Sábado, 24 de Setembro, 2011


Dave Matthews Band, Everyday

… mas se dissesse estendia a coisa a algumas elites continentais que passaram por outras direcções:

Na Sic Notícias, António Costa terá admitido que se a lei do enriquecimento ilícito já estivesse aprovada, a direcção do PSD-Madeira estaria “há muito tempo na cadeia”.

 

… os primeiros professores colocados na BR2 num dado grupo apresentarem um número de ordem que não corresponde ao das listas definitivas, ao contrário do que acontece com os que se lhes seguem?

Será um psicodrama com o qual não devemos perder tempo, perante the big picture?

Recebi os elementos de uma situação deste tipo, apenas aguardando autorização para aqui os divulgar, embora sejam elementos públicos, parte deles recolhidos no blog do Arlindovsky.

Com a devida vénia à C.M. Famalicão, ao Museu Bernardino Machado e ao Prof. Doutor Norberto Cunha.

(e não expus aqui as ofertas em toda a extensão para não ficarem com ciúme social, mas posso garantir que a edição monumental  das obras completas do Bernardino Machado são uma iniciativa dificilmente igualável no âmbito do centenário da República)

A foto é da Armanda.

Já não era sem tempo.

… o outro vai rodar pelos bancos de estimação do Bloco Central dos Negócios (que o Banco de Portugal não é capaz de fiscalizar, noblesse de constance oblige) e pelos gabinetes de advogados alaranjado-rosados que negociaram os contratos das PPP, ora deste lado, ora do outro.

FMI coloca dois representantes permanentes em Portugal

A sério… acho que deveriam ser mais uns quantos para darem formação em certas instituições que deveriam regular e fiscalizar tanta coisa que fizeram os impossíveis por não ver.

… do grau de desonestidade política dos governantes (ok, estamos lixados!) porque cada medida anual pode expirar no fim da vigência do respectivo OE, mas para o OE seguinte podem criar uma regra nova, ligeiramente diferente e o resultado é o mesmo.

Naquele documento que foi feito para mostrar à troika, vem lá a dizer que a medida vai ser aperfeiçoada. Querem apostar em como mantêm os cortes, de novo de forma alegadamente transitória, assim como se faz(ia) com os contratos de trabalho renovados um mês depois de terem sido interrompidos, para não colocar as pessoas nos quadros?

E os mesmos juízes que escreveram isto, escreverão o mesmo daqui por um ano, alegando que é outra medida e não a mesma.

Constitucional. Cortes nos salários públicos afinal não são para sempre

“Não se visiona qualquer base que permita dar por assente que as reduções perdurarão indefinidamente”, diz acórdão.

Eu vislumbro falta de vergonha. A olho desnudo. E depois ainda classificarão a coisa de psicodrama.

 

… estive fora ontem, posso não ter postado em devido tempo.

Professores manifestam-se em frente ao ministério. FENPROF acusa o ministério de manipulação de dados e vai apresentar queixa na Procuradoria  Geral da República.

Nuno Crato pediu uma inspecção aos casos dos alunos do ensino recorrente que entraram em medicina.

Colégio Décroly continua encerrado, os motivos e as dificuldades dos pais.

Faro continua sem actividades de enriquecimento curricular.

Como acompanhar devidamente a meia dúzia de garrafas de néctar alvarinho de produção doméstica?

Após alguma reflexão o primeiro round vai ser com um caril de gambas, com ligeiro toque tailandês (a que está a faltar o leite de coco…).

Vai daí e ainda fico em estado de escrever crónicas para o Expresso.

Hoje no Expresso temos uma prosa de Valter Lemos em defesa das Novas Oportunidade e atacando Nuno Crato por ter mandado fazer uma avaliação do projecto. Diz Valter Lemos que a Universidade Católica (leia-se a equipa de Roberto Carneiro que descobriu a elevação da auto-estima com único grande argumento em defesa das NO).

Não me interessa nada a disputa política, mas sim a conceptualização que Valter Lemos faz em torno das críticas à NO.

Sim, a conceptualização… nada de (sor)risos malandros.

Porque Valter Lemos repete o argumento de ser o ciúme social uma das principais razões para as críticas feitas às NO.

Sim porque Valter Lemos e Luís Capucha (para além de lídimos exemplos de uma certa postura capilar)  são os principais representantes e arautos do conceito de ciúme social, um conceito inovador que ainda não entrou nos digest e reference handbooks da Teoria Social mas que para lá a passos largos.

O conceito é de uma desarmante e arrasadora simplicidade: as pessoas criticam as NO, porque nelas há quem consiga certificados de níveis de escolaridade de forma rápida e com base num processo que valida competências sem que existam produtos a comprovar, na prática, essa mesma competência. Os críticos das NO são, portanto, ciumentos da enorme escalada social que tais certificados (em papel) permitem aos certificados (pessoas).

O aspecto mais curioso desta teorização hiper-pós-moderna é que atribui esse ciúme social não pessoas sem certificação, que não têm o que as pessoas certificadas têm, mas sim a quem já percorreu o trajecto normal de certificação académica, obtendo-a em muitos casos com distinção. Ou seja, atribui a licenciados e doutorados um ciúme social pelo facto de milahres de pessoas passarem a dispor de um certificado da escolaridade obrigatória ou do 12º ano.

Isto é uma conceptualização que empurra os nossos paradigmas epistemológicos até aos seus limites, porque contraria toda a lógica que estamos a habituados a seguir, ou seja, que o ciúme ou inveja parte de quem não tem relativamente a quem tem algo.

Até ao momento, poderia acreditar-se que seria o ciúme social a ditar que algumas mentalidades tacanhas e traumatizadas pelo seu próprio passado desenvolvessem um projecto de obtenção de diplomas fast lane de modo a acederem ao patamar daqueles que sentiam ter ascendido a uma posição de privilégio, invejável.

Mas não, Valter Lemos conduz-nos num temerário trajecto com contornos ontológicos insuspeitados, em que o ciúme social funciona – penso estar a usar o termo correcto, mas hesito, porque este campo teórico é extremamente complexo e a terminologia muito sofisticada – às arrecuas: é quem tem algo que tem ciúme de quem não tinha e passou a ter, mesmo que esse algo nem se aproxime do que já tem.

Na sabedoria convencional, as críticas às NO seriam encaradas como uma forma de tentar perceber se os enormes quantitativos de dinheiro envolvidos no aparato certificador e propagandístico se justificam, se os seus efeitos na sociedade são mensuráveis, assim como na elevação do nível de vida (via melhoria da condição laboral) dos novos diplomados.

Mas no novo paradigma Lemucha (em homenagem aos seus criadores) as críticas às NO não passam de ciúmes de elitistas licenciados e doutorados que querem manter o povo na ignorância e detestam que sejam obtidos certificados de 9º e 12º ano à paletes, pois agora estes certificados são todos coloridos e impressos com belos equipamento a laser e vistosos logotipos, enquanto antes os certificados equivalentes eram em vetustas folhas de papel azul pautado e carimbados com um selo branco que mal se via.

O mundo pula e avança, como o sonho de uma criança. Valter Lemos compreende isso. Os ciumentos sociais, não!

Nota final: a ilustração que acompanha a proa de Valter Lemos, só por si, de um sarcasmo demolidor.

Filomena Martins no DN:

Com protestos já apenas pontuais dos professores, este deixou de ser o Nogueira que derrubou uma ministra e pôs outra na algibeira, mobilizou 200 mil professores e saiu ao caminho de José Sócrates em verdadeiras emboscadas.

Miguel Sousa Tavares no Expresso:

Mas sabe-se o que aconteceu: a tentativa de impor a avaliação aos professores, esbarrou contra 300.000 nas ruas de Lisboa, toda a imprensa e toda a oposição.

A primeira é directora-adjunta do DN, o segundo é articulista com grande cotação na praça e bem remunerado pela Impresa. Em qualquer dos casos substituem (por ignorância?) ou distorcem (por má-fé?) factos por delírios pessoais. Confesso a minha inveja: gostava de ser pago para escrever parvoíces e livrar-me sempre incólume, em especial no caso do MST.

Para a semana aguarda-se um qualquer outro escriba com o mesmo tipo de pancada (Helena Garrido, Leonel Moura, Emídio Rangel?) escrever que foi meio milhão a desfilar pela Avenida da Liberdade, enquanto um milhão estacionava na 5 de Outubro.

O estado de generalizada impunidade pelo dito disparatado, pela imputação despropositada, pelo arrolamento de factos inventados não se limita ao Alberto João.

Ou será que é a vida profissional, pessoal e familiar destes colegas que está em causa?

Será que estes colegas não merecem respeito por parte de quem se encavalitou outrora neles com uma agenda que visava outros objectivos e que agora se empluma como anti-corporativista, qual Valter Lemos?

Boas.

Eu sou professor contratado e colocado, mas a minha mulher continua em casa (e continuará, pelos vistos…)
De facto foi ultrapassada por 4 colegas na BR2 e prevejo que outros a passarão na BR3.
Segundo a Direcção da “minha” escola, a aplicação permitiu até dia 15 a colocação de horários anuais, depois até 31-7 e desde esse dia (15 de Setembro) que não permite nada a não ser anuais e temporários mesmo que a escola tente escrever o contrário!
A aplicação, confirmei agora mesmo na escola onde estou colocado, não permite, repito, NÃO PERMITE, colocações acima de um mês, mesmo que sejam anuais!
Esta palhaçada continua e nada se faz neste país onde se continua a gozar com a vida de milhares de pessoas quer a nível profissional, quer social, quer pessoal!
Obrigado por atenderem ao meu desabafo, mas é só para TEREM a certeza que até esta hora é isto que se passa na realidade.
Para além disso, depois de reclamar a BR2, a resposta (já a vi em vários locais aqui na web) é igual para todos!
Agradecendo  o trabalho que têm vindo a fazer, com os mais respeitosos cumprimentos.
João Leal

De todos os buracos. O resto não passa de gente inocente, no local errado, à hora errada, que embolsaram porque não podiam fazer outra coisa e deixarem tanta nota a voar por aí, que ainda se podiam perder.

O infante D. Henrique também não fica bem no retrato, pois mandou um zarolho fazer viagens no Atlântico e sabemos bem o raio do resultado.

A concorrer com o Porto-Benfica e com as tecnologias a deixarem-me as imagens em terra, foi assim como que uma comunicação às secas, à moda antiga, a palavra e pouco mais como adereço.

Valeu a simpatia dos presentes, mesmo assim umas dezenas, e dos anfitriões, drs. Norberto Cunha e Amadeu Gonçalves.


É gindungo, é.