… do grau de desonestidade política dos governantes (ok, estamos lixados!) porque cada medida anual pode expirar no fim da vigência do respectivo OE, mas para o OE seguinte podem criar uma regra nova, ligeiramente diferente e o resultado é o mesmo.

Naquele documento que foi feito para mostrar à troika, vem lá a dizer que a medida vai ser aperfeiçoada. Querem apostar em como mantêm os cortes, de novo de forma alegadamente transitória, assim como se faz(ia) com os contratos de trabalho renovados um mês depois de terem sido interrompidos, para não colocar as pessoas nos quadros?

E os mesmos juízes que escreveram isto, escreverão o mesmo daqui por um ano, alegando que é outra medida e não a mesma.

Constitucional. Cortes nos salários públicos afinal não são para sempre

“Não se visiona qualquer base que permita dar por assente que as reduções perdurarão indefinidamente”, diz acórdão.

Eu vislumbro falta de vergonha. A olho desnudo. E depois ainda classificarão a coisa de psicodrama.