kindergarten teacher and a below-average kindergarten teacher could translate into a difference of more than $300,000 in future earnings for a classroom of 20 students (Chetty et al. 2010). Therefore, continuing to attract and retain the most effective teachers is a necessary step in raising the achievement of American students. But attracting highly-effective teachers is an increasing challenge as today’s teachers are asked to do more than ever before and because the most salient form of teacher pay—salaries—has been in relative decline.

É muito complicado atraírem-se os melhores quando se lhes explica que a carreira é aos solavancos e que a avaliação para superar os estrangulamentos é arbitrária, os concursos se transformam em psicodramas na opinião dos que estão fora a observar e que defender os direitos dos professores a boas condições para trabalharem é algo corporativo e anacrónico.

… uma espécie de back to the basics que por cá também se parece ensaiar…

A iniciativa tem aspectos positivos – reforçar os fundamentos de tudo – mas pode levar à subvalorização do que constitui toda uma Educação que se queira pluridimensional.

Common Core – State Standards Iniciative – Mission Statement

The Common Core State Standards provide a consistent, clear understanding of what students are expected to learn, so teachers and parents know what they need to do to help them. The standards are designed to be robust and relevant to the real world, reflecting the knowledge and skills that our young people need for success in college and careers. With American students fully prepared for the future, our communities will be best positioned to compete successfully in the global economy.

As barracas maiores da ADD ainda estão debaixo dos panos

Este é um daqueles que estão a favor seja do que for, desde que seja decisão. Direita, esquerda, centros, práfrente, àsarrecuas, prólado, desde que seja com firmeza, ele está a favor! Seja bosta ou bestial!

Querem peixe sem dúvidas? Está a favor! Querem carne, com toda a certeza? Está a favor! Querem gaivota, e que ninguém diga o contrário? Está a favor! Preferem macrobiótica,l porque sim? Adorou, adorou, adorou!

Só não percebo como se assume uma posição destas, assim, sem um pingo de… sei lá…

Dito isto, importa salientar que o País precisa de alguém com capacidade de decidir. Nessa matéria estou de alma e coração com este Governo, como estava com o anterior e estarei com o próximo. Apoio a vontade de decidir, mesmo quando decidem em sinal contrário às minhas convicções. A Democracia serve para, em cada legislatura, mudarmos colectivamente o rumo do País, não tem como servir para fazer a vontade de todos em todos os momentos. Sim, é preciso debater todas e cada uma das opções, é preciso contribuir com ideias para melhorar o nível de decisão de quem nos governa, mas não podemos aspirar a parar o País de cada vez que considerarmos que os nossos interesses estão a ser postos em causa.

… no combate a tudo o que empobrece o país, delapida os recursos públicos e corrompe os costumes:

Alegada especulação de 3,62 euros leva farmácia a tribunal

O Tribunal de Barcelos começa a julgar na segunda-feira a proprietária de uma farmácia do concelho “apanhada” com um medicamento à venda por um preço superior em 1,81 euros ao máximo permitido pela Direcção-Geral das Actividades Económicas.

Em causa estão duas embalagens de Venex Forte, um medicamento indicado para o tratamento de varizes, o que significa que a farmacêutica vai a julgamento por 3,62 euros.

É uma herança pesada, porque representa uma espécie de espírito que cultiva a fast lane como forma de atingir os objectivos com um mínimo de esforço, elevando o truque chico-esperto ao estatuto de inteligência.

Surgiu de novo a polémica em torno do acesso a Medicina por alunos que, via ensino recorrente, conseguem elevar artificialmente as suas médias, não fazendo os exames nacionais e usando apenas as classificações internas.

Na peça do Expresso de ontem recorda-se a polémica de 2003 que levou David Justino a alterar a lei em 2004. E como em 2006, o primeiro governo de Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues recuperaram a lei que permite a habilideza. O espírito Novas Oportunidades em todo o seu esplendor que a dupla Lemos-Capucha elevou a política de sucesso quantitativo, inclusivamente com pretensões de moralização igualitária.

Não é verdade. É apenas chico-espertismo. Como entregar trabalhos em papel do gabinete governamental e obter certificações ao domingo.

Sobre o assunto, ler no Atenta Inquietude:

O ACESSO AO ENSINO SUPERIOR E OS EXAMES DO SECUNDÁRIO. O grande equívoco

Os ministros quando eram alunos, Nuno Crato, Assunção Cristas e Passos Coelho

Sem grande interesse, todos bons alunos, amigos do seu amigo, pelo menos na versão oficial.

Passar do ensino recorrente para o ensino superior, o esquema.

Escolas de Cinfães incentivam o uso da bata, uma formar de “encobrir” desigualdades sociais

(c) Francisco Goulão