Filomena Martins no DN:

Com protestos já apenas pontuais dos professores, este deixou de ser o Nogueira que derrubou uma ministra e pôs outra na algibeira, mobilizou 200 mil professores e saiu ao caminho de José Sócrates em verdadeiras emboscadas.

Miguel Sousa Tavares no Expresso:

Mas sabe-se o que aconteceu: a tentativa de impor a avaliação aos professores, esbarrou contra 300.000 nas ruas de Lisboa, toda a imprensa e toda a oposição.

A primeira é directora-adjunta do DN, o segundo é articulista com grande cotação na praça e bem remunerado pela Impresa. Em qualquer dos casos substituem (por ignorância?) ou distorcem (por má-fé?) factos por delírios pessoais. Confesso a minha inveja: gostava de ser pago para escrever parvoíces e livrar-me sempre incólume, em especial no caso do MST.

Para a semana aguarda-se um qualquer outro escriba com o mesmo tipo de pancada (Helena Garrido, Leonel Moura, Emídio Rangel?) escrever que foi meio milhão a desfilar pela Avenida da Liberdade, enquanto um milhão estacionava na 5 de Outubro.

O estado de generalizada impunidade pelo dito disparatado, pela imputação despropositada, pelo arrolamento de factos inventados não se limita ao Alberto João.